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Oito Eventos Celestes a Não Perder em 2018

Prepare-se para ver eclipses de admirar, um encontro de cometas, alinhamentos planetários e outros fantásticos fenómenos celestes. Terça-feira, 9 Janeiro

Por Andrew Fazekas

Este ano, o céu irá brindar os observadores celestes com muitas surpresas, entre as quais se contam um par de eclipses da Lua e um cometa com um brilho potencialmente surpreendente.

Embora esteja para acontecer uma multiplicidade de fenómenos astronómicos, estes oito eventos são as nossas escolhas de momentos celestes que vale a pena assinalar no seu calendário para 2018.

31 de janeiro: Eclipse da Superlua Azul

O ano novo traz-nos duas oportunidades para testemunhar um dos espetáculos celestes mais facilmente acessíveis: um eclipse total da Lua. A primeira oportunidade chega a 31 de janeiro, dia em que a sombra negra da Terra irá deslizar por sobre o brilhante círculo lunar quando o nosso planeta se interpuser entre o Sol e a Lua.

Para ajudar à festa, naquela noite a lua cheia será uma superlua, fenómeno que acontece quanto a órbita da Lua está relativamente próxima da Terra e o satélite parece maior e mais brilhante do que é habitual. E, uma vez que a lua cheia de 31 de janeiro será a segunda lua cheia do mês, será também o que se conhece por lua azul.

A totalidade, ou cobertura total da Lua, iniciar-se-á às 12:51. O eclipse será visível por inteiro a partir do Oceano Pacífico, do Alasca, do oeste do Canadá, da Austrália, da Nova Zelândia, do Hawai, da Indonésia, das Filipinas, da China e do Japão. Os observadores celestes no este dos EUA só poderão testemunhar um eclipse parcial, uma vez que o evento se inicia perto do nascer do sol.

7 e 8 de março: Parada Planetária

A partir do fim de fevereiro e até ao início de março, nos EUA, os mais madrugadores poderão ver um alinhamento planetário a dominar o céu sudeste uma vez que parecerá que Saturno, Marte e Júpiter pairam juntos no céu. Algumas noites depois, a partir de 7 de março, parecerá que a lua balsâmica irá fazer uma visita a cada um dos planetas do alinhamento. E no dia 8 de março, a Lua aconchegar-se-á entre Marte e Júpiter.

15 de julho: Lua e Vénus Encontram-se

Ao pôr do sol nos EUA, os observadores celestes deverão procurar um espetacular encontro imediato entre a lua crescente e o planeta Vénus no céu do sudoeste do país. Os observadores norte-americanos são os mais bem colocados para ver a maior aproximação entre estes dois mundos — dará a sensação que estão separados por menos de 1,6 graus, o que é igual a cerca de três círculos lunares.

27 de julho: Eclipse Total da Lua

Os observadores celestes terão a segunda oportunidade do ano para testemunhar o apagamento da Lua na noite de 27 de julho, dia em que o eclipse total da Lua será visível na América do Sul, Europa, Austrália, África e Ásia. Desta vez, o eclipse ocorrerá cerca de um dia e meio depois de a Lua atingir o ponto mais distante da Terra, o que a tornará a menor lua cheia de 2018. O eclipse total começa às 19h30. Durante este evento, a Lua viajará pela parte mais escura da sombra da Terra, o que poderá tornar este eclipse particularmente profundo.

27 de julho: Marte no Seu Melhor

Na mesma data do eclipse total da Lua, Marte atingirá o ponto de maior visibilidade durante o ano, dando a sensação de que se aproxima da Lua. O planeta vermelho estará em oposição, ou seja, visto da Terra, Marte aparecerá no céu do lado oposto ao Sol. Durante a oposição, Marte parecerá uma superestrela laranja no céu austral.

A órbita de Marte não descreve um círculo perfeito em volta do Sol, pelo que o planeta vermelho, se vai aproximando e afastando da Terra ao longo do tempo. Este ano, Marte estará especialmente próximo da Terra pouco depois da oposição, ficando a uma distância de 57,6 milhões de quilómetros do nosso planeta no dia 31 de julho. Esta combinação de fatores significa que Marte apresentará a sua maior e mais brilhante versão desde 2003, e não voltará a estar tão próximo de nós até 2035.

Embora o aspeto do planeta vá ser espetacular mesmo a olho nu, quem usar telescópios amadores terá uma visão espetacular sobre várias características da superfície de Marte, como as calotas polares brancas e as planícies vulcânicas escuras.

11 de agosto: Eclipse Parcial do Sol

Ao nascer do sol do dia 11 de agosto, um eclipse parcial do Sol brindará os observadores celestes nas regiões altas do norte da América do Norte e da Europa, bem como na Gronelândia, na Islândia e na Ásia. O tamanho da dentada no Sol que cada um poderá ver dependerá do local onde se encontrar. As vistas mais espetaculares em terra serão em locais remotos da Rússia e grandes porções do nordeste da China, como sejam os arredores da cidade de Harbin, onde a Lua cobrirá 37 % do Sol alguns minutos antes do pôr do sol local.

12-13 de agosto: Chuva de Meteoros Perseidas

Considerada uma das mais intensas chuvas de meteoros anuais, no seu auge, as Perseidas produzem regularmente até 60 estrelas cadentes por hora. Este ano espera-se um espetáculo particularmente bom, uma vez que o auge coincidirá com o céu escuro sem luar do dia 12 de agosto e prolongar-se-á até às horas que antecedem a madrugada do dia 13. A lua minguante irá desaparecer ao início da noite, criando excelentes condições de visibilidade no Hemisfério Norte.

12 de dezembro: Encontro de Cometas

Se as previsões iniciais baterem certo, em dezembro, o cometa 46P/ Wirtanen poderá iluminar-se o suficiente para ser visto facilmente a olho nu. Se, de facto, permitir a visibilidade a olho nu, será o cometa mais brilhante no Hemisfério Norte em mais de cinco anos. O intruso gelado chegará ao periélio — a sua maior aproximação ao Sol — no dia 12 de dezembro e perpassará pela constelação de Touro, muito luminosa no inverno.

Apenas quatro dias depois de ser impelido devido ao “efeito de fisga” do campo gravitacional do Sol, o cometa fará a sua maior aproximação à Terra, chegando a uma distância de 11,6 milhões de quilómetros do planeta na sua trajetória para fora do sistema solar. Naquele momento, deverá ser fácil avistar o cometa, uma vez que passará pelos luminosos aglomerados estelares das Plêiades e da Híades.

É uma ótima forma de terminar outro maravilhoso ano de observação de estrelas. Boas miradas!

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