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Animais

Bem-Vindo ao Catboat, o Único Santuário de Animais Flutuante do Mundo

A ideia ganhou forma na década de 1960 pelas mãos de uma senhora amante de animais. O Catboat é uma atração turística que ainda navega nos canais de Amesterdão.

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Borre, à esquerda, um macho com nove anos, goza o sol no convés do Catboat, enquanto Kasumi, à direita, uma fêmea com dez anos, olha pela janela.

Fotografia de Muhammed Muheisen, National Geographic

Wednesday, June 27, 2018 Por Elaina Zachos Fotografias Por Muhammed Muheisen

Os canais de Amesterdão são habitados por barcos de todas as formas e tamanhos, mas há uma embarcação em particular que se destaca: o Catboat.

De Poezenboot, a designação em alemão para o Catboat, é o único santuário de animais flutuante do mundo. Acolhe cerca de 50 gatos vadios e abandonados, 17 dos quais habitam o barco em permanência há vários anos.

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“Os gatos vão e vêm”, diz Muhammed Muheisen, um fotógrafo distinguido duas vezes com o Prémio Pulitzer, que viajou para a capital holandesa em 2018, para passar uma semana a bordo do Catboat. A maioria dos gatos são malhados e animais de rua, mas há um gato persa que recebe muita atenção, diz Muheisen.

“Ela é o gato mais popular a bordo. Tem este pelo lindíssimo”, diz. “É uma personagem muito engraçada e temperamental.”

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A empresa foi criada em 1966, quando Henriette van Weelde, conhecida na localidade como a dama dos gatos, começou a recolher gatos abandonados, que acomodava numa antiga embarcação de recreio, cujo interior adaptou para receber os felinos.

“O marido faleceu e ela precisava de se sentir acarinhada”, diz Muheisen.

A embarcação foi substituída e renovada por diversas ocasiões nas décadas seguintes e reabilitada, muito recentemente, como uma casa flutuante em 1979. A Fundação Catboat adquiriu o estatuto oficial de organização sem fins lucrativos em junho de 1987, e em 2001 o barco foi, novamente, sujeito a obras de reabilitação para cumprir com os requisitos legais holandeses enquanto santuário de animais.

Por exemplo, o barco foi, cuidadosamente, reforçado com ripas de madeira e arame para evitar que os gatos se lançassem à água para fugir.

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UMA PAIXÃO POR GATOS

Van Weelde morreu aos 90 anos em 2005, mas o seu legado felino perdura 13 anos depois.

Atualmente, o Catboat sobrevive graças aos donativos e ao trabalho e dedicação de voluntários, e o dinheiro arrecadado destina-se a suportar as despesas com a esterilização dos gatos e a colocação de um microchip para localização. Muheisen diz que há cerca de 20 a 25 voluntários, com idades compreendidas entre os 20 e os 70 anos, que visitam o barco, assiduamente, para cuidar dos gatos.

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Yoni Caspers, de 30 anos, dirige-se para casa, acompanhada por Mow, um gato com sete anos que adotou no Catboat.

Fotografia de Muhammed Muheisen, National Geographic

“Todos eles, é óbvio, adoram gatos e interagem com os turistas que visitam o barco”, afirma Muheisen. “Eles são muito afáveis e protetores com os gatos.”

O processo de adoção dos felinos que habitam o Catboat é rigoroso. O barco recebe, anualmente, milhares de visitantes, a maioria dos quais turistas, e é necessário marcar uma entrevista para conhecer um determinado gato.

Depois disso, os potenciais donos têm de aguardar um dia para refletir sobre a adoção, antes de dar continuidade ao processo. Se um adotante decidir, já depois do processo concluído, que não quer o gato, pode devolvê-lo ao Catboat.

Muheisen diz que foi a sua paíxão por gatos que o levou a querer fotografar este santuário único e invulgar.

“Dia após dia, uma pessoa torna-se parte do universo destes felinos. Para eles, eu sou apenas mais um gato grande”, refere Muheisen. “É um dos trabalhos mais bonitos e gratificantes que fiz até hoje.”

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