As espécies extintas, explicadas

As extinções acontecem quando uma espécie desaparece devido a eventos cataclísmicos, problemas evolutivos ou interferência humana.

Por National Geographic
rã-arborícola de Rabbs

A última rã-arborícola de Rabbs morreu em 2016, no Jardim Zoológico de Atlanta. Esta agora extinta espécie de rã do Panamá foi descoberta na natureza em 2005. Apenas dois anos depois, já não era possível encontrar qualquer espécime desta rã-arborícola.

Fotografia por National Geographic Photo Ark

Os cientistas não sabem quantas espécies de plantas, animais, fungos e bactérias existem na Terra. A estimativa mais recente coloca esse número em dois mil milhões, mas isso irá provavelmente mudar.

Uma coisa sabemos: o rinoceronte-negro-ocidental, o tigre da Tasmânia e o mamute-lanoso encontram-se entre as espécies cujas populações caíram para zero, e é possível que a extinção das espécies esteja a acontecer mil vezes mais rapidamente por causa dos humanos.

A extinção acontece quando fatores ambientais ou problemas evolutivos levam ao desaparecimento de uma espécie. O desaparecimento de espécies na Terra está em curso, e as taxas de extinção foram variando ao longo do tempo. Um quarto dos mamíferos está em risco de extinção, de acordo com as estimativas da Lista Vermelha da IUCN.

Até certo ponto, a extinção é natural. As alterações nos habitats e tendências reprodutivas precárias estão entre os fatores que podem tornar a taxa de mortalidade de uma espécie superior à sua taxa de natalidade durante um tempo suficiente para o seu desaparecimento.

Os seres humanos também causam a extinção de outras espécies por meio da caça, agricultura intensiva, introdução de espécies invasoras na natureza, poluição e pela reconversão de áreas húmidas e florestais em terras de cultivo e áreas urbanas. O próprio rápido crescimento da população humana está a provocar extinções, destruindo os habitats naturais.

Entre as espécies mais famosas cuja extinção foi provocada pelos seres humanos encontra-se o dodó, uma ave que viveu principalmente na nação insular das Maurícias, popularizada no livro de Lewis Carroll "Alice no País das Maravilhas". Os dodós foram mencionados pela primeira vez por marinheiros holandeses no final do século XVI, e avistados pela última vez em 1662, depois de serem caçados até à extinção. Os pombos-passageiro, que cobriam os céus norte-americanos aos milhões quando os europeus chegaram ao continente, ficaram extintos com a morte do último espécime no Jardim Zoológico de Cincinnati, em 1914.

Photo Ark: A Arca Fotográfica de Joel Sartore

Seis extinções em massa

Os fósseis revelam que existiram cinco períodos anteriores com um número excecionalmente alto de extinções, um fenómeno conhecido como extinção em massa. A maioria das espécies da Terra ficou extinta há cerca de 266-252 milhões de anos, na chamada extinção do Permiano-Triássico.

Estas perdas, no entanto, também abriram o caminho para os dinossauros evoluírem, uma vez que as extinções em massa criam uma oportunidade para o surgimento de novas espécies. Os dinossauros encontraram o seu fim há cerca de 65 milhões de anos, numa outra extinção em massa ocorrida no final do período Cretáceo. Uma grande cratera ao largo da península do Iucatão, no México, sugere que a península foi atingida por um asteroide. Os cientistas acreditam que erupções vulcânicas na Índia causaram o aquecimento global que pode ter contribuído para esta extinção em massa.

Os cientistas debatem atualmente se a Terra se encontra em plena sexta extinção em massa. Se assim for, pode ser a mais rápida de sempre, com uma taxa entre mil a dez mil vezes a referência, que se encontra entre uma a cinco espécies por ano. Os seres humanos são em grande parte responsáveis por esta preocupante tendência. Os cientistas acreditam que a poluição, o desbravamento de terrenos e a pesca excessiva podem levar à extinção de metade das espécies terrestres e marinhas existentes no planeta até 2100.

É provável que o lento aumento das temperaturas superficiais causadas por níveis elevados de gases com efeito de estufa leve muitas espécies a mover-se em direção aos polos da Terra, ou subir para zonas montanhosas para procurar habitats adequados à sua sobrevivência. Mas nem todas as espécies serão capazes de se adaptar suficientemente rápido para impedir a extinção, e espera-se que muitas desapareçam.

O que podemos fazer?

Reduzir a utilização do aquecedor, conduzir menos frequentemente e reciclar são boas formas de utilizar menos combustíveis fósseis e diminuir a taxa de extinções. Comer menos carne e evitar produtos como o marfim, obtidos a partir de espécies ameaçadas, também pode fazer a diferença. Em casa, colocar o lixo em caixotes fechados, reduzir a utilização de água e evitar a utilização de herbicidas e pesticidas pode proteger a vida selvagem local.

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Este artigo foi publicado originalmente em inglês no site nationalgeographic.com

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