Animais

5 Formas Diferentes de as Mães do Reino Animal Transportarem as Suas Crias

Celebramos o Dia da Mãe com uma série de fotografias de como as mães do reino animal carregam as suas crias, desde colocá-las sobre as suas cabeças até implantá-los nas suas costas, literalmente. Saturday, May 5, 2018

Por Carrie Arnold

Se, para si, prender uma criança num assento de carro ou organizar toda a sua família dentro de um monovolume é um trabalho árduo, vai ficar feliz por não ser uma mãe da espécie aranha-lobo.

Para estas mães, nativas da Austrália, transportar as crianças significa carregar centenas delas nas suas costas.

Um utilizador do YouTube na Austrália descobriu isto da maneira mais difícil, depois de matar uma aranha-lobo que encontrou em sua casa — e de filmar a consequência disso. Em vez de esmagar uma única aranha, o homem libertou centenas de crias que fugiram do corpo da mãe.

É claro que as aranhas-lobo não são os únicos animais que têm de andar de um lado para o outro com as crias.

Como hoje é o Dia da Mãe em todo o mundo, estes são alguns dos animais com estratégias criativas para levar as crias do ponto A para o ponto B.

Jacaré-americano

Um filhote de jacaré senta-se na cabeça da sua mãe — um dos métodos que os répteis usam para o transporte das suas crias.

Estas mães répteis carregam os seus bebés nas suas cabeças, nos seus focinhos ou até mesmo dentro das suas bocas.

Em 2012, J. Whitfield Gibbons assistiu a isto em primeira mão quando observou a eclosão de jacarés-americanos no Savannah River Ecology Laboratory, na Carolina do Sul.

FOTOGRAFIAS ENTERNECEDORAS DE PROGENITORAS COM AS SUAS CRIA

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Enquanto os bebés bramiam, preparando-se para partir as cascas, o professor emérito de Ecologia da Universidade da Geórgia foi arrebatado por um momento de horror.

"A mãe pôs o focinho dentro do ninho e agarrou um dos ovos e quebrou-o com suas mandíbulas," afirmou Gibbons.

A mãe, contudo, não se estava a preparar para comer o seu bebé. O que ela fez foi "baixar-se como uma escavadora, aconchegar o bebé nas suas mandíbulas, e transportá-lo até à água", contou Gibbons.

"Ele esperou por ela na margem, enquanto ela fazia o mesmo mais 30 vezes" uma vez por para cada uma das suas crias.

Sapo-do-Suriname

Algumas espécies de sapo também desenvolveram formas pouco comuns de transportar os seus descendentes, diz Gibbons. Por exemplo, o sapo-do-suriname (pipa pipa) proveniente da América do Sul, pode ganhar o prémio do sacrifício parental. (Veja também "Apenas um mês após o acasalamento, uma fêmea de polvo pode pôr até 100 000 ovos.").

Em vez de deixar os seus ovos fertilizados na água, onde ficam vulneráveis aos predadores, esta espécie implanta-os na pele das suas costas.

Depois disto, o anfíbio carrega os ovos até que os embriões se desenvolvam e se transformem em girinos. Quando finalmente eclodem, emergem da pele nas suas costas. De seguida, este sapo simplesmente elimina a pele danificada. Isto é que são dores de parto!

"O instinto maternal nestes animais é simplesmente incrível," declara Gibbons.

Preguiça-de-Três-Dedos

Nem todas as mães podem carregar verdadeiramente os seus bebés.

Um jovem preguiça-comum agarra-se ao pelo da sua mãe, na Ilha de Barro Colorado, no Panamá.

As quatro espécies de preguiças-de-três-dedos que vivem na América Central e do Sul — preguiça-anã-de-três-dedos, Bradypus pygmaeus; preguiça-de-coleira, Bradypus torquatus ; preguiça-de-bentinho, Bradypus tridactylus; preguiça-comum, Bradypus variegatus — têm garras específicas para se segurarem a árvores altas, e não para carregar a prole. (Veja este vídeo de um preguiça bebé que foi encontrada presa entre duas rochas).

Mas os bebés preguiça têm uma forma de contornar o problema: assim que nascem, os jovens agarraram-se aos pelos das suas mães, nas costas ou na barriga.

"Os bebés seguram-se ao pelo com muita facilidade", diz Bryson Voirin, um investigador da Academia de Ciências da Califórnia e especialista em preguiças-de-três-dedos.

"A determinada altura, os bebés começam a rastejar sobre alguns dos ramos, mas ficam sempre muito perto — da mãe — durante cerca de um ano."

Canguru

O canguru da Austrália é, provavelmente, o animal marsupial mais icónico do reino animal.

Como todos os marsupiais, a cria nasce extremamente prematura e pequena — com o tamanho de uma cereja — e continua a desenvolver-se na bolsa da sua mãe durante seis meses. À medida que crescem, a cabeça e os pés das crias são, frequentemente, vistos fora da bolsa.

Mesmo depois de chegarem ao mundo, com cerca de 10 ou 11 meses de idade, os jovens cangurus, quando se sentem ameaçados, saltam de novo para a bolsa das suas mães para ficarem seguros. (Veja o vídeo de um recém-nascido que teve de percorrer o caminho até à bolsa marsupial da sua mãe).

Essas mães demonstram que são necessárias soluções criativas para transportar os bebés — e não é necessário uma carrinha de transporte especial.

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