Fotografia

Uma Rara Lua Cheia Vermelha: Veja a Sequência de Fotografias

O fotógrafo sabia onde é que iria aparecer a lua cheia vermelha e… esperou. Thursday, November 9, 2017

Por Casey Smith
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Babak Tafreshi nunca se cansa de ver a lua elevar-se sobre o oceano.

No dia 9 de julho, um dos melhores pontos de observação de uma rara lua cheia vermelha estava a 15 km da costa de Boston, e Tafreshi, um fotógrafo da National Geographic, sabia que era ali que estaria com a câmara nas mãos.

Para conseguir o ângulo perfeito, Tafreshi posicionou-se perto da ilha de Brewster, onde se encontra o farol de Boston, o farol mais antigo do país, que piscou ao longe, em primeiro plano, contra a lua vermelha profunda e intensa.

"A distorção da lua e a coloração vermelha do horizonte nunca são exatamente iguais", diz ele. "Nesta noite, a névoa do oceano, após um dia quente de verão, tornou-a ainda mais intensa".

Inicialmente, a luz da lua foi espalhada e refratada pela atmosfera, diz Tafreshi, e a névoa do oceano fez com que ela aparecesse vermelha e distorcida. Poucos minutos depois, mudou para um tom dourado

As cores das fotos e dos vídeos eram muito intensas. Alguns seguidores de Tafreshi nas redes sociais questionaram se as imagens tinham sido alteradas ou editadas. Mas não foram.

A maioria dos fotógrafos considera que os grandes planos da Lua só podem ser alcançados usando teleobjetivas enormes ou, mesmo, telescópios. Para capturar a lenta ascensão da lua no céu noturno, Tafreshi usa uma lente manual de 600 mm e cria uma sequência recorrendo à técnica de time-lapse.

A perspetiva também ajuda. Uma lua no horizonte pode ser mais facilmente comparada às árvores e às montanhas, o que a faz parecer maior. À medida que sobe, a lua, que tem exatamente o mesmo tamanho, pode parecer mais pequena.

A chamada "ilusão da lua" é um fenómeno fascinante de fotografar, diz Tafreshi. Na época do solstício de verão, o trajeto da lua cheia no céu é baixo. Como tal, é mais provável que quem observa a lua a partir do norte tenha esta ilusão ótica.

Tafreshi fotografa o céu noturno há mais de duas décadas, desde que era adolescente. Cada vez que sai para fotografar, tem conseguido melhorar os resultados devido à escolha de um local privilegiado e à definição da forma como captura uma imagem. Nunca é fácil, diz o fotógrafo, mas adora poder testemunhar as maravilhas do céu noturno, fora de um laboratório.

"Nas minhas fotografias, tento trazer o céu noturno para a nossa vida moderna", refere. "Para a maioria das pessoas, tornou-se uma parte esquecida da natureza, perdida na poluição luminosa e na vida da cidade".

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