As Melhores Fotografias de 2019

As 100 melhores imagens do ano da National Geographic – selecionadas por 106 fotógrafos a partir de 121 artigos e mais de 2 milhões de fotografias.

Tuesday, December 10, 2019,
Por Eve Conant
"Mona Lisa" de Leonardo da Vinci
Acredita-se que a "Mona Lisa" de Leonardo represente Lisa Gherardini, a esposa de Francesco del Giocondo, um comerciante de seda de Florença. Todos os anos, milhões de visitantes disputam esta vista no Museu do Louvre, em Paris. O quadro, protegido por uma espessa camada de vidro – que deve ser limpa com regularidade – nunca foi restaurado.
Fotografia de PAOLO WOODS AND GABRIELE GALIMBERTI

“Ele colocou uma câmara dentro da carcaça de um animal morto e esperou que os lobos viessem.”

São palavras de Whitney Johnson, diretora de experiências imersivas e visuais, “é o tipo de esforço que contribui para uma fotografia de destaque na National Geographic”.

Como é que Whitney escolhe 100 fotografias, tiradas por 106 fotógrafos, para 121 artigos, no meio de mais de 2 milhões de imagens captadas ao longo de um ano?

“Conto com os meus excelentes editores de fotografia”, diz Whitney.

Uma das suas imagens preferidas é a fotografia de abertura de um artigo sobre Mona Lisa, porque reflete o que chama de “a magia por detrás de uma fotografia – revelando algo familiar com uma nova perspetiva”. E também demonstra o que acontece nos bastidores – o editor de fotografia conseguiu acesso ao quadro enquanto o museu estava fechado – e atrás das lentes, é preciso uma encantadora combinação de sorte e casualidade, e um “fotógrafo que esteja realmente a ver o momento.”

Existem muitos momentos nestas imagens, desde exercícios militares num Ártico em aquecimento, às estudantes de uma escola para raparigas no Ruanda que estão a exercitar os músculos, ou até Alex Honnold a escalar as paredes lisas do El Capitan sem cordas. Whitney diz que esta fotografia em particular é uma demonstração de força ao longo do espaço e do tempo.

Na Califórnia, com o vale de Yosemite muito abaixo de si, Alex Honnold faz um ‘free solo’ – escalada sem cordas ou qualquer equipamento de segurança – numa fenda na face sudoeste do El Capitan, com 910 metros de altura. Antes de concretizar este feito, no dia 3 de junho de 2017, Honnold passou quase uma década a pensar na escalada, e mais de um ano e meio a planear e a treinar.
Fotografia de Jimmy Chin

O tempo também é representado de formas diferentes, como acontece no caso do corpo congelado de Susan Potter, uma mulher que estava determinada em doar o seu corpo à ciência, uma história que foi cuidadosamente contada durante 17 anos pelo editor de fotografia Kurt Mutchler. E depois temos a fotografia comovente de Sudan, o último-rinoceronte-branco-do-norte, no momento em que está a morrer.

Mas também existe muita alegria: pássaros libertados de cativeiro e a obsessão do Japão por tudo o que é kawaii (bonito e fofinho). E também existe muita coisa estranha.

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A imagem que me toca mais é a de uma jovem girafa órfã, com o seu pescoço comprido envolto no tratador, um momento que parece ser um abraço amoroso. Esta girafa vive agora livre na natureza. Quando exploramos estas imagens, todos nós conseguimos ouvir a voz do nosso próprio editor de fotografia, a voz dentro de nós que nos pede para fazermos uma pausa, para observarmos com mais atenção.

No norte do Quénia, uma girafa órfã ‘abraça’ o seu tratador. Esta cria foi encontrada abandonada por pastores Samburu, que alertaram o Campo Sarara – organização conhecida por criar mamíferos órfãos que depois devolve ao seu habitat. Esta jovem girafa vive agora em liberdade na natureza.
Fotografia de Ami Vitale
Petronella Chigumbura, membro da organização sem fins lucrativos Akashinga – uma unidade feminina anti-caça furtiva – pratica técnicas de reconhecimento no mato do Zimbabué.
Fotografia de Brent Stirton
Um elefante a petiscar no Parque Nacional da Gorongosa, em Moçambique. A maioria dos elefantes do parque foi morta por causa do marfim, que era usado para comprar armas durante os 15 anos de guerra civil do país que terminou em 1992. Com a caça furtiva controlada, a população de elefantes está agora a recuperar.
Fotografia de Charlie Hamilton James
Issa Diakite, 50 anos, construiu a sua barra de pesos e a sua casa – uma de dezenas de barracas agrupadas perto de uma região agrícola na Andaluzia. Originalmente do Mali, estabeleceu-se como trabalhador regular de campo e ajuda os outros a construírem barracas mais sólidas. Diakite transformou uma dessas barracas num centro de convívio, com sofás e mesas, onde os amigos podem ver futebol numa televisão a energia solar. Atualmente, a sua equipa preferida é o Real Madrid.
Fotografia de AITOR LARA
Cynthia Ikirezi (ao centro) irradia alegria com as suas colegas, líderes estudantis na Academia de Raparigas de Gashora, no Ruanda. Educar as mulheres e prepará-las para os papéis de liderança são prioridades do governo para capacitar as mulheres.
Fotografia de Yagazie Emezi
Os fuzileiros devem ser capazes de transportar outros caso seja necessário. Gabrielle Green, Cabo da Marinha dos EUA, carrega outro fuzileiro para um navio, em Camp Lejeune, na Carolina do Norte. Dos 38 mil recrutas que entram no corpo de fuzileiros anualmente, cerca de 3500 são mulheres – ou, no jargão da Marinha dos EUA, "fuzileiro fêmea".
Fotografia de Lynsey Addario
Envolto em álcool polivinílico, o corpo de Susan Potter, doado à ciência, aguarda a congelação. O corpo foi congelado, serrado em 4 blocos, fatiado 27 mil vezes e fotografado após cada corte. O resultado: um cadáver virtual que vai ‘comunicar’ do além com os estudantes de medicina.
Fotografia de Lynn Johnson
Soldados canadianos sobem aos destroços de um avião, a cerca de 1600 km a sul do Polo Norte, para explorar a área durante um curso de sobrevivência no Ártico, na Ilha de Cornwallis. À medida que o Ártico aquece e as tensões em relação ao seu futuro aumentam, as forças armadas canadianas e norte-americanas intensificam as operações na região.
Fotografia de Louie Palu
Cerca de 400 soldados norte-americanos praticam saltos de paraquedas, perto de Fort Greely, no Alasca. Este exercício multinacional, que inclui forças canadianas, prepara os militares para os rigores das operações coordenadas em condições de frio extremo.
Fotografia de Louie Palu
Soldados canadianos constroem um iglu durante um treino para se tornarem consultores de operações no Ártico. Nesta parte do programa, aprendem a viajar, a sobreviver e a construir abrigos quando atingem o Alto Ártico.
Fotografia de Louie Palu
Os compradores escolhem os animais no mercado de gado e enviam-nos para este matadouro, em Agadez, no Níger, onde camelos, cabras, ovelhas e outros animais são mortos e depois enviados para os talhantes que vendem a carne.
Fotografia de Pascal Maitre
Em Agadez, no Níger, uma escola Izala educa cerca de 1300 alunos. Izala refere-se a um movimento reformista islâmico que segue práticas conservadoras, como mulheres que cobrem o rosto, mas também valoriza a educação.
Fotografia de Pascal Maitre
Um adolescente empoeirado por ter estado a trabalhar numa mina. É um dos muitos nigerianos que se juntou à corrida ao ouro no norte, a última esperança para os desempregados após a queda do turismo, e depois de a mineração de urânio ter declinado – juntamente com uma lei que proíbe o transporte de migrantes.
Fotografia de Pascal Maitre
Presos no deserto, longe de Agadez, no Níger, depois de o camião se ter avariado, migrantes a caminho da Líbia queimam um pneu para se aquecerem.
Fotografia de Pascal Maitre
Combatentes curdos cercam uma mulher que se rende enquanto o ISIS abandona a cidade de Baghouz, na Síria, em março. As mulheres que aderiram ou foram forçadas a entrar no ISIS precisam de apoio para se afastarem de uma versão opressiva do Islão, diz uma combatente curda. "Eles interpretam a religião da maneira errada."
Fotografia de Lynsey Addario
Knight Mai (à esquerda) e Florence Stima (à direita), sul-sudanesas, trabalham num salão em Bidibidi, um campo de refugiados no Uganda. Cada uma ganha menos de 5 euros por semana. As pequenas empresas preencheram as áreas de mercado, mas o potencial de trabalho do campo tem sido pouco aproveitado pelas empresas privadas.
Fotografia de Nora Lorek
A seguir ao banho, em Tinun, no México, Beatriz, de 18 anos, penteia o cabelo do seu filho André. Beatriz é apicultora e aprendeu o ofício com seu avô Anastacio Balan Osalde, que tinha falecido dois dias antes.
Fotografia de Nadia Shira Cohen
Sentindo tonturas e fraqueza, seis meses depois do parto, Zamzam Yousuf, de 35 anos, procurou uma clínica na vila de Habasweyn, na Somalilândia, gerida pelo Hospital Universitário Edna Adan. A pressão sanguínea de Zamzam estava extremamente alta, e foi tratada pela estudante de parteira, Farduus Mubarak, de 22 anos, sob o olhar atento da fundadora do hospital, Edna Adan Ismail, de 81 anos.
Fotografia de LYNSEY ADDARIO
Aisha Barka e a sua filha Mariam não comeram até chegarem a um campo de refugiados na Eritreia, em 2008, depois de terem abandonado as suas casas devido à seca que matou todos os seus animais. Depois de os militares da Eritreia começarem a raptar raparigas, as pessoas fugiram à procura de segurança através da fronteira com a Etiópia.
Fotografia de John Stanmeyer
Crianças a dormir a sesta num jardim de infância, no distrito de Bayanzurkh, na Mongólia. Todos os quartos estão equipados com purificadores de ar, na tentativa de diminuir os níveis de poluição do ar no interior. As crianças são particularmente vulneráveis à má qualidade do ar.
Fotografia de MATTHIEU PALEY
Pessoas a passearem em Chuo-dori, em Ginza, um dos destinos mais movimentados de Tóquio. Durante os dias de semana, os carros andam nesta rua, mas nas tardes de fim de semana, uma faixa com 1600 metros é cortada ao trânsito e transforma-se num passeio. Os cafés, as lojas sofisticadas e os artistas de rua atraem habitantes locais e visitantes.
Fotografia de David Guttenfelder
Jovens do Níger e de outros lugares esperam num ‘gueto’ de migrantes, em Agadez, no Níger, por uma caravana que segue em direção à Líbia. Com uma esperança média de vida baixa, oportunidades educacionais limitadas e uma taxa de pobreza muito elevada, o Níger está no fim do Índice de Desenvolvimento Humano da ONU.
Fotografia de Pascal Maitre
Sal Thegal vestido de cachorro-quente, na Feira Estadual do Minnesota, no dia 23 de agosto de 2019.
Fotografia de Ackerman + Gruber
Em maio de 2019, Jorge Castellon, funcionário do Hotel Saguaro, em Palm Springs, na Califórnia, posava com um leque (usado para dançar). Quando não trabalha no hotel, Jorge é bailarino profissional e instrutor de dança. "Palm Springs é como um paraíso – é o céu na terra", diz Jorge Castellon. “As pessoas que nos visitam são únicas e vêm com um propósito: diversão. Estamos aqui apenas para nos divertirmos!"
Fotografia de Jennifer Emerling
Patricia Frazier com a bandeira do Benim, a nação moderna que foi governada pelo reino de Daomé, e que vendeu mais de cem prisioneiros ao capitão do Clotilda. "Se eles encontrarem o navio, acredito que isso vai despertar a consciência das pessoas para a nossa história", diz Frazier. "Às vezes precisamos de algo tangível para estimular essas memórias."
Fotografia de Elias Williams, National Geographic
Malaysia, de 40 anos, posa para um artigo sobre os motins de Stonewall de 1969 que impulsionaram 50 anos de um movimento pelos direitos civis LGBTQ. “Na vida, as coisas tendem a mostrar-nos o que precisamos, não o que queremos. E para mim, a transição para Malaysia... abriu um mundo de aceitação. Agora sinto-me confortável, e nunca me tinha sentido confortável na vida.”
Fotografia de Robin Hammond
Joseph Wachira, tratador na Ol Pejeta Conservancy, no Quénia, despede-se de Sudan, o último rinoceronte-branco-do-norte. Sudan morreu em 2018. Restam apenas duas fêmeas da sua subespécie.
Fotografia de Ami Vitale
Na Indonésia, um caçador diz que entrega pangolins na cidade de Surabaya todas as semanas. Os pangolins são teoricamente protegidos pelas leis nacionais dos países onde vivem, e o seu comércio internacional é proibido. Ainda assim, a caça furtiva e o tráfico são as maiores ameaças enfrentadas pelos pangolins.
Fotografia de Brent Stirton
Um pangolim-comum, chamado Tamuda, procura uma refeição de formigas ou de térmitas, num centro de reabilitação no Zimbabué. Tamuda foi resgatado de comerciantes ilegais de animais, que provavelmente teriam contrabandeado as suas escamas para a Ásia, para serem utilizadas na medicina tradicional.
Fotografia de Brent Stirton
Na Gorongosa, no fim da estação seca, uma poça de água enorme que ainda subsiste no canal do rio Mussicadzi atrai uma multidão de aves famintas – incluindo cegonhas e garças – e antílopes. A riqueza de aves da Gorongosa aumenta ainda mais na estação das chuvas.
Fotografia de CHARLIE HAMILTON JAMES
Um crocodilo repousa no Parque Nacional da Gorongosa, em Moçambique, onde o futuro da vida selvagem depende da ajuda dada pelos humanos.
Fotografia de Charlie Hamilton James
Na Costa Rica, durante a estação das chuvas, uma ou duas vezes por mês dezenas de milhares de tartarugas-oliva chegam à costa para porem os seus ovos, um evento de nidificação em massa conhecido por ‘arribada’. As crias começam a emergir cerca de 45 dias depois.
Fotografia de Thomas P. Peschak
Lobos a alimentarem-se de restos de um boi-almiscarado. Para captar esta imagem, o fotógrafo Ronan Donovan colocou uma armadilha fotográfica dentro da carcaça. A matilha de lobos alimentou-se durante um mês.
Fotografia de Ronan Donovan
Há perigo? Um rato da cidade de Nova Iorque espreita por uma grelha de captação de águas pluviais.
Fotografia de Charlie Hamilton James
Dois ratos no templo Karni Mata, na Índia, tentam determinar qual é o dominante. Os ratos são animais sociais que cuidam bem das suas crias. Os estudos mostram que os ratos chegam a libertar outros ratos das ratoeiras – mesmo que isso signifique abdicar de um petisco. Para alguns investigadores, isto sugere que os ratos sentem empatia.
Fotografia de Charlie Hamilton James
Um urso-polar dança atrás de uma rede no Circo de Gelo de Kazan, na Rússia. Os espetáculos com ursos-polares são extremamente raros. Os quatro ursos deste circo usam proteções de metal no focinho, e a sua treinadora, Yulia Denisenko, tem uma haste de metal. Em alguns dos truques os ursos deitam-se e rebolam no gelo.
Fotografia de Kirsten Luce
Todos os anos são capturadas milhares de aves canoras migratórias na Flórida para abastecer o comércio ilegal. Por vezes, são necessárias várias semanas de reabilitação para fortalecer as asas das aves resgatadas, até conseguirem voar novamente. Nesta imagem, o tenente da Comissão de Conservação de Peixe e Fauna da Flórida, Antonio Dominguez, liberta algumas das aves de regresso à natureza.
Fotografia de Karine Aigner, National Geographic
Reclusos da prisão São Francisco Gotera, que cortaram laços com o mundo do crime, rezam juntos. Em El Salvador, as cadeias têm cada vez mais igrejas evangélicas.
Fotografia de Moises Saman
Na Flórida, todos os anos são capturadas milhares de aves canoras migratórias que abastecem um mercado ilegal em crescimento. Antes de as aves resgatadas serem devolvidas à natureza pelas autoridades, ficam num aviário a recuperar durante várias semanas, onde reaprendem a voar e a "encontrar" alimentação.
Fotografia de Karine Aigner
Clay, Daniel e Enzo, 3 dos 39 tigres resgatados de um parque de animais em Oklahoma, nos EUA, reúnem-se num reservatório de água no Santuário de Animais Selvagens de Keenesburg, no Colorado. Estes felinos vão viver o resto das suas vidas neste santuário, com nutrição e cuidados veterinários adequados.
Fotografia de Steve Winter
Em junho de 2018, 9 de 24 leões foram sedados e transportados das reservas de caça de Tembe e de Mkuze, em Kwazulu Natal, na África do Sul, para Moçambique. Os leões seriam libertados no Delta do Zambeze. Este transporte foi o maior esforço de conservação transfronteiriço de leões selvagens da história. Há 100 anos, existiam mais de 200.000 leões selvagens a viver em África.
Fotografia de Ami Vitale
Os leões que foram marcados e libertados numa região remota da área do Delta do Zambeze, com 4500 quilómetros quadrados, em Moçambique, relaxam na névoa matinal. A vida selvagem de Moçambique foi dizimada pela guerra civil e pela caça furtiva que se seguiu nos últimos 20 anos. Hoje, os investigadores estimam que a população de leões de África ronde os 20 mil, ou menos, extintos em 26 países africanos. O ecossistema de Moçambique fez uma recuperação notável – exceto com os leões.
Fotografia de Ami Vitale
Sombras erguem-se sobre o Motel Desert-est Motor, no Nevada. Antes de ser conhecida como a estrada mais solitária da América, a ‘Route 50’ era uma via de acesso à corrida ao ouro dos anos 1850.
Fotografia de Mathias Svold
No noroeste da Colômbia, os caçadores usam há muito tempo a sua própria forma de camuflagem: máscaras feitas de folhas largas e resistentes, conhecidas pelo nome de “hojancha”. Estas máscaras são usadas para chegar perto de tartarugas e de outros animais. A caça ainda é uma atividade vital para os agricultores de subsistência da região.
Fotografia de Gena Steffens
Com um casaco costurado pela sua mãe, Ashley Hughes passou o 10º aniversário a acampar com os amigos e familiares na Baía de Iffpikittuarjuk da Ilha Baffin, no Canadá. Ashley participou na competição anual de pesca no gelo da comunidade inuíte.
Fotografia de Acacia Johnson
À porta de uma farmácia em Tóquio, um quadro de fotografias de uma aprendiz de gueixa com trajes tradicionais espera que alguém preencha o seu recorte facial.
Fotografia de David Guttenfelder
A obsessão do Japão por tudo o que é ‘kawaii’ (bonito, fofinho ou adorável) exposta no Ueno Park, em Tóquio, com os donos a alinharem os seus animais de estimação para uma sessão de fotografias. A estética ‘kawaii’ da cultura fofinha tem sido uma das exportações mais bem-sucedidas do Japão, impulsionando as tendências da cultura pop na moda, na tecnologia, nos videojogos e nos desenhos animados.
Fotografia de David Guttenfelder
No Japão, um grupo de alpinistas percorre o trilho de Yoshida, no Monte Fuji.
Fotografia de David Guttenfelder
Com 34 semanas de gravidez, Brittany Capers, de 28 anos, e DeAndre Price, de 25, fazem o seu ‘baby shower’ em Washington. Brittany é agente comunitária de saúde perinatal em Mamatoto Village, um centro que apoia famílias durante a gravidez e durante os primeiros 6 meses de vida do bebé. O parto decorreu sem problemas em junho deste ano.
Fotografia de LYNSEY ADDARIO
Esta luva azul não esteve na água tempo suficiente para sofrer o destino da maioria dos plásticos oceânicos, que são triturados em pequenos pedaços, ou microplásticos, pela força das ondas e pela luz do sol. O peixe larval, por baixo do polegar, é um peixe Nomeidae; o peixe às listas, na base do dedo indicador, é um dourado-do-mar.
Fotografia de DAVID LIITTSCHWAGER
Em Berlim, num estudo sobre células estaminais que o forçou a reconsiderar as suas escolhas de vida, Max Aguilera-Hellweg captou esta fotografia de espécimes patológicos.
Fotografia de Max Aguilera-Hellweg
Na Argentina, Andres Pedro Osmolski, conhecido por ‘El Gaucho’, organiza passeios de observação de castores na sua propriedade. Andres negociou um acordo com o governo para poupar os castores que tem nos seus terrenos, para poder continuar a mostrar os animais aos turistas.
Fotografia de LUJÁN AGUSTI
Um ornamento de penas de arara adorna o crânio de uma criança sacrificada. Os investigadores dizem que o adorno indica que o jovem podia pertencer a uma família de elite da cultura Chimu, onde atualmente fica o Peru.
Fotografia de REBECCA HALE, NGM STAFF
Esta imagem parece quase abstrata, mas é uma flor de açafrão, ‘Crocus sativus’. São necessárias cerca de 170 mil flores para produzir um quilo de açafrão. É por isso que o açafrão é uma das especiarias mais caras do mundo.
Fotografia de Martin Oeggerli
Na pré-história, quando a planície de sal de Uyuni na Bolívia era um lago, a Incahuasi – ou “Casa dos Incas” em língua quíchua – era uma ilha. Esta região fica nos restos de um vulcão que agora está coberto de catos, alguns com uns imponentes 12 metros de altura e estão repletos de algas fossilizadas. A extração de lítio nesta planície de sal pode alterar por completo este cenário.
Fotografia de CÉDRIC GERBEHAYE
A população indígena Aimará colhe sal para vender na planície de sal de Uyuni, na Bolívia, ao passo que o lítio – um recurso muito lucrativo – é dissolvido na salmoura que se encontra no subsolo.
Fotografia de CÉDRIC GERBEHAYE
A aldeia de Newtok, no Alasca, com 380 habitantes, está a afundar-se devido ao degelo do pergelissolo. Nesta imagem vemos quatro rapazes Yupik – da esquerda para a direita: Kenyon Kassaiuli, Jonah Andy, Larry Charles e Reese John – a atravessarem uma passagem inundada.
Fotografia de Katie Orlinsky
Um urso-polar verifica um carro, perto de Kaktovik, no Alasca. O desaparecimento do gelo marinho está a empurrar cada vez mais os ursos para terra enquanto procuram comida – e o degelo também está a inundar os celeiros de gelo e a forçar os habitantes do Alasca a armazenarem o peixe e a carne ao ar livre.
Fotografia de Katie Orlinsky
Quando o gelo marinho envelhece, o sal que contém afunda-se no oceano, deixando água potável à superfície. Charlotte Naqitaqvik enche um bule com água no campo de caça da sua família, em Nuvukutaak, perto da comunidade de Arctic Bay, no norte do Canadá.
Fotografia de Acacia Johnson
Em Utqiaġvik, no Alasca, Josiah Olemaun, um jovem baleeiro Inupiat, respira fundo enquanto empilha carne de baleia no celeiro de gelo da sua família.
Fotografia de Katie Orlinsky
Em 2016, depois de abrir caminho desde o Senegal até à região agrícola no sul de Espanha, Mbaye Tune estabeleceu-se em trabalhos sazonais, de forma regular, em quintas de produção. Agora, com 25 anos, conseguiu residência legal e aluga um apartamento que partilha com outros senegaleses.
Fotografia de Aitor Lara
Angelo Martín Flores Chambi faz uma pausa para comer uma fatia de melancia, no carro da família, enquanto que os pais, os irmãos e as irmãs extraem sal nas planícies de Uyuni, na Bolívia. Durante a semana, as crianças frequentam a escola, mas aos fins de semana ajudam os pais.
Fotografia de Cédric Gerbehaye
No México, Ana Ham limpa a cabeça de um porco no Acampamento Temporal Menonista. Esta família menonista dá a cabeça e as partes internas do porco aos seus funcionários mexicanos, visto que não as comem. Os menonistas acreditam que, quando os porcos são abatidos durante uma lua pequena, a carne fica mais seca e, portanto, mais fácil de cortar.
Fotografia de Nadia Shira Cohen
Em Tinun, no México, um grupo de apicultores cuida das colmeias durante o período de entressafra. As flores ainda estão a começar a abrir e as abelhas começam a preparar-se para polinizar.
Fotografia de Nadia Shira Cohen
Peter Peter, 10 anos, viaja no camião de soja do seu pai, no acampamento menonista de Nuevo Durango, em Campeche, no México. A colheita de soja está pronta para ser pesada e depositada no silo onde trabalha David Peter, o pai de Peter.
Fotografia de Nadia Shira Cohen
Wilmer Flores, com o rosto tapado para se proteger das queimaduras solares, apanha sal perto das planícies de sal de Uyuni, na Bolívia.
Fotografia de CÉDRIC GERBEHAYE
Spencer Robertson faz uma pausa depois de extinguir o fogo 323, que foi ateado por um trovão perto de Bettles, no Alasca. Todos os anos, cerca de 10 dos mais de 100 candidatos são selecionados para o treino de bombeiros florestais do Alasca. Os candidatos devem ter experiência prévia no combate a incêndios florestais.
Fotografia de Mark Thiessen, NGM Staff
Matt Oakleaf, com uma câmara montada na mochila, filma a sua equipa a chegar ao local de aterragem, próximo da floresta boreal do Alasca. Os bombeiros florestais conseguem transportar mais de 45 quilos de equipamento e entrar num avião em poucos minutos. A sua missão: extinguir incêndios antes que fiquem fora de controlo.
Fotografia de Mark Thiessen, NGM Staff
Durante o crepúsculo, um enxame de morcegos dispersa-se para caçar na floresta tropical em torno da ‘Caverna do Veado’, no Bornéu. Esta passagem subterrânea, uma das maiores do planeta, tem mais de 2 milhões de morcegos.
Fotografia de Carsten Peter
Estalagmites erguem-se dos sedimentos pálidos da ‘Floresta Embriagada’ – uma caverna no Bornéu que tem este nome devido às formações que se inclinam em ângulos bizarros.
Fotografia de CARSTEN PETER
No Bornéu, a ‘Caverna dos Veados’ abriga mais de 2 milhões de morcegos de várias espécies que costumam sair à noite para caçar.
Fotografia de Carsten Peter
Uma equipa da Organização Mundial de Saúde verifica a temperatura de Masika Mughanyira, de 7 anos, em Vayana, uma pequena aldeia que fica a duas horas de distância de Butembo, na República Democrática do Congo. Masika Mughanyira perdeu ambos os pais, o irmão mais velho e a irmã mais nova para o ébola. Sendo a última sobrevivente da sua família, Masika vive agora com parentes.
Fotografia de Nichole Sobecki
Kavugho Mukoni Romelie, 16 anos, recebe tratamento contra o ébola no centro da Aliança de Ação Médica Internacional, em Beni, na República Democrática do Congo.
Fotografia de Nichole Sobecki
Amigos e familiares do agente Tabu Amuli Emmanuel durante o seu enterro, no cemitério Kitatumba, em Butembo.
Fotografia de NICHOLE SOBECKI
Uma mulher faz uma pausa para lavar as mãos com uma solução de cloro, depois de sair de um hospital em Kyondo, na República Democrática do Congo. A Organização Mundial de Saúde criou vários campos de resposta ao ébola em áreas como Kyondo, fora das grandes cidades, onde foram encontrados grupos de pacientes com ébola.
Fotografia de NICHOLE SOBECKI
Danila, de 15 anos, segura uma cria de alpaca, perto de Huaylillas, nas terras altas do norte do Peru.
Fotografia de Robert Clark
O pescador Arnovis Guidos Portillo observa os filhos na sua casa em El Salvador. Depois de chegarem aos EUA em maio de 2018, pai e filha foram detidos pelas autoridades de imigração e mantidos em instalações diferentes durante mais de um mês, antes de serem deportados separadamente para El Salvador, onde se reuniram.
Fotografia de Moises Saman
Uma piscina caótica na Estância Caliente Tropics, em Palm Springs, na Califórnia, durante o Tiki Caliente que teve lugar em maio de 2019. Este evento anual celebra o amor pelas ilhas tropicais, com entusiastas e colecionadores de Tiki que tomam conta da estância durante o fim de semana para mergulharem num mundo escapista de inspiração sensorial que celebra música, arte, moda e bebidas da cultura Tiki.
Fotografia de Jennifer Emerling
No primeiro dia em Jerusalém, Yael, Gabriel e Netanel Zeitoun exploram o terraço do seu novo edifício de apartamentos.
Fotografia de WILLIAM DANIELS
Bhagavan “Doc” Antle (à direita) posa com sua equipa (da esquerda para a direita), Kody Antle, Moksha Bybee e China York, na piscina usada no seu espetáculo de tigres no Myrtle Beach Safari, na Carolina do Sul. As crias de tigre são muito importantes para o negócio; os pacotes para brincar e tirar fotografias com as crias custam entre 339 a 689 dólares por pessoa. Quando atingem as 12 semanas de idade, as crias são consideradas muito grandes e perigosas para os turistas.
Fotografia de Steve Winter
Laurance Doyle, da Faculdade Principia e do Instituto SETI, tenta comunicar com inteligência "extraterrestre" no Six Flags Discovery Kingdom, em Vallejo, na Califórnia. Os estudos de Doyle sobre os sistemas de comunicação dos golfinhos e das baleias podem ajudar os cientistas a descodificar padrões em línguas desconhecidas.
Fotografia de Spencer Lowell
Em março, recorrendo a tecnologia antiga, mas que ainda funciona, a Rússia lançou um foguete Soyuz a partir do seu Cosmódromo Baikonur, no Cazaquistão.
Fotografia de Dan Winters
Numa sessão de tratamento com fogo, em Chengdu, na China, um pano embebido em álcool é colocado sobre um paciente e incendiado para aquecer a pele e abrir os poros; um óleo com infusão de ervas é depois aplicado. Esta terapia visa tratar dores nas articulações e outras doenças, mas estes tratamentos ainda precisam de ser comprovados cientificamente.
Fotografia de Fritz Hoffmann
Numa clínica de Beckley, no estado de Virginia, Jeff Hendricks faz acupunctura e uma técnica de queima de plantas para aliviar as dores acumuladas durante os 4 anos de serviço militar. Jeff tem uma lesão cerebral, discos protuberantes no pescoço, esporões ósseos, dores de cabeça, dormência nas mãos e stress pós-traumático. Este tratamento é aprovado pela Administração de Veteranos e reduz a necessidade de medicamentos convencionais.
Fotografia de Fritz Hoffmann
No hospital da Universidade de Medicina Tradicional Chinesa de Chengdu, na China, as gêmeas Zheng Yue e Zheng Hao usam adesivos que contêm uma fórmula de fitoterapia para arrefecer o corpo durante o verão.
Fotografia de Fritz Hoffmann
A Comandante Yesenia, da Frente de Libertação Nacional (FLN), está a ler um romance em voz alta para os seus compatriotas, mas também lê obras sobre a ideologia e história da FNL. Com 36 anos, Yesenia passou mais de metade da sua vida como guerrilheira na Colômbia; os seus dois filhos vivem com familiares.
Fotografia de Lynsey Addario
No Sudão do Sul, Rose Asha Sillah, na fotografia com a filha, ajudou a abrir uma empresa madeireira que cresceu para uma operação de 35 funcionários. No campo de refugiados de Bidibidi, no Uganda, Asha fundou um centro para mulheres que ensina a bordar e ensina técnicas de agricultura a cerca de 400 mulheres. Sem instituições financeiras, até os empreendedores mais inovadores têm dificuldades, mas Asha acredita que vale a pena. "Vamos passar 10 anos a chorar pelo Sudão do Sul? Precisamos de olhar em frente."
Fotografia de Nora Lorek
Robert Waldron (à esquerda), de 79 anos, com o seu marido, Vernon May, também com 79 anos, foi entrevistado para um artigo sobre o 50º aniversário dos motins de Stonewall: "A comunidade LGBT percorreu um caminho muito, muito longo".
Fotografia de Robin Hammond
As gémeas de 14 anos de idade, Sidra (à esquerda) e Shahed, lembram-se das bombas lançadas em Alepo que as forçaram a sair de casa em 2013. "Ficámos felizes em abandonar as bombas e os aviões de guerra", diz Sidra. As irmãs matricularam-se em escolas de língua árabe, em Gaziantep, e estão agora em escolas turcas. "No momento em que perdemos tudo, fiquei determinado na educação das minhas filhas", diz o pai, Mahmoud.
Fotografia de EMIN ÖZMEN
A maioria dos habitantes do campo de refugiados de Bidibidi, no Uganda, são crianças, muitas das quais trabalham para ajudar as suas famílias. Com uma pequena loja que fica perto da sua casa, na Zona 5, Steven Ladu, de 13 anos, vende doces.
Fotografia de Nora Lorek
Susan Meneno com a filha de um ano, em frente ao campo de girassóis da sua família, no campo de refugiados de Bidibidi, no Uganda. Na sua família ninguém tem emprego, mas alguns ganham dinheiro com as colheitas, e Susan sonha em abrir um negócio de confeção de roupas.
Fotografia de Nora Lorek
A lavanda (da espécie Lavandula) tem sido usada há muito tempo para perfumar casas, alimentos e bebidas. A lavanda confere uma sensação de calor, uma espécie de acolhimento aromático. Vista de perto, parece um deserto repleto de espinhos, parecidos com catos, destinados a manter os herbívoros afastados e reter água.
Fotografia de Martin Oeggerli
Antigos membros de gangues pendurados na suas redes, na prisão de São Francisco Gotera, em El Salvador.
Fotografia de Moises Saman
A partir das 5 horas da manhã, com a esperança de obterem autorização para atravessarem para o México, os migrantes fizeram fila na fronteira da Guatemala. Quando ficaram com a sensação de que não iam ser autorizados a entrar no país, centenas de migrantes atravessaram uma secção rasa de um rio em direção ao México.
Fotografia de Moises Saman
Centenas de migrantes da América Central aproveitam para se refrescar, para tomar banho e limpar as roupas, no rio Novillero, na cidade de San Pedro Tapanatepec, em Oaxaca, no México. Os migrantes ficaram em San Pedro durante duas noites, antes de seguirem caminho em direção ao norte e à fronteira com os EUA.
Fotografia de Moises Saman
Um comboio de veículos cheios de nigerianos e outros africanos inicia uma viagem de três dias em direção a Agadez, no Níger, passando pelo Saara em direção à Líbia. Muitos dos migrantes pretendem trabalhar na Líbia, mas outros esperam conseguir chegar à Europa.
Fotografia de Pascal Maitre
Um vendedor de carvão em Bayankhoshuu, um dos bairros mais poluídos da capital da Mongólia, Ulaanbaatar.
Fotografia de MATTHIEU PALEY
A poluição obstrui o ar no distrito de Dari Ekh Ger, em Ulaanbaatar, a capital da Mongólia. A urbanização desenfreada da cidade e feita sem planeamento contribuiu para a queima descontrolada de carvão, que é usado para cozinhar e para o aquecimento.
Fotografia de MATTHIEU PALEY

 

Este artigo foi publicado originalmente em inglês no site nationalgeographic.com.

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