Lisboa em Fotografias Antigas

Sabe como era o Terreiro do Paço, o Chiado ou Alvalade há uns anos atrás? Descubra a Lisboa antiga em fotografias.quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Por National Geographic

Após recuarmos no tempo e analisarmos a cidade do Porto de antigamente, decidimos fazer o mesmo com Lisboa.

Lisboa é a capital de Portugal e uma das cidades mais adoradas pelos turistas. Contudo, a cidade tal como a conhecemos é a consequência de várias transformações que a mesma sofreu ao longo dos últimos anos. Hoje recordamos a evolução da cidade de Lisboa em fotografias.

Lisboa menina e moça
Lisboa nasceu de uma “citânia” localizada a norte do Castelo de São Jorge. Mais tarde, com a repovoação dos romanos e o respetivo crescimento socioeconómico, foi atribuído o estatuto de “município”. Assim, a cidade de Lisboa, na altura designada “Olisipo”, passou a usufruir do seu equipamento urbano: monumentos, teatros, termas, estradas, entre outros.

Com a crise do século III que fragilizou a sociedade romana, Lisboa foi invadida por outros povos o que levou à edificação de uma fortaleza onde os habitantes se pudessem proteger. A população vê-se forçada a deixar as suas propriedades agrícolas e a mover-se para o interior das muralhas, que desciam pela encosta, até à margem do rio Tejo.

Lisboa tornou-se no mais importante centro comercial de toda a África e de grande parte da Europa: era comercializado todo o tipo de matérias-primas e mercadorias. Aliado a isso, Lisboa vivia dos campos saudáveis e férteis.

As dinastias portuguesas
Foi em 1147 que D. Afonso Henriques, 1º Rei de Portugal, conquista Lisboa e expande a cidade para além das muralhas. Entre 1373 e 1375, uma nova muralha é novamente erguida por D. Fernando para fazer face às ameaças de Castela.

Durante o reinado de Afonso III a cidade volta a crescer, de 16 Ha para 101,65 Há e Lisboa ganha a fixação definitiva de capital do reino. Lisboa é, nesta altura, o núcleo de um importante sistema económico de trocas, onde predomina a cultura hortícola, na proximidade imediata, facto que poderá ter influenciado a localização dos dois mercados centrais de hortaliças: Praça da Figueira e Praça da Ribeira.

Já em 1400, D. João criou a primeira urbanização na colina do Carmo para satisfazer as necessidades de uma população em constante crescimento, expropriando para tal os campos.

A corte de D. Manuel I abandonou o castelo em 1500 e fixou o Paço Real no Terreiro do Paço, onde se centrou toda a vida comercial de Lisboa.

Nesta altura, nasce o Bairro Alto, o primeiro loteamento renascentista que transformou campos agrícolas e pomares em ruas e habitações, tornando-se num bairro popular na época.

Terramoto de 1755: o recomeço
O ano de 1755 marca para sempre a cidade de Lisboa. No dia 1 de novembro deste ano, a cidade é arrasada por um terramoto e o incêndio que o sucede devasta dois terços dos arruamentos e destrói cerca de três mil casas das vinte mil habitações existentes. As zonas mais urbanas da cidade, como a Baixa, os bairros do Castelo e a zona do Carmo, foram abrangidas pelo terramoto.

Em sua substituição, nasce a Lisboa Pombalina, impulsionada por Marquês de Pombal, com regras de urbanismo fixas e de um cientismo pragmático admirado em todo o mundo. Este sistema urbanístico inovador obedece a traçados de eixos de composição em que era obrigatória a simetria, destacando nas extremidades monumentos e estátuas. O plano baseia-se numa direção planificada de ruas alinhadas, cujas opções arquitetónicas assentam em regulamentos de construção, tendo em atenção conceitos básicos de resistência às ações sísmicas.

Lisboa contemporânea
Depois da 1.ª Guerra Mundial, as malhas vazias resultantes dos traçados dos eixos das novas avenidas são preenchidas. A Avenida da Liberdade torna-se no principal eixo de Lisboa. Aqui, surgem novos edifícios como o Hotel Palace, o Palácio de Castelo Melhor, o Cinema Tivoli, o Eden Treatro, o Hotel Vitória e novos bairros.

Sob a orientação de Duarte Pacheco, é criado o parque verde de Monsanto, atravessado por uma autoestrada que liga Lisboa ao Estádio Nacional. Bairros como Encarnação e Alvalade, assim como espaços de lazer são criados posteriormente, conferindo à cidade a imagem que possui hoje.

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