As estratégias da EDP para cumprir as ambições da COP26

A EDP foi convidada a participar na 26ª Conferência das Partes das Nações Unidas (COP26) e partilhou com a National Geographic as conclusões da sua participação, reiterando a importância de esforços conjuntos.
Publicado 25/03/2022, 13:30

Num momento em que o mundo está num ponto absolutamente crítico, os líderes mundiais reuniram-se em Glasgow para decidir a resposta da humanidade às alterações climáticas. Esse sentido de urgência elevou, naturalmente, o nível de expectativas para a conferência climática global. Esta foi uma oportunidade única para a EDP, ao lado dos principais líderes empresariais, decisores políticos e algumas das principais organizações mundiais, de discutir e propor as medidas necessárias e os projetos mais eficazes para mitigar as alterações climáticas.

O Pacto de Glasgow alcançado na COP26, mesmo não cumprindo algumas das expetativas iniciais, foi um passo firme na ação climática. Importa frisar que uma negociação que senta quase 200 países à mesa, com diferentes desafios e ritmos de transição energética, dificulta a chegada a bom porto. Apesar da tamanha complexidade, o pacto consolida a credibilidade entre as partes e inclui alguns compromissos inéditos.

O acordo não resolve o aquecimento global, mas mantém o objetivo de tentar limitar o aumento da temperatura média global nos 1,5 graus e põe em marcha o processo para lá chegarmos. O encontro sublinha que a década atual é crucial para a redução de emissões. Este é um caminho em que o papel do setor empresarial é bastante relevante.

O Pacto de Glasgow permitiu dar passos perentórios em áreas críticas – como mitigação, adaptação e financiamento – para a transição energética. É a primeira vez que um tratado da ONU sobre o clima inclui uma referência explícita à necessidade de eliminar progressivamente a exploração, produção e consumo de combustíveis fósseis, bem como a produção de eletricidade a partir da queima de carvão.  

O acordo de Glasgow concretiza outro dos anseios da comunidade científica antes da COP26: os signatários do Acordo de Paris devem aumentar a ambição e a frequência com que reveem as suas metas climáticas com vista ao cumprimento dos objetivos globais – em vez de o fazerem a cada cinco anos, como previa o Acordo de Paris até aqui. Foi ainda reconhecida a relevância e necessidade de criar mecanismos de financiamento que permitam aos países mais desenvolvidos apoiar os países mais vulneráveis nos seus processos de transição energética.

No caminho para a COP26

Antes da cimeira, a EDP reforçou os seus compromissos de sustentabilidade, como comprovado durante a sua participação nos Pactos Globais das Nações Unidas (ONU). A EDP, a única empresa portuguesa presente, participou em três momentos relevantes da conferência global que reuniu chefes de Estado, líderes empresariais, peritos e representantes da ONU para discutir a emergência climática, as desigualdades sociais e a necessidade de reconstruir um mundo mais justo e equitativo.

Através da CFO task force - um comité de administradores financeiros criado para impulsionar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de que a EDP é membro - foi assumido o compromisso de investir conjuntamente mais de 400 mil milhões de euros para ajudar a alcançar os objetivos traçados pelas Nações Unidas.

A EDP apresentou o seu próprio pacto - "All Green by 2030" - onde destacou dois importantes compromissos de sustentabilidade. Por um lado, o aumento significativo do investimento em projetos de acesso à energia nos mercados em desenvolvimento, comprometendo-se a afetar um total de 22,5 milhões de euros a esta área ao longo dos próximos cinco anos. A EDP reafirmou igualmente o compromisso de investir em projetos que lhe permitam ter uma capacidade de produção 100% renovável, ser neutra em carbono até 2030 e livre de carvão até 2025.

A EDP aderiu também ao Pacto 24/7 lançado pela Google, que representa um novo esforço global para acelerar a transição para um sector elétrico livre de carbono e combater os piores impactos das alterações climáticas. A EDP está entre o grupo de 18 líderes globais que anunciaram o Pacto de Energia Livre de Carbono 24 horas por dia, sete dias por semana.

A participação da EDP na COP26

A estratégia da EDP está alinhada com as metas do Acordo de Paris e irá apoiar a implementação do Pacto de Glasgow de forma transparente e responsável. Foi com uma ambição ainda mais forte de ser um líder na transição energética que o grupo participou na COP26.

A EDP teve a oportunidade de participar em painéis de discussão e de reafirmar compromissos fundamentais para a descarbonização e a transição energética. Desses compromissos, o grupo destaca três:

- A EDP foi uma das 32 empresas (e 44 países) a apoiar a presidência britânica da COP num compromisso global para abolir o carvão na produção de energia – este acordo prevê o fim do uso de carvão até 2030 para as maiores economias e 2040 para as mais pequenas.

- A EDP anunciou uma nova meta estratégica para o hidrogénio renovável, com a ambição de investir em projetos que garantam 1.5 GW de capacidade até ao final desta década. Com este objetivo, junta-se ao acordo global H2Zero do World Business Council for Sustainable Development, no sentido de acelerar o desenvolvimento de hidrogénio renovável a uma escala global.

- A EDP foi uma das empresas signatárias da declaração que promove a mobilidade elétrica e o fim dos veículos poluentes.

Estes são exemplos do contributo que o setor empresarial pode dar para acelerar a transição energética e criar soluções mais sustentáveis para o futuro.

Ao longo das últimas quatro décadas, a EDP transformou-se numa empresa cada vez mais verde e sustentável – hoje, mais de 70% da energia que produz tem origem renovável, um valor bastante superior à média nacional. Até 2030, o grupo pretende produzir energia exclusivamente com origem renovável, através do desenvolvimento de energia solar e eólica, mas também de hidrogénio verde e de armazenamento. Nesse sentido, o plano estratégico da EDP prevê um investimento de 19 mil milhões de euros em energias renováveis, incluindo Portugal.

Um futuro mais limpo, justo e equilibrado

Um setor de eletricidade livre de carbono é a base para a criação de uma economia global com zero emissões líquidas. O posicionamento e estratégia da EDP colocou-a mais uma vez na lista A do grupo de reflexão InfluenceMap, como uma das 15 empresas globais que mais influenciam as decisões sobre política de ação climática – dando provas de que as mensagens de primeira linha da EDP sobre política climática são altamente positivas. A empresa está empenhada em manter-se uma voz ativa e eficaz neste campo, apostando em projetos renováveis e promovendo o esforço coletivo necessário para construir um futuro mais verde para todos.

Ainda que a ritmos distintos, a COP26 demonstrou que a maioria dos países, empresas e organizações concorda que o carvão e todos os outros combustíveis fósseis têm de ser extintos, dando lugar a uma economia movida a energia limpa e acessível a todos. É uma transformação radical e urgente, mas indubitavelmente necessária. O grande desafio será conseguir fazê-la com o menor custo possível, em tempo recorde.

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