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Veja Imagens Deslumbrantes da Lua do "Lunar Lander" Chinês

A aterragem do Chang'e-3 descobriu um novo tipo de rocha da Lua - e tirou milhares de fotos de alta resolução no processo.

Por Michael Greshko

2 Fevereiro 2016

 

Agora pode ver a superfície da lua através dos olhos aguçados da Chang'e-3, a missão de exploração lunar Chinesa.

A 14 de Dezembro de 2013, a sonda e o Yutu, o seu rover de exploração do solo lunar que carrega aos ombros, aterrou Mare Imbrium (“mares lunares”), no lado Norte da lua— fazendo da China o terceiro país a realizar uma aterragem suave na superfície lunar, depois da União Soviética e dos Estados Unidos.

A Administração Espacial Nacional da China lançou publicamente as milhares de fotografias deslumbrantes da missão algures em meados de 2015. Mas até agora as fotos não tiveram muita publicidade nos meios de comunicação ocidentais, em parte porque a China só divulga as imagens ao fim de 12 a 18 meses depois de as receber e fá-lo num website complicado, escrito apenas em chinês.

Mas Emily Lakdawalla, da Sociedade Planetária, passou recentemente mais de uma semana acumulando fotos da coleção — equivalentes a 35 gigabytes de dados —e apresentando-as de forma facilmente transferível e navegável.

“Para uma partilha de dados provenientes da China, a situação até está bastante bem,” diz Lakdawalla, que reparou que os formatos das imagens coincidiam com os usados pela NASA e pela Agência Espacial Europeia. "Seria muito mais fácil se eu pudesse compreender a língua."

As fotos são bem mais que simples fotos bonitas: embora o Yutu tenha parado de circular em janeiro de 2014, os dados que ele transmitia já aprofundaram a compreensão dos cientistas sobre a geologia lunar, mesmo revelando um tipo de rocha lunar que antes não tinha sido descoberto, nem pela missão lunar dos EUA, nem pela da U.R.S.S. E os instrumentos da sonda – incluindo o único telescópio baseado na lua – ainda estão em funcionamento, dois anos depois da aterragem.

"A China está a tentar atingir a classe mundial e mostrar que eles são uma grande potência espacial," diz Kevin Pollpeter, um analista da Defense Group, Inc. afiliado com a Universidade da Califórnia, em San Diego. "Eles também estão a contribuir com conhecimento real sobre a lua que ainda nunca antes tínhamos conseguido obter."

Apesar do tamanho da cache, não foram armazenadas todas as fotografias tiradas pela Chang'e-3. Lakdawalla ainda está a trabalhar para conseguir mais fotografias, captadas a partir de câmaras utilizadas para fins de engenharia, tais como as que captaram a identificação de perigos durante a descida.

E no caso de estar a pensar que a Chang'e-3 vai lá ficar sozinha: Em 2017, a China planeia enviar outra sonda para a Lua que, se tudo correr bem, enviará amostras para a Terra.

Segue Michael Greshko no Twitter.

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