Animais

5 Formas Repugnantes e Surpreendentes dos Animais Expelirem Esperma

Um verme vive dentro da fêmea e ejacula através da parte superior de sua cabeça.

Por Liz Langley

16 Julho 2016

Homens, fiquem felizes por serem humanos, e não um tamboril.

Em algumas espécies de tamboril de mar alto, como o Neoceratias spinifer, o pequeno macho morde a fêmea, que é normalmente dez vezes maior, e começa a desintegrar-se, a derreter e a fundir-se nela até ficarem apenas os testículos — um abastecimento de esperma que a fêmea irá usar para fertilizar os ovos.

Tudo certo, mas de que forma, pergunta @Raakxhyr através do Twitter à Pergunta da Semana Sobre Animais Estranhos, aquele cobiçado esperma chega aos ovos?

A ação tem lugar fora dos seus corpos, explica Marah J. Hardt, autora do livro Sex In The Sea: Our Intimate Connection with Sex-Changing Fish, Romantic Lobsters, Kinky Squid, and Other Salty Erotica of the Deep. Os machos libertam o esperma e as fêmeas libertam os ovos, que são depois fertilizados na água.

Mas não é claro qual é o peixe — se a fêmea ou o macho parasitário — que controla a libertação do esperma. “Uma vez que a extremidade da sua cauda está saliente", ele pode libertar o esperma no momento em que ela liberta o seu ovo, explica Hardt.

Para não estereotiparmos o tamboril, saiba que nem todos os machos são tão dependentes. Em algumas espécies, como o peixe-sapo (Antennarius striatus), os machos e as fêmeas vão juntos libertar o esperma e os ovos na água.

Noutros casos, como o peixe-diabo negro (Melanocetus johnsonii), os machos unem-se às fêmeas, mas afastam-se depois da fertilização, quando tudo já passou.

Rotas alternativas

Os tamboris parasitários não são os únicos animais que têm um acoplamento criativo.

As lulas-macho entregam às fêmeas uma cápsula de esperma chamada “espermatóforo”, que inserem na fêmea através de um tentáculo, "tecnicamente chamado de hectocótilo" ou através de um "órgão terminal, semelhante a um pénis gigante,” diz Hardt. Assim que esteja preso — na capa à volta da cabeça — o esperma é absorvido pela pele. Depois de ser absorvido, desconhece-se o caminho que segue, embora Hardt refira que as fêmeas de algumas espécies têm receptáculos de esperma que permitem passar os ovos ou puxá-los, conforme necessário.

A espátula para remover esperma das libelinhas é uma ferramenta única no jogo da reprodução, diz a entomologista Katy Prudic, da Universidade do Arizona, nos EUA. As libelinhas do sexo masculino têm dois conjuntos de órgãos genitais e movimentam o esperma dos testículos para o pénis. Antes do acasalamento, contudo, eles usam os seus pénis para retirar o esperma que possa ter ficado de um acasalamento anterior da fêmea com outro macho antes de depositar o seu próprio esperma.  

Uma "tragédia grega” é como Prudic descreve o destino do ácaro Adactylidium do sexo masculino, que se torna tecnicamente um pai enquanto ainda está dentro do corpo da sua própria mãe. A mãe ácaro choca até nove ovos dentro do seu corpo e, normalmente, apenas um é do sexo masculino. Este grupo vive dentro da mãe e alimenta-se dela. Quando atingem a maturidade, as fêmeas acasalam com o seu irmão e, de seguida, fazem um buraco no corpo morto da mãe e saem, e o macho morre (possivelmente de exaustão e/ou de vergonha).

Os vermes Osedax vivem nas profundezas do mar, onde se alimentam de ossos de baleia. O seu crescimento é atrofiado, o que faz com que os machos pareçam “vermes na pré-puberdade, mas com testículos plenamente desenvolvidos”, refere Hardt. Os vermes vivem no interior das fêmeas e “ejaculam pela parte superior das cabeças delas, soltando o esperma mesmo junto à abertura por onde os ovos da fêmea saem.”

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