Ciência

Geocronologia – Qual é a Idade da Terra?

Monday, May 20

Por National Geographic
Salinas, Montanhas e Humidade – Pesquisa Geológica dos EUA aos Salares do Chile (1974)

A geocronologia deriva das palavras Terra (geo), tempo (crono) e estudo (logia) e diz respeito à ciência que se dedica ao estudo da determinação da idade de minerais, fósseis, sedimentos, rochas, bem como outros eventos geológicos e métodos de cálculo da idade Terra.

A principal diferença entre geocronologia e bioestratigrafia, duas áreas que trabalham em paralelo, é que esta última apenas se dedica ao estudo de conteúdo fossilífero, quer a nível temporal, quer a nível do registo estratigráfico. Ou seja, a bioestratigrafia atribui rochas sedimentares a um determinado período geológico, através da descrição, identificação e comparação de conjuntos florais e faunísticos fósseis. Não conclui a idade de uma rocha, por exemplo, apenas identifica a era geológica a que pertence.

A questão sobre a idade real do planeta Terra é uma das questões pela qual esta ciência existe, em que foram vários os cálculos desenvolvidos para a determinar. Charles Darwin teve um papel muito importante para esta área de estudo, na medida em que desenvolveu vários métodos de cálculo.

Área rochosa de Marte

Sabe como se determina a idade da Terra?
Hoje, existem dois métodos principais de determinação da idade do planeta: o método relativo e o método absoluto. O primeiro concentra-se nos fósseis encontrados em solos ou rochas, que determinam a camada mais velha e mais nova da terra, formando, assim, uma linha cronológica, da mais antiga para a mais recente, de baixo para cima ou do centro para os pólos. O segundo método consiste em determinar a idade dos minerais através de elementos radioativos encontrados nos mesmos. Uma vez que cada átomo possui isótopos próprios, e estes não são alterados por agentes físicos ou químicos, os derivados da desintegração do elemento radioativo acumulam-se lentamente e permitem fazer um cálculo absoluto e preciso da idade da Terra.

Ou seja, a escala relativa baseia-se na sequência das rochas e na evolução da vida da Terra. A absoluta é baseada na radioatividade natural dos elementos químicos presentes nos minerais que constituem as rochas.

Novos métodos vão surgindo ao longo do tempo, mas nem todos são considerados viáveis por apresentarem várias limitações práticas.

Os mapas geológicos apresentam um resumo de todo o processamento de estudo e identificação de milhares de amostras de rochas e outros materiais, seguidos da avaliação e interpretação de dados. A partir daí obtém-se uma idade.

Ásia Central vista do espaço

Afinal, qual é a idade do Planeta?
A Terra possui diferentes tipos de rochas e são elas que possuem informações mineralógicas que podem fornecer informações sobre a sua idade.

Há pouco mais de 200 anos, julgava-se que a Terra tinha milhares de anos, hoje o número é bem diferente. Estudos comprovam que o Universo tem cerca de 13.82 biliões de anos e que a Terra tem, aproximadamente, 4.5 biliões.

É aqui que entra a geocronologia, que em conjunto com a estratigrafia e a paleontologia, garante resultados mais confiáveis e mais aproximados da realidade. Porém, este estudo não para, é algo complexo e constante até se determinar o verdadeiro número de anos.

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