Ciência

George Schaller - O Defensor da Biodiversidade

No mês da biodiversidade, homenageamos George Schaller.quarta-feira, 8 de maio de 2019

Por National Geographic
Panda gigante num Jardim Zoológico, em Washington, nos EUA.

George Beals Schaller é um zoólogo americano que dedicou a sua vida ao estudo do comportamento animal selvagem, sendo um dos maiores defensores da biodiversidade da atualidade. No mês da biodiversidade, que se comemora a 22 de maio, damos a conhecer um dos principais contribuidores para o avanço do estudo da vida selvagem.

Uma vida em prol da biodiversidade
É conhecido por ser um biólogo da conservação, na medida em que desenvolveu inúmeras pesquisas no âmbito da preservação de espécies animais selvagens, nomeadamente de pumas, gorilas-das-montanhas, tigres, jaguares, leopardos, pandas, leões, ovelhas selvagens e cabras.

George Schaller autointitula-se não só um biólogo, mas, também, um educador, diplomata, captador de recursos e antropólogo, pois só assim consegue contribuir para o avanço do estudo e preservação da biodiversidade.

Nasceu em Berlim, na Alemanha, em 1933, completando 86 anos de idade este ano, mas mudou-se para os Estados Unidos da América depois da 2ª Guerra Mundial, em 1947.

Grande parte da sua vida foi passada entre a América do Sul, África e Ásia, estudando as mais variadas espécies animais, estudos estes que o levaram a escrever algumas das obras e artigos científicos mais populares de sempre, como “Birds of the Upper Sheenjek Valley, Northeastern Alaska”, “The Mountain gorila”, “The year of the gorila”, “A kingdom of predators”, “The Giant pandas of Wolong” e “The last Panda”.

Para além de ser vice-presidente da Fundação Pantera, George Schaller reuniu vários conservacionistas na expedição Murie, no Nordeste do Alasca, fundando uma das maiores reservas de vida selvagem do mundo, o Artic National Wildlife Refuge, em 1956.

Durante dois anos, trabalhou no Centro de Estudos Avançados da Universidade de Stanford, na área de ciências comportamentais. Entre 1963 e 1966, fez parte do núcleo de investigadores do departamento de Patobiologia da Universidade Johns Hopkins.

Posteriormente, passou a trabalhar com a Sociedade Zoológica de Nova Iorque e, em 1979, tornou-se diretor da Wildlife Conservation International Society.

Estas, e tantas outras funções que exerceu ao longo da sua vida, levaram-no a desenvolver inúmeros projetos e iniciativas de conservação da vida selvagem.

Prémios e distinções
Em 1973, George Schaller recebeu o National Book Award pelo livro “The Serengeti Lion. A study of predator-prey relations”, um dos prémios mais importantes da literatura dos Estados Unidos, juntamente com o Prémio Pulitzer ou o Neustadt International Prize for Literature.

Recebeu o Prémio Internacional Cosmos em 1996, uma distinção anual pela Commemorative Foundation for the International Garden and Greenery Exposition, e, em 2008, recebeu o Prémio Indianápolis, concedido pelo Zoo de Indianápolis a pessoas que, tal como George Schaller, contribuíram e se esforçaram pela conservação de espécies animais.

Recebeu, entre outros, o prémio Tyler Prize for Environmental Achievement, China Environmental Prize, Lifetime Achievement Award da revista National Geographic Adventure e North American Nature Photography Association.

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