Seis Tubarões Fascinantes dos Quais Provavelmente Nunca Ouviu Falar

Desde pequenos consumidores de plantas a grandes habitantes do Ártico, estes tubarões inspiram fascínio, mais do que medo.

Publicado 25/07/2018, 17:23

Quando as pessoas pensam em tubarões, tendem a visualizar mentalmente a imagem de um tubarão-branco ou de um tubarão-martelo, mas estes predadores muito populares representam apenas uma pequena parcela da diversidade global da grande família de tubarões.

Existem mais de 520 espécies de tubarões, um quinto das quais foram descobertas na última década. Provavelmente, nunca terá ouvido falar do pequeno cação-luminoso ou do tubarão-da-Gronelândia, mas isso não significa que estas criaturas não mereçam a sua atenção.

Nem todos os tubarões primam pela beleza. O fotógrafo Brian Skerry descreve-os como “uma mistura de encanto e poder que o leva a mergulhar sucessivamente no mar”. Estes tubarões precisam da nossa ajuda. Com base em algumas estimativas, a comunidade científica acredita que cerca de 100 milhões de tubarões de várias espécies morrem anualmente, para alimentar sobretudo a procura do mercado chinês da sopa de barbatana de tubarão. Historicamente, a maioria das barbatanas abastecem o mercado da região sul da China, onde a sopa é um prato popular nos casamentos chineses.

Apresentamos-lhe seis espécies de tubarões que não têm de ser necessariamente assustadoras para serem fascinantes.

Um tubarão-pá, Sphyrna tiburo, nada sobre estruturas de coral no Giant Ocean Tank no Aquário de Nova Inglaterra.
Fotografia de Brian J. Skerry, National Geographic Creative

TUBARÃO-PÁ

Esta espécie de tubarão tem algo que nenhum outro tubarão tem: um apetite por folhas verdes. Os cientistas descobriram recentemente que as pradarias de erva marinha compõem cerca de 50 por cento da dieta alimentar do tubarão-pá.

Este tubarão é o membro mais pequeno da família do tubarão-martelo e o único com uma cabeça arredondada, com forma de pá. Estas criaturas habitam as águas pouco profundas dos mares e os estuários ao longo da orla costeira da América do Norte e da América do Sul.

TUBARÃO-DA-GRONELÂNDIA

A esperança de vida do tubarão-da-Gronelândia é a mais longa de qualquer ser vertebrado, situando-se, segundo as estimativas, entre os 300 e os 500 anos.

Os tubarões-da-Gronelândia habitam a região norte do Oceano Atlântico, bem como o Oceano Ártico e passam a maior parte do tempo na escuridão, fazendo uso do seu apurado olfato para vasculhar carcaças no fundo oceânico. Estes habitantes das águas profundas apresentam elevados níveis de N-óxido de trimetilamina nos tecidos, que lhes permitem suportar a enorme pressão da profundidade dos mares.

O tubarão-da-Gronelândia é uma das criaturas maiores e mais lentas que nada em águas oceânicas, assemelhando-se em tamanho ao grande tubarão-branco e atingindo em média os seis metros de comprimento e uma tonelada de peso.

Um tubarão-boca-grande, Megachasma pelagios, prepara-se para descer às águas profundas do Oceano Pacífico, ao largo da costa da Califórnia.
Fotografia de Biosphoto, Alamy

TUBARÃO-BOCA-GRANDE

Pouco se sabe sobre estas criaturas gigantes que filtram o alimento, uma vez que têm sido escassas as oportunidades de estudo ao alcance da comunidade científica. Foram avistados menos de cem espécimes de tubarão-boca-grande, desde que a espécie foi descoberta em 1976. Acredita-se que estas criaturas esquivas habitem os cantos mais recônditos dos quatro oceanos e se alimentem exclusivamente de plâncton.

O maior tubarão-boca-grande alguma vez avistado foi um macho com 5,5 metros de comprimento. Acredita-se, no entanto, que as fêmeas da espécie sejam maiores do que os machos. Segundo o Museu de História Natural da Flórida, os machos desta espécie só atingem a maturidade sexual, quando alcançam os 4 metros de comprimento, que se situa nos 4,9 metros para as fêmeas.

Um tubarão-negro-de-espinhos, Echinorhinus cookei, nada em águas profundas num recife, ao largo da linha costeira da Costa Rica.
Fotografia de Brian J. Skerry, National Geographic Creative

TUBARÃO-NEGRO-DE-ESPINHOS

A aparência deste tubarão-negro-de-espinhos é quase tão bizarra quanto o seu nome. Este habitante do fundo do oceano, com um ar atarracado, não tem barbatana anal, mas possui duas barbatanas dorsais, que se situam perto do extremo da cauda. O corpo desta criatura marinha, batizada acertadamente de tubarão-negro-de-espinhos, está coberto de dentículos dérmicos afiados ou escamas de tubarão, que sobressaem na pele coriácea como os espinhos de uma rosa.

Os tubarões desta espécie podem ser encontrados em várias zonas do Oceano Pacífico, incluindo o Japão, Taiwan e a costa ocidental dos Estados Unidos. Embora estes tubarões vivam a centenas, por vezes milhares, de metros abaixo da superfície, a pesca industrial constitui uma séria ameaça à sua sobrevivência. A pesca de arrasto de fundo, as redes de emalhar e a pesca de palangre são frequentemente responsáveis pela captura e morte acidentais dos espécimes de tubarão-negro-de-espinhos.

Um tubarão-zebra, Stegostoma fasciatum, aguarda solitário a passagem de eventuais presas, mantendo-se imóvel sobre o fundo arenoso do oceano, na Reserva Natural das Ilhas de Dimaniyat.
Fotografia de Norbert Probst, imageBROKER/Alamy

TUBARÃO-ZEBRA

O tubarão-zebra pode não ser o tubarão mais rápido ou o mais inteligente, mas é provavelmente um dos mais adoráveis. Os tubarões-zebra nascem com riscas castanhas e brancas que lembram ligeiramente as listas das suas homónimas. Quando chegam à idade adulta, as riscas dão lugar a manchas castanhas.

Os tubarões-zebra podem atingir os 2,4 metros de comprimento e alimentam-se sobretudo de moluscos, que retiram das conchas por efeito de sucção, usando a boca musculada.

Um tubarão-anequim, Isurus oxyrinchus, nada em águas azul-turquesa ao largo da costa da Ilha do Norte, na Nova Zelândia.
Fotografia de Brian J. Skerry, National Geographic Creative

TUBARÃO-ANEQUIM

O tubarão-anequim é o tubarão mais rápido dos setes mares. Num curto intervalo de tempo, o tubarão-anequim pode atingir velocidades até 56 quilómetros por hora. Os tubarões-anequim, que habitam as águas temperadas e tropicais dos mares de todo o planeta, usam a velocidade para surpreender atuns, peixes-espada, lulas e outros tubarões. Estas criaturas usam os dentes recortados para retalhar as barbatanas das suas presas, que imobilizam, impedindo-as assim de fugir.

Os tubarões-anequim são seres de sangue quente, uma característica rara entre os tubarões, que lhes permite aventurarem-se em águas profundas e latitudes excessivamente frias para outras espécies de tubarões.

Mas a espécie não consegue escapar à pesca comercial e recreativa, que têm contribuído para acentuar a diminuição do número de espécimes que habitam os oceanos, tornando este tubarão cada vez mais raro, o que levou a União Internacional para a Conservação da Natureza a classificar a espécie como vulnerável, estando, por conseguinte, em risco elevado de extinção na natureza.

Todos os anos, milhares de tubarões-anequim são apanhados acidentalmente pelas malhas de equipamentos de pesca, que se destinam à captura de outras espécies de peixes.

 

Este artigo foi publicado originalmente em inglês em NationalGeographic.com.

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