5 Experiências científicas mágicas para as crianças

Estes truques vão deixar os seus filhos a pensar que têm superpoderes – mas na realidade gira tudo em torno da ciência.

Por Paige Towler
Publicado 12/08/2022, 09:00
Experiências

    

Fotografia por Lourens Smak, Alamy

Quando Rachel Díaz, de Culver City, na Califórnia, conseguiu “magicamente” encher uma lata de refrigerante para o seu filho, as primeiras palavras da criança de nove anos foram: “Fixe! Como é que fizeste isso?”

Os truques de magia baseados na ciência destacam-se não apenas por serem divertidos, mas por despertarem o interesse pela própria ciência que faz os truques acontecer. “Tornar a ciência divertida é essencial para fomentar o aspeto mais importante da aprendizagem – o desejo”, diz Steve Hinkley, presidente e CEO do Adventure Science Center em Nashville, no Tennessee. “Quando as crianças se divertem a fazer algo, querem fazer mais.”

Os estudos mostram que os alunos de ciências e matemática aprendem melhor quando participam nas aulas. Estes “truques de magia” simples ajudam as crianças a compreender tópicos científicos, ao aprender como é que cada truque funciona. Abracadabra… e fazemos o receio da ciência desaparecer!

Encha novamente qualquer lata – com ou sem líquido

Uma lata de refrigerante esmagada, com um buraco no topo.

Vai precisar de: 
• Uma lata de refrigerante selada
• Uma agulha
• Um copo

Como fazer: Peça às crianças para se apoiarem no lava-loiça e para perfurar a metade superior da lata com uma agulha. Escorra cerca de metade do refrigerante para um copo. Esmague as laterais da lata até parecer que esta está vazia.

Depois, peça às crianças para segurarem na lata com um dedo sobre o buraco – e depois para a agitarem. A lata vai parecer que foi recarregada como que por “magia” (Mantenham-se perto do lava-loiça – porque podem sujar as coisas.) Se as crianças estiverem a fazer isto para uma plateia, peça-lhes para depois abrirem a tampa e beber um gole.

Ciência interessante: Como é óbvio, a lata não fica recarregada com refrigerante – mas graças à carbonatação, fica recarregada com gás. A carbonatação é o processo de dissolução do dióxido de carbono num líquido. Para o fazer em coisas como refrigerantes, os cientistas usam pressão para dissolver o dióxido de carbono e selam a lata para manter a pressão. Abrir a tampa liberta a pressão e deixa o gás escapar. Se agitar uma lata fechada de refrigerante, isso faz com que o dióxido de carbono dissolvido borbulhe para fora do líquido e se transforme novamente em gás.

Como não há espaço disponível para o gás numa lata fechada, o dióxido de carbono acumula-se. É por esta razão que o refrigerante pode rebentar se for agitado antes de o abrirmos. É também por isto que – se metade do líquido for drenado e um dedo selar o buraco quando a lata esmagada é agitada – o gás empurra as laterais da lata para fora, dando a ilusão de que está a encher.

Coloque um ovo dentro de um frasco – sem tocar no ovo

Esquerda: Superior:

Um ovo cozido e um frasco com fósforos.

Direita: Inferior:

Um ovo cozido a ser sugado para o interior de um frasco com fósforos.

fotografias de Matthew Rakola

Vai precisar de: 
• Um ovo cozido (descascado)
• Um frasco de vidro com uma abertura um pouco menor do que o ovo
• Fósforos ou isqueiro
• Uma vela pequena ou tira de papel grosso, como jornal ou cartolina

Como fazer: Comece por colocar a vela ou a tira de papel no frasco e acenda-a. As crianças podem depois colocar uma extremidade do ovo descascado sobre o gargalo do frasco, Quando a chama se apagar, o ovo deve deslizar lentamente para o interior do recipiente.

Ciência interessante: As crianças não estão a empurrar o ovo para dentro do frasco – em vez disso, o ovo está a ser puxado graças à densidade do ar. O ar é composto por pequenos pedaços de matéria chamados moléculas. Quando as moléculas estão mais afastadas, a densidade do ar – a quantidade de matéria num determinado espaço – diminui à medida que o ar se expande. Quando as moléculas estão mais próximas, a densidade do ar aumenta à medida que o ar se contrai.

Quando acende o papel, as moléculas de ar no interior do recipiente aquecem e movem-se, processo que expande o ar e diminui a sua densidade. Mas quando o fogo se extingue, o ar de repente arrefece – as moléculas abrandam e aproximam-se, aumentando a densidade para que o ar ocupe menos espaço. Normalmente, o ar no exterior do frasco precipitar-se-ia para preencher esse espaço – mas o ovo está no seu caminho! Em vez disso, a pressão do ar no exterior do frasco empurra o ovo para dentro.

Puxe uma palhinha através de uma batata – sem fazer força

Uma batata com uma palhinha vermelha.

Fotografia por Shannon Hibberd, Nat Geo Staff

Vai precisar de: 
• Uma palhinha (as palhinhas de papel não funcionam, use as de “plástico” à base de plantas.)
• Uma batata crua (Pode cozinhá-la na mesma depois!)

Como fazer: Peça às crianças para segurarem a palhinha numa mão e a batata na outra e para tentarem furar a batata. (Podem danificar a casca – mas pouco mais.) Depois, peça às crianças para mover o polegar sobre uma abertura da palhinha e para usarem a outra extremidade para furar a batata. Desta vez, deve perfurar.

(Pode compostar as palhinhas de plástico biodegradáveis. Se usar uma palhinha de plástico real em nome da ciência, transforme-a num projeto de arte ou recicle-a.)

Ciência interessante: Quando a criança tenta furar a batata pela primeira vez, o ar entra por uma ponta da palhinha e sai pela outra. Mas quando a abertura está coberta com o polegar da criança, o ar fica retido sem ter para onde ir. Assim, quando criança espeta a palhinha na batata, está a comprimir – ou a espremer – o ar na palhinha. Quando isto acontece, o ar começa a pressionar para fora... tornando as laterais da palhinha mais fortes e resistentes. E quanto mais a palhinha mergulha na batata, mais o ar é comprimido.

Fure um saco cheio de água – sem vazar

Um saco com fecho cheio de água e lápis de colorir a sair de ambos os lados.

Fotografia por Shannon Hibberd, Nat Geo Staff

Vai precisar de: 
• Um saco de plástico com fecho (pode reutilizar um saco acabado de usar.)
• Água
• Um lápis bem afiado

Como fazer: Peça às crianças para encherem o saco de plástico com água e para o selar. Depois, num movimento firme, espete o lápis no saco. (Tente apenas só de um lado para começar, mas se fizer com rapidez suficiente, o lápis deve percorrer todo o trajeto sem provocar quaisquer fugas.) Descubra quantos lápis é que as crianças conseguem adicionar antes de o saco começar a vazar.

Ciência interessante: Os polímeros são moléculas grandes compostas por cadeias repetidas de químicos pequenos e simples. Os polímeros nos sacos de plástico são feitos pelo homem e foram desenvolvidos para serem frágeis, mas flexíveis. Como são frágeis, os polímeros separam-se quando o saco é perfurado com o lápis. Mas como são flexíveis, os polímeros rapidamente formam novas correntes e criam um vedante em torno do lápis, evitando as fugas de água.

Faça uma lata mexer – sem lhe tocar

Uma rapariga vietnamita segura num balão cor de rosa.

Fotografia por JGI, Jamie Grill, Getty Images

Vai precisar de: 
• Uma lata vazia de refrigerante
• Um balão cheio
• Uma pessoa com cabelo

Como fazer: Numa superfície lisa, peça às crianças para colocarem a lata vazia de lado e para esfregarem o balão no cabelo de alguém. Quando colocarem o balão perto da lata, esta vai começar a mover-se em direção ao balão.

Ciência interessante: A maioria das coisas emite pequenas cargas elétricas, tanto positivas como negativas. Esfregar um balão no cabelo faz com que pequenas partículas carregadas negativamente, chamadas eletrões, se movam da cabeça para o balão. A lata de metal é feita de partículas que têm cargas negativas e positivas. Como as cargas negativas e positivas se atraem, quando uma criança coloca o balão carregado negativamente perto da lata, este atrai as partículas carregadas positivamente da lata, chamadas protões. É por isso que a lata vai mover-se em direção ao balão.

 

Este artigo foi publicado originalmente em inglês no site nationalgeographic.com

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