Tráfico de Insetos: Grande Negócio

A demanda por animais de estimação exóticos e os itens de colecionador alimentam o crescimento do mercado ilegal de escaravelhos, aranhas e mais.terça-feira, 17 de setembro de 2019

RYAN BESSEY, AGENTE ESPECIAL, estava no seu gabinete, na filial de Nova Jersey do Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA, em Galloway, no dia 23 de setembro de 2015, quando recebeu um telefonema de um colega da unidade de serviços secretos. O analista disse-lhe que os funcionários da alfândega francesa tinham apreendido 115 escorpiões-imperadores de dois carregamentos vindos dos Camarões. A encomenda tinha o endereço de um homem de Metuchen, em Nova Jersey, chamado Wlodzimie Lapkiewicz.

Se as autoridades francesas consideravam a apreensão importante ao ponto de entrarem em contacto com os EUA, talvez valesse a pena investigar Lapkiewicz, pensou Bessey. E começou a trabalhar no caso.

O agente especial descobriu que Lapkiewicz também tinha um historial nos EUA. Dois meses antes, escorpiões-imperadores e milípedes africanos gigantes da Tanzânia tinham escapado de uma encomenda endereçada a Lapkiewicz, que estava num camião de entregas dos correios. (Os animais foram mortos por um exterminador.)

Ao mesmo tempo, Bessey teve conhecimento de que Lapkiewicz estava a vender aranhas, centopeias e escorpiões-imperadores no Facebook. A acusação criminal alega que Lapkiewicz estava a dar instruções aos fornecedores para etiquetarem mal as caixas, de maneira a evitar os serviços alfandegários. "Isto revelou parte de um empreendimento comercial em andamento", diz Bessey.

Lapkiewicz não respondeu a várias mensagens enviadas pela National Geographic a solicitar uma entrevista, e o seu advogado não respondeu aos emails, nem às mensagens de voz.

Nos EUA, a importação de grande parte dos insetos e outros artrópodes é ilegal, incluindo aranhas, escorpiões e centopeias, ou suas partes, sem uma autorização do Serviço de Pesca e Vida Selvagem. O Departamento de Agricultura dos EUA também exige uma licença de importação para alguns dos invertebrados vivos. Os escorpiões-imperadores e outros exigem documentos especiais porque fazem parte da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção (CITES), um acordo internacional que regula as vendas transfronteiriças de espécies.

Em 2018, no estado do Indiana, as autoridades alfandegárias dos EUA apreenderam cerca de uma dezena de milípedes africanos gigantes. Estavam numa encomenda endereçada a Lapkiewicz, com o rótulo de “Brinquedos de peluche para o filho do meu amigo que está prestes a nascer”. Algumas semanas depois, os inspetores de vida selvagem do aeroporto nova-iorquino John F. Kennedy abriram uma remessa dirigida a Lapkiewicz: encontraram 245 cilindros pequenos com sacos de ovos de louva-a-deus-orquídea, animais do Sudeste Asiático que parecem pétalas de flores.

Em agosto de 2018, Lapkiewicz foi acusado de tráfico de vida selvagem e rotulagem falsa – crimes federais que têm uma pena máxima cumulativa de 25 anos de prisão. Lapkiewicz declarou-se culpado apenas do contrabando de animais selvagens. No dia 2 de julho de 2019, foi condenado a 6 meses de prisão domiciliária e 4 anos de liberdade condicional.

"Na altura eu sabia que existia um mercado de invertebrados", diz Bessey, que trabalhava como agente há 5 anos, antes de trabalhar no caso de Lapkiewicz. "Eu desconhecia era a dimensão do mercado, até acompanhar este caso.”

Baratas – “ótimos animais de estimação”
A procura por insetos que a maioria das pessoas considera rastejantes nojentos – e que vivem como animais de estimação exóticos ou são preservados como tesouros de coleção – alimentou um comércio maciço que engloba um pouco de tudo, desde escaravelhos, tarântulas e escorpiões. E também há pessoas que querem baratas (uma criatura que uma vez me fez fugir do apartamento durante 24 horas, depois de encontrar uma a deslizar pelo chuveiro). As baratas são “ótimos animais de estimação”, diz Carlos Martinez, proprietário da Reptile Factory, uma loja de animais sediada no sul da Califórnia.

Muitos insetos e outros artrópodes são criados em cativeiro, ou vendidos de acordo com a lei, mas existe um mercado negro global a florescer ao lado do comércio legal. É uma faceta pouco conhecida do comércio de animais selvagens, uma indústria multibilionária que se associa mais ao tráfico de chifres de rinoceronte e marfim de elefante, do que às pequenas criaturas que receamos.

“Muitas das espécies que encontramos neste comércio não são exportadas legalmente da sua zona de origem, ou importadas legitimamente para o país de destino”, diz o belga Stéphane De Greef, engenheiro ambiental e entusiasta de insetos que dirige um grupo de entomologia muito conhecido no Facebook. "Infelizmente, isto acontece com regularidade.”

Existem diversas notícias sobre as ilegalidades. Por exemplo, um cidadão da República Checa, condenado em 2017 por tentar traficar 4.226 escaravelhos, escorpiões, aranhas e outros invertebrados da Austrália. E as 7.000 aranhas, insetos e outros invertebrados roubados no Insectarium and Butterfly Pavillion de Filadélfia no ano passado, numa tentativa suspeita de venda para o mercado de animais de estimação.

Não existe uma base de dados centralizada das apreensões, o que significa que não se consegue estimar a escala global do comércio ilegal. Mas os dados do Serviço de Pesca e Vida Selvagem obtidos pela National Geographic revelam que, entre junho de 2018 e junho 2019, as autoridades dos EUA, um dos principais países importadores, apreenderam pelo menos 9.000 artrópodes vivos e mortos (não incluindo crustáceos) que estavam a entrar no país para fins comerciais. Isto representa uma fração do número total de artrópodes traficados, que são fáceis de esconder em malas e caixas de remessa.

Muitos países proíbem ou exigem autorizações especiais para a captura e exportação de determinadas espécies, ou espécies em áreas específicas, como parques nacionais, mas isso não impede as pessoas de capturarem as pequenas criaturas selvagens. Há quem apanhe insetos para ficar com eles, ou para os estudar. Outros colecionam ou vendem-nos regionalmente como alimento. No mercado internacional de comércio, a caça furtiva afeta sobretudo os países tropicais, onde o calor e a abundância de alimentos dão origem a insetos gigantes com uma panóplia de cores. Os compradores de todo o mundo estão dispostos a pagar centenas – e até milhares – de dólares pela criatura mais rara, mais apelativa ou distinta, que possa ser reproduzida viva ou exibida na sala de estar.

Os cientistas preocupam-se com os efeitos das tendências de colecionismo de pequenos animais, visto que podem ser vitais nas cadeias alimentares, onde polinizam culturas, reciclam e devolvem nutrientes ao solo. “Sempre que pegamos numa coleção em grande escala de uma única espécie e a extirpamos ou removemos de um ambiente, isso acaba por ter um impacto nesse ecossistema”, diz Floyd Shockley, que dirige a coleção de insetos no Museu Nacional de História Natural em Washington.

Feira de Insetos
Brent Karner é uma pessoa que conhece bem o mercado de invertebrados. Brent é o diretor da BioQuip Bugs, uma empresa sediada em Rancho Dominguez, na Califórnia, que oferece insetos vivos ou preservados e outros artrópodes.

Esquerda: Royce Cumming – uma de muitas pessoas que vendem insetos preservados na Feira de Insetos do Museu de História Natural de Los Angeles – exibe a sua coleção pessoal. Inclui um escaravelho-golias, uma borboleta morfo azul e uma borboleta Antheraea polyphemus. Direita: Cumming a fazer uma coleção de insetos para um cliente. Esta venda inclui uma borboleta Heliconius charithonia, uma Apatura iris e uma formiga-leão.
Fotografia de KENDRICK BRINSON, NATIONAL GEOGRAPHIC

Em maio, encontrei-me com Brent, no Museu de História Natural de Los Angeles, onde participámos na Feira de Insetos, um evento de dois dias que celebra tudo e mais alguma coisa que seja assustadora. Passei a maior parte da minha vida a evitar insetos, mas acabei na Feira de Insetos para conhecer pessoas que não querem outra coisa.

Mais de 50 vendedores, que ocupavam 3 alas do museu, ofereciam um pouco de tudo, desde vermes comestíveis (sabem a camarão seco, alegam os vendedores) a t-shirts com frases humorísticas inspiradas em insetos. Mas a maioria das pessoas visitou a feira para ver os milhares de invertebrados a rastejar em terrários ou alfinetados numa vitrine.

Brent estava a vender insetos preservados. O seu stand era tão popular que quase não conseguia falar com ele – a curiosidade da multidão em ver os besouros-hércules e as outras criaturas era enorme.

Os cientistas e entusiastas desta área afirmam a BioQuip oferece os padrões mais elevados na obtenção de insetos de forma ética e legal. Brent diz que se orgulha de fazer exatamente isso. Ou seja, garante que os seus fornecedores estão devidamente autorizados nos seus países de origem e que ele próprio tem toda a documentação legal para importar os insetos. Isso também significa não poder comprar mais de 100 insetos da mesma espécie, em qualquer local, durante um ano – e ficar longe da Europa. Brent diz as legislações de alguns países do velho continente são muito fracas: "A Europa é um canal excelente para divulgar coisas ilegais, prefiro nem pensar nisso.”

Brent diz que as pessoas compram insetos desde sempre, mas a internet veio mudar a indústria. Agora, os vendedores podem ignorar empresas como a BioQuip e comunicar diretamente com os compradores.

"É aí que o mercado negro atinge o seu potencial", diz, referindo-se a sites como o eBay. De facto, Brent demora cerca de 5 segundos a encontrar um anúncio no eBay de uma Papilio chikae, uma borboleta em extinção, nativa das Filipinas, que está banida do comércio internacional pela convenção do CITES. "É como vender um chifre de rinoceronte ou uma presa de elefante", diz Brent. O vendedor anunciou a borboleta com o nome de Papilio chi, em vez de Papilio chikae, o seu nome científico. Algumas semanas depois de eu ter perguntado sobre a legalidade da venda (não recebi uma resposta clara do vendedor), a referência à Papilio chi foi apagada.

Um porta-voz do eBay, empresa que proíbe a venda ilegal de animais selvagens, escreveu por email que a empresa utiliza "uma combinação de recursos tecnológicos e humanos para identificar e eliminar estas vendas".

Os criminosos de insetos enquadram-se em 3 categorias, explica Brent. Existem os traficantes involuntários, que não conhecem a complexa burocracia envolvida na recolha e transporte de insetos. Existem os traficantes que não possuem documentação legal, porque não querem pagar as licenças e consideram as leis "uma estupidez" – um sentimento muito comum. (No Facebook, num grupo de entusiastas de insetos, um dos utilizadores escreveu: “Não se ganha absolutamente nada em impedir a entrada de espécimes sem relevância de conservação na fronteira.”)

E também temos os criminosos a sério que pretendem vender espécies raras e proibidas, porque sabem que existe um mercado lucrativo. Pode ser alguém como o japonês Hisayoshi Kojima, condenado em 2007 a 21 meses de prisão por dirigir uma operação internacional de tráfico. O agente do Serviço de Pesca e Vida Selvagem que investigou o caso disse à Rádio Pública Nacional dos EUA que Kojima pagou alguns cêntimos a pessoas de todo o mundo, para caçarem borboletas e insetos ameaçados de extinção, para serem depois vendidos no seu site.

É normal os revendedores internacionais contratarem caçadores locais – no ano passado, a National Geographic documentou a vida de Jasmin Zainuddin, um indonésio que apanha borboletas – algumas protegidas pela lei – para vender nos mercados turísticos locais, ou a um chefe que as distribui por comerciantes do mundo inteiro.

Há vários anos, na floresta amazónica, Sebastián Padrón, entomologista na Universidade de Azuay, em Cuenca, no Equador, encontrou um caçador ilegal que lhe tentou vender borboletas prepona e morfo – espécies iridescentes. Sebastián diz que, embora o Equador tenha leis rigorosas sobre a recolha e exportação de insetos, o país não tem os recursos para as colocar em vigor. Segundo o entomologista, grande parte do tráfico acaba no Japão, onde os insetos exercem um fascínio especial sobre as pessoas, nos EUA e na Europa.

Nancy Miorelli, entomologista, diz que os vendedores perto da sua casa, em Quito, no Equador, usam partes do corpo dos artrópodes – sobretudo asas de borboleta – para fazer brincos e colares para vender aos turistas. Quando Nancy pergunta aos vendedores como é que conseguem obter os animais, as respostas são vagas e pouco detalhadas. "Perguntei a uma vendedora se ela sabia se os insetos eram ilegais... ela encolheu os ombros", diz Nancy.

Porque nos devemos preocupar?
É fácil desvalorizar a caça furtiva de animais invertebrados. Existem mais de 1 milhão de espécies reconhecidas de insetos e cerca de 10 quintilhões (o número 1 seguido de 18 zeros) percorrem, zumbem e voam pelo planeta. Existem cerca de 12.000 espécies de milípedes e 900 espécies de tarântulas.

Com tantas criaturas destas na Terra, qual é o impacto gerado pelo comércio?

A resposta mais resumida é: depende. As tarântulas, por exemplo, são particularmente vulneráveis à caça furtiva, porque têm uma vida longa e reproduzem-se com pouca frequência. Os insetos, por outro lado, são resilientes, têm uma vida útil muito curta e reproduzem-se muito.

Floyd diz que, se uma espécie localizada já estiver a enfrentar outras ameaças e for capturada em grandes quantidades, essa captura desmesurada pode representar um perigo real. (Chocante – embora contestada – uma investigação divulgada no ano passado sugeria que, nas últimas décadas, a perda de habitat, os poluentes, as espécies invasoras e as alterações climáticas contribuíram para um declínio de mais de 40% de todas as espécies de insetos, e que todos os insetos podiam desaparecer dentro de décadas.)

O Anophthalmus hitleri, um pequeno besouro nativo da Eslovénia, com o nome de Adolf Hitler, é um exemplo bizarro dos riscos do colecionismo em excesso. Os besouros (supostamente nomeados em 1933 pelo entomologista amador alemão Oscar Scheibel) tornaram-se tão populares entre os extremistas de direita que, no início dos anos 2000, os caçadores ilegais a soldo quase os exterminaram.

Floyd diz que, na maioria das vezes, não sabemos como é que a caça furtiva afeta as espécies. "Existem coisas nas copas das árvores, nos níveis intermediários e no chão". Para além disso, a investigação entomológica tem problemas de financiamento, o que significa que não existem muitas pessoas a contar insetos. A falta de dados, ao invés da escassez de espécies, contribui para o número insignificante de artrópodes – 90 espécies e 3 subespécies – reguladas pela convenção do CITES. "Pessoalmente, não quero correr o risco de descobrir o que acontece quando removemos algo do seu lugar", acrescenta Floyd.

Introduzir um animal num habitat onde este não pertence também pode gerar problemas. Se os invertebrados traficados para um novo país conseguirem escapar, eles ou os parasitas que hospedam conseguem dizimar ou afetar culturas, plantas, árvores e animais nativos. "Quando não sabemos o que pode acontecer, não nos preocupamos muito", diz Greg Bartman, funcionário do Departamento de Agricultura dos EUA que identifica insetos encontrados em remessas de carga. Greg refere o bicho-pau como uma história de advertência: Greg suspeita que o comércio de animais exóticos trouxe estas criaturas para o sul da Califórnia, onde estão a provocar danos enormes nos híbiscos, heras, roseiras e outras plantas. E os milípedes africanos gigantes, a mesma espécie de artrópode que escapou de uma encomenda endereçada a Wlodzimie Lapkiewicz, costumam hospedar um ácaro que pode destruir bolbos, como as cebolas e os alhos.

Mesmo que a caça furtiva para fins comerciais não apresentasse riscos, os entomologistas e entusiastas com quem falei acreditam que se trata de uma questão de ética. Floyd pergunta “que tipo de informação cientificamente útil conseguimos obter com a recolha de 10.000 escaravelhos, no mesmo local, na mesma noite?" Nancy diz que “as pessoas entram simplesmente num local protegido para a conservação e matam e recolhem a sua vida selvagem. Parece-me completamente desrespeitoso.”

Paixão pelo colecionismo
Quando se trata de insetos, Erica e Brian Ellis ficam tão fascinados que colecionam espécimes preservados e exibem-nos à volta da sua casa, em Simi Valley, na Califórnia.

Esquerda: Encontradas principalmente no México, na América do Sul e América Central, as borboletas morfo são populares entre os colecionadores devido ao seu tamanho e brilho azul-marinho. O colecionismo em excesso, a desflorestação e a fragmentação de habitat ameaçam as suas populações. Direita: No stand da BicBugs, as libelinhas têm preços a rondar os 20 e os 30 dólares cada. Estas libélulas graciosas apresentam tons de azul, verde, vermelho e amarelo.
Fotografia de KENDRICK BRINSON, NATIONAL GEOGRAPHIC

Conheci este casal na Feira de Insetos de Los Angeles. Naquele dia, saíram da feira com 5 novas preciosidades: um cerambicídeo-gigante (o maior besouro conhecido pela entomologia), uma centopeia, uma formiga-veludo (uma vespa sem asas), uma vespa gigante japonesa e uma vespa-caçadora (uma vespa enorme que paralisa as tarântulas antes de as comer). Todos estes animais têm uma coisa em comum: estão entre os maiores das suas espécies – fator decisivo para o casal na hora de comprar. “Isto deixa-nos um bocado confusos, como é que conseguem ficar tão grandes, e saber que estavam vivos a vaguear pela floresta”, diz Brian, que trabalha em vendas e marketing.

O casal comprou o seu primeiro inseto há 7 anos, um besouro-atlas do Sudeste Asiático, na feira de Los Angeles. "Mesmo depois de o levarmos para casa, ficávamos a olhar para ele durante uns bons 20 ou 30 minutos", diz Erica, assistente executiva numa empresa de farmacêutica biomédica. Depressa ficaram obcecados com "a beleza e as diferenças entre os artrópodes”. Agora, possuem cerca de 50 insetos preservados, incluindo um bicho-pau de 60 centímetros, do Sudeste Asiático, que custa 1.200 dólares.

O casal diz que gosta de comprar a vendedores conceituados que fornecem informações detalhadas sobre a identidade e origem de uma criatura.

Max Orion Kesmodel, visitante da feira, não está surpreendido com o comércio ilegal de insetos. "Tenho a certeza de que existe, mesmo sem ouvir nada sobre isso, porque é assim que o mundo funciona", diz. "Se fazem isto com pérolas, também fazem com borboletas.”

Max, de 23 anos, estuda entomologia na Faculdade de Los Angeles Valley e vive fascinado com a enorme diversidade de insetos, e pela forma como a aparência vistosa das criaturas se alinha com o seu interesse pela fotografia. Este ano, na Feira de Insetos, comprou um inseto da Malásia e duas mariposas coloridas para adicionar à sua coleção – que já tem mais de 150 espécimes. Em geral, Max procura insetos com cores vibrantes, borboletas em bom estado e pequenos besouros que, ao contrário dos besouros grandes, não têm mandíbulas impressionantes que o “aterrorizam”.

E também diz que gosta de comprar a pessoas com boa reputação. "Eu nunca fui à casa de alguém para comprar isto", diz. Quando lhe pergunto se alguma vez questionou os vendedores sobre a documentação legal, Max diz que nunca considerou fazer isso, mas acrescentou: "Agora que penso nisso, provavelmente devia começar a fazê-lo.”
 

Este artigo foi publicado originalmente em inglês no site nationalgeographic.com

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