O cunho da EDP na transição energética rumo à Península Ibérica mais verde

A história de quatro décadas da EDP é marcada pela inovação e é assim que o grupo pretende continuar a fornecer energia, acelerando e liderando a transição energética na Península Ibérica.
Por Filipa Coutinho
Publicado 21/03/2022, 11:47

Usar a força do vento, do sol e da água para ser 100% verde até 2030. Este é a grandiosa meta da EDP e o foco do seu novo plano de negócios para a transição energética da Península Ibérica.

Presente atualmente em mais de 20 mercados, o grupo mantém-se comprometido com a descarbonização de Portugal e Espanha, respetivamente país de origem e um dos primeiros mercados onde começou a operar. A EDP continua a investir em redes inteligentes, soluções sustentáveis e na produção de energia renovável. Os projetos que se seguem são alguns dos passos mais recentes do grupo EDP para acelerar a transição energética na Península Ibérica.

A transição em Portugal

Ao longo dos próximos cinco anos, a EDP prevê investir 640 milhões de euros em projetos que contribuam para o desígnio da transição energética em Portugal. Este elevado investimento irá corresponder a um incremento superior a 700 megawatts distribuídos por 23 projetos de produção limpa em todo o país, aos quais se somam 200 MWp em projetos de geração renovável distribuída e a aposta na rede de mobilidade elétrica.

Um dos maiores projetos nesta carteira de investimentos na transição energética é o Parque Solar Cerca, representando um investimento de 93 milhões de euros. Este projeto advém do leilão de solar realizado em 2019 e prevê-se que a construção seja iniciada em 2022, no Ribatejo. A EDP estima que a energia produzida anualmente seja suficiente para abastecer quase 300 mil famílias e permita evitar a emissão de 110 mil toneladas de CO2.

O parque solar flutuante da barragem do Alqueva, com mais de 12 mil painéis fotovoltaicos, é uma das iniciativas mais inovadoras da EDP. Este projeto ainda em fase de instalação, será um laboratório vivo que permitirá testar a complementaridade entre tecnologias de produção de energia renovável. Com um investimento de cerca de 6 milhões de euros, terá a capacidade de produção anual de 7 gigawatt-hora e espera-se que comece a produzir energia nos próximos meses.

A transição em Espanha

A aposta do grupo EDP para a transição energética em solo espanhol irá concentrar-se em duas regiões: Galiza e Astúrias. As metas são ambiciosas: tornar a Galiza uma capital de energia verde e as Astúrias o green valley de hidrogénio.

A EDP Renováveis, em parceria com a multinacional Reganosa, investirá 780 milhões de euros num contributo decisivo para a descarbonização da região da Galiza. O investimento conjunto, que criará mais de 7.000 empregos indiretos e 400 empregos efetivos, será atribuído a projetos de produção e armazenamento de energia, com o objetivo de criar um centro de energia limpa, digital e inclusiva na região de Ferrolterra.

O investimento inclui a construção de uma instalação de produção de eletrólise de hidrogénio, que atingirá uma capacidade de 100 megawatts. Esta instalação, que utilizará água de um lago na região e novas fontes de energia renovável, terá uma capacidade de produção anual de até 14.400 toneladas de hidrogénio. Será também criado um sistema de armazenamento de energia, com uma capacidade instalada de 570 megawatts, e um complexo eólico, com mais de 270 megawatts de potência instalada.

No total, está em jogo cerca de 1 gigawatt de energia verde instalada, no investimento mais ambicioso feito até agora na descarbonização da economia da Galiza, com o objetivo de transformar Ferrolterra numa capital de energia verde. Este importante passo faz parte do Acordo para uma Transição Justa, assinado em março passado, entre a EDP, o governo espanhol e os sindicatos, com o objetivo de assegurar a manutenção da catividade económica e do emprego nas regiões onde as centrais elétricas a carvão estão descativadas.

Nas Astúrias, os planos do grupo mantêm a linha de atuação imponente. Os objetivos incluem criar na região o primeiro parque eólico flutuante em Espanha e, ainda, tornar a Soto de Ribera - onde se localiza uma central a carvão que será desativada - na bateria verde da região.

A EDP, que anunciou que deixará de produzir com carvão em 2025, planeia converter a central térmica estratégica de Aboño no vale asturiano de hidrogénio verde. O conhecimento técnico e de mercado, bem como a localização geográfica privilegiada da instalação, garantiriam a produção e fornecimento da eletricidade e hidrogénio verde necessários para a indústria asturiana nos seus processos de fabrico.

O plano de negócio contempla também o arranque de um parque fotovoltaico nas atuais instalações de Aboño, que, somado ao parque eólico offshore flutuante que a empresa projeta instalar na costa asturiana e aliado ao fácil acesso à água, às infraestruturas elétricas e ao porto de El Musel, permitiria a produção e armazenamento necessário de hidrogénio verde em Aboño. Este hidrogénio verde poderia também substituir os combustíveis fósseis que são atualmente utilizados para apoiar a utilização energética de gases de ferro e aço, um resíduo que de outra forma seria queimado numa tocha e emitido diretamente para a atmosfera. Graças ao hidrogénio verde, as condições de economia circular e de revalorização energética seriam mantidas.
 

A EDP está empenhada em ser uma voz ativa e eficaz na transição energética da Península Ibérica. O investimento sem precedentes nas energias renováveis reitera o compromisso do grupo com a descarbonização e a luta pela sustentabilidade do planeta.

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