5 Experiências científicas que as crianças podem fazer sozinhas

Estas atividades práticas mostram às crianças como funciona o corpo humano.

Publicado 20/01/2022, 14:45
Experiências científicas para crianças

  

Fotografia por Halfpoint Images / Getty Images

As crianças não precisam de material de laboratório ou de microscópios para fazerem estas experiências biológicas – só precisam delas próprias!

Cada uma destas cinco experiências permite às crianças descobrir como funciona o sistema do corpo humano. E, ao realizarem estes “testes” nos seus próprios corpos, as crianças podem ver e sentir exatamente como funciona o seu próprio sistema. (Prometemos que é seguro.)

“Quando passamos por um processo onde fazemos as coisas fisicamente, ficamos mais entusiasmadas do que se nos limitarmos a ler sobre isso ou a ver alguém a fazer”, diz Evan Barnes, professor de biologia e coordenador laboratorial do Westmont College, em Santa Bárbara, na Califórnia. Desafie os seus filhos a realizarem estas atividades – e observe-os a ficarem impressionados.

O grande salto (sistema muscular)

Como fazer: Peça ao seu filho para ficar de pé com as pernas direitas e para tentar saltar. De seguida, diga-lhe para dobrar os joelhos e saltar novamente. Desta vez, provavelmente terá mais sucesso!

O que está a acontecer: O sistema muscular é feito de células especiais chamadas fibras musculares que se contraem para ajudar na locomoção do nosso corpo. “Quando nos agachamos, as fibras musculares das coxas, ancas e glúteos contraem-se”, diz Ann Haley MacKenzie, professora de ciências na Universidade de Miami, em Ohio. “Quando começamos a saltar, as fibras musculares expandem-se e o efeito é como uma mola a desenrolar.” Isto liberta a energia necessária para o nosso corpo saltar. Quando as nossas pernas estão retas, os músculos não se contraem e, portanto, não libertam tanta energia.

Rodopiar e sentar (sistema nervoso)

Como fazer: Peça ao seu filho para se sentar numa cadeira com os olhos vendados, e depois para se levantar e rodopiar em círculo sete vezes. Agora, sem remover a venda, diga-lhe para tentar encontrar a cadeira e se sentar. (Certifique-se de que faz esta atividade num local seguro e livre de obstáculos!)

  

Fotografia por JGI / Jamie Grill / Getty Images

O que está a acontecer: O sistema nervoso depende de sinais químicos e elétricos para comunicar com o cérebro e diferentes partes do corpo. Estes sinais são enviados com a ajuda de recetores que estão por todo o corpo – incluindo estruturas semelhantes a pelos no ouvido interno. Quando estes recetores são tocados pela endolinfa, um fluido no interior dos canais semicirculares do ouvido, enviam a mensagem ao cérebro de que o nosso corpo está em movimento. Isto inclui quando estamos a rodopiar – mas quando paramos de girar, o fluido continua a mexer-se.

“Este processo envia sinais ao cérebro, tronco cerebral e cerebelo, e o cérebro interpreta o movimento”, diz Jamie Parker, professor de biologia na Universidade Fordham em Nova Iorque. “Portanto, se o líquido estiver em movimento quando estamos parados, o nosso cérebro continua a pensar que ainda estamos em movimento.”

Teste da garrafa de água (sistema respiratório)

Como fazer: Encha uma garrafa com água e despeje-a num alguidar grande. (Também pode fazer no lavatório!) Encha novamente a garrafa, marque o nível da água do lado de fora e feche com a tampa. Vire a garrafa de cabeça para baixo no alguidar. Mantendo a boca da garrafa debaixo de água, retire a tampa e peça ao seu filho para inserir uma palhinha dobrável na garrafa, com a outra extremidade fora da água.

Diga ao seu filho para respirar fundo e depois soprar para a palhinha até não ter mais ar. Quando a criança tiver soprado tudo o que conseguir, coloque a tampa de regresso na garrafa ainda debaixo de água. Quando retirar a garrafa da água, vai observar que o nível da água baixou e que a água que falta na garrafa foi substituída por ar.

O que está a acontecer: Graças ao sistema respiratório, os nossos pulmões respiram o oxigénio que as nossas células precisam para viver e, de seguida, expiram dióxido de carbono como produto residual. “[O ar] que estamos a ver é a quantidade de ar que os pulmões contêm em qualquer grande exalação”, diz Ann MacKenzie. Assim, o ar mostra a quantidade de dióxido de carbono exalado pelo seu filho – e a capacidade pulmonar que tem para inalar ar.

Marshmallow saltitante (sistema circulatório)

Como fazer: Peça ao seu filho para colocar um marshmallow num palito (funciona com qualquer palito, mas quanto mais pequeno, melhor). Com o pulso virado para cima e o braço apoiado numa superfície plana, equilibre o marshmallow de maneira a que o palito fique virado para cima sobre a zona onde o seu filho sente o pulso. O palito vai começar a balançar para frente e para trás ou até mesmo a saltitar para cima e para baixo. Depois, peça ao seu filho para correr sem sair do lugar ou para saltitar durante 30 segundos e repetir o processo. O palito vai mover-se muito mais depressa!

   

Fotografia por Shannon Hibberd / NG Staff

O que está a acontecer: O sistema circulatório é o que faz com que o coração bombeie sangue e linfa através das veias e artérias do nosso corpo. O processo de bombeamento de sangue para uma artéria cria a pulsação. É isto que sentimos quando pressionamos o pulso com a ponta dos dedos – e a razão pela qual o palito de marshmallow se move. “E depois de fazermos exercício, o coração bombeia com mais força para enviar mais sangue para as áreas do corpo que estão a movimentar-se mais, para levar mais nutrientes e oxigénio a essa zona”, diz Jamie Parker.

Monte de ossos (sistema esquelético)

Como fazer: Faça esta experiência com duas crianças. Com uma corda longa, a “criança 1” mede a altura da “criança 2” e corta a corda nesse local. De seguida, a criança 2 estica os braços para cada lado e a criança 1 usa a mesma corda para medir desde a ponta dos dedos de uma mão até à ponta dos dedos da outra. Vai perceber que tem praticamente o mesmo comprimento!

Agora, dobre a corda ao meio e meça desde a parte inferior do calcanhar até a parte superior do fémur. Tem quase metade da distância medida entre as pontas dos dedos de cada mão. Se desdobrar a mesma corda e depois dobrá-la ao meio duas vezes, vai obter a distância que vai desde o cotovelo até à ponta dos dedos. Por fim, desdobre a corda e dobre-a novamente em terços, e vai obter a circunferência da cabeça!

O que está a acontecer: O sistema esquelético refere-se aos ossos no nosso corpo e à forma como os músculos os sustentam – ajudando-nos a ficar de pé e a andar. Portanto, os membros do nosso esqueleto devem ser proporcionais entre si. “Se estas proporções forem desiguais, isso afeta a nossa locomoção”, diz Ann MacKenzie. Se as nossas pernas forem irregulares, podemos coxear; se os nossos braços foram demasiado longos relativamente às pernas, ou se o nosso crânio for demasiado grande para a nossa coluna, podemos ter problemas de equilíbrio.
 

Este artigo foi publicado originalmente em inglês no site nationalgeographic.com

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