Júpiter Agiganta-se e Nove Outros Eventos Celestes a Não Perder em Abril

Este mês, veja a lua a juntar-se a constelações e planetas, e Júpiter em todo o seu esplendor.

Thursday, November 9, 2017,
Por Andrew Fazekas
Júpiter Abril
Este conjunto de imagens de Júpiter e da sua lua vulcânica Io foi obtido aquando da passagem ao largo do planeta da nave espacial New Horizons no início de 2007. A imagem de Júpiter é um composto de cores em infravermelho obtido pelo espectrómetro de infravermelho próximo no dia 28 de fevereiro de 2007. O comprimento de ondas de infravermelho usado realça as variações do topo das nuvens jovianas, com o azul a denotar nuvens e neblinas de elevada altitude e o vermelho a indicar nuvens mais profundas. O proeminente contorno oval de cor branca-azulada é a Grande Mancha Vermelha.
Fotografia de NASA/ Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins/Southest Research Institute/ Goddard Space Flight Center

Os mais pequenos e os maiores planetas do sistema solar apresentam os seus melhores espetáculos este mês, a Lua faz um conjunto de deslumbrantes visitas celestiais aos mundos vizinhos e uma chuva de meteoros ilumina os céus.

Por isso, tire os binóculos do baú e assinale as datas abaixo na sua agenda de abril.

MERCÚRIO EM HORÁRIO NOBRE – 1 DE ABRIL

Mercúrio aparece no seu melhor de 2017 num momento em que atinge a maior elongação – ou a maior distância relativamente ao Sol – vista a partir da Terra. Poderá ver este ténue planeta estelar se estiver no hemisfério norte (especialmente em cidades como Pequim, Istambul, Londres, Roma, São Francisco e Washington D.C.). Surgirá durante o pôr do sol um punho, ou 12 graus, acima do horizonte a sudoeste. Meia hora depois do pôr do sol, Mercúrio já terá baixado cerca de 7 graus de altitude. Como bónus, mais acima à esquerda, aparecerá Marte, ainda mais ténue e avermelhado.

Não espere para ver este que é o mais esquivo dos planetas visíveis a olho nu, porque, uma semana depois, estará consideravelmente mais obscuro e baixo no céu crepuscular, o que fará com que seja muito mais difícil de observar.

LUA ATINGE O OLHO DO TOURO - 1 DE ABRIL

Com a lua a aproximar-se do olho vermelho do Touro no dia 1 de abril, Mercúrio pode ser visto a brilhar intensamente um pouco mais abaixo, encontrando-se Marte menos brilhante um pouco mais acima à esquerda.
Fotografia de A. Fazekas Sky Safari (Ilustração)

À medida que anoitece, olhe bem alto para o céu e, a sudoeste, verá uma lua crescente junto à brilhante estrela laranja Aldebarã. O gigante vermelho à distância de 66 anos-luz marca o olho vermelho do Touro na constelação com o mesmo nome.

Independente do local de observação, o duo cósmico será cativante, uma vez que ambos os objetos aparecerão a cinco graus um do outro, ou menos do que a largura dos seus três dedos do meio quando tem o braço esticado.

Olhe com atenção e poderá também reparar que a lua se encontra próxima das Hiades, um aglomerado de estrelas em V — o focinho de um bovino mítico.

Se estiver numa cidade ou num subúrbio muito iluminado, tente usar binóculos para poder ver todas as estrelas deste aglomerado que se encontra a 160 anos-luz de distância.

O CORAÇÃO DO LEÃO ENCONTRA A LUA - 6 DE ABRIL

No dia 6 de abril, a lua será vista muito perto do coração do Leão.
Fotografia de A.Fazekas, SkySafari (Ilustração)

A lua crescente gibosa passa muito perto do membro estelar mais brilhante da constelação do Leão. Poderá ver Regulus, a estrela branca-azulada brilhante, a apenas um grau da lua.

Usando o seu polegar para tapar o disco da lua e bloquear o seu brilho, veja se, mais atrás, consegue distinguir o padrão em forma de ponto de interrogação composto por estrelas que marca a cabeça do felino cósmico.

JÚPITER NO SEU MELHOR - 7 DE ABRIL

Júpiter estará na sua melhor e mais brilhante forma do ano inteiro.

O maior planeta do sistema solar atinge oficialmente a oposição – o que significa que estará do lado oposto do céu a partir do Sol – e parecerá ser o maior disco do céu, visível do pôr ao nascer do sol. Para Júpiter, a oposição significa também que esta será a posição em que se encontrará mais próximo da Terra, a uma distância de 666 milhões de km. Por isso, estará espantosamente fulgurante, brilhando ainda mais do que a Espiga, a estrela próxima.

Não deixe de usar os binóculos para observar este cortejo de luas, ou um pequeno telescópio para ver os pormenores atmosféricos complexos de Júpiter. Quem tiver telescópios maiores pode ver a famosa Grande Mancha Vermelha a aparecer à medida que o planeta gira sobre o seu eixo. Esta tempestade ciclónica é duas vezes maior do que a Terra e está ativa há mais de três séculos.

A LUA APROXIMA-SE DE JÚPITER – 10 DE ABRIL

Fotografia de A.Fazekas, SkySafari (Ilustração)

Alguns dias depois da data de oposição, Júpiter continuará a dominar o céu e, nesta noite, terá a companhia da lua cheia.

LUA PASSA POR SATURNO – 16 de ABRIL

No dia 16 de Abril, Saturno poderá ser avistado perto da Lua.
Fotografia de A.Fazekas, SkySafari (Ilustração)

Para quem nunca viu o planeta Saturno, esta manhã funcionará convenientemente como um marco da estrada para que os observadores celestes vejam esta maravilha anelada. Os observadores madrugadores poderão apanhar este par celestial no alto do céu a norte horas antes da aurora. De madrugada, lua e Saturno encontrar-se-ão a sudoeste e desvanecer-se-ão com o rápido dealbar do céu da manhã.

Até o mais pequeno telescópio apontado a Saturno irá revelar o famoso conjunto de anéis que circundam o gigante gasoso e, inclusivamente, algumas das suas mais brilhantes e mais volumosas luas, como Titã e Reia.

MARTE APRESENTA-SE COM AS PLÊIADES - 21 DE ABRIL

Marte vai-se desvanecendo, mas continuará a ser ligeiramente visível, e passará junto às Sete Irmãs no dia 21 de abril.
Fotografia de A.Fazekas, SkySafari (Ilustração)

O Planeta Vermelho será lentamente suplantado pelo brilho do crepúsculo noturno à medida que se for aproximando do horizonte ocidental, mas, nesta noite, deslizará nas proximidades do bem conhecido aglomerado de estrelas Plêiades.

Este conjunto de estrelas que está à distância de 360 anos-luz, e que também é conhecido por Sete Irmãs, aparecerá no céu a apenas 3 graus do planeta.

CHEGA A CHUVA DE METEOROS LIRÍDEOS - 22 DE ABRIL

Os meteoros poderão ser vistos perto da constelação Lira no dia 22 de abril.
Fotografia de A.Fazekas, SkySafari (Ilustração)

Fique acordado no dia 21 de abril e esteja atento a uma rajada de estrelas cadentes vinda de perto da constelação Lira, a nordeste. A chuva de meteoros lirídeos deverá começar depois das 23h, hora local, mas promete ser mais intensa depois da meia noite, quando a lua se tiver posto e o céu estiver mais escuro.

Até às horas que antecedem a aurora do dia 22 de abril, deverão ser visíveis 15 a 20 meteoros por hora em zonas afastadas de cidades iluminadas e poluídas do hemisfério norte.

VÉNUS AO LADO DA LUA - 23 DE ABRIL

Vénus poderá ser visto ao lado da lua no dia 23 de abril.
Fotografia de A.Fazekas, SkySafari (Ilustração)

Um grande desafio de observação espera o observador celeste madrugador quando Vénus se juntar à lua crescente. Fazendo uso de binóculos para ver através do brilho do crepúsculo matinal, aponte bem para baixo em direção ao horizonte oriental aproximadamente 45 minutos antes do nascer do sol para ver o planeta Vénus e a lua.

ALDEBARÃ ENCONTRA-SE COM A LUA – 28 DE ABRIL

A Aldebarã cor de laranja e a Lua aparecem de novo, desta vez juntas, no dia 28 de abril.
Fotografia de A.Fazekas, SkySafari (Ilustração)

Pela segunda vez este mês, a lua volta à constelação do Touro e à sua estrela mais cintilante: Aldebarã. Os dois objetos terão um encontro ainda mais imediato, aparecendo a apenas meio grau um do outro – mais ou menos o mesmo que a largura da lua cheia.

Contudo, os observadores celestes mais sortudos da Europa, do Norte de África e da América do Norte terão a oportunidade de ver a estrela a deslizar para trás da lua, no que se chama uma ocultação lunar. Para horários específicos de ocultação em cidades do mundo inteiro, consulte este horário da International Occultation Timing Association.

Céus limpos!

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