21 Imagens Incontornáveis do Século XXI da National Geographic

Publicado 5/01/2021, 11:12 WET

   

A nossa história partilhada pode ser contada através do poder da fotografia. Os editores de fotografia da National Geographic selecionaram uma imagem de cada ano deste século que capta as histórias mais importantes da época – desde guerras e tragédias humanas a descobertas científicas e espécies que foram salvas à beira da extinção.

   

Fotografia de NICK NICHOLS

2000

Um elefante-da-floresta caminha ao longo das margens sudoeste do Gabão. Na viragem do século, o ecologista Michael Fay embarcou numa jornada de 3.200 quilómetros pela África Central para examinar trechos remanescentes de natureza intocada. As imagens inspiradoras do fotógrafo Nick Nichols dessa expedição ajudaram a fazer com que o governo do Gabão criasse 13 parques nacionais em 2002.

   

Fotografia de ROBERT CLARK

2001

O início do século XXI foi definido pelos ataques terroristas do dia 11 de setembro de 2001. O fotógrafo Robert Clark captou o momento em que um segundo avião colide com o World Trade Center na cidade de Nova Iorque. “O telhado do meu prédio começou a encher-se de pessoas que choravam, que se abraçavam e olhavam sem conseguir acreditar”, recordou mais tarde Robert Clark. “O meu primeiro pensamento foi o de que estava a ver o mundo a mudar.”

   

Fotografia de JODI COBB

2002

Numa reportagem feita para a National Geographic, Jodi Cobb fotografou alguns dos 27 milhões de pessoas do mundo inteiro que ainda são vítimas do comércio de escravatura no século XXI. A maioria são trabalhadores endividados, como esta família, que empilham e carregam tijolos para pagar os seus empréstimos aos proprietários de um forno no sudeste da Índia. Recorrendo a elevadas taxas de juros e contabilidade fraudulenta, os proprietários de negócios garantem que os trabalhadores nunca conseguem pagar as suas dívidas – que muitas vezes são passadas para os filhos.

   

Fotografia de ALEXANDRA BOULAT

2003

Fuzileiros dos EUA ajudam o povo iraquiano a derrubar uma estátua de Saddam Hussein na Praça Firdos, em Bagdad, em abril de 2003, um mês depois de uma coligação liderada pelos EUA ter invadido o Iraque e derrubado o regime opressor de Hussein. A fotógrafa Alexandra Boulat documentou as primeiras semanas de guerra para a National Geographic, mas o conflito só terminaria em dezembro de 2011, quando as forças dos EUA se retiraram.

   

Fotografia de DAVID DOUBILET

2004

Um pescador perscruta as águas esmeralda do rio Okavango no Botswana. Numa região afetada pela seca, as inundações sazonais geradas pelas chuvas, a cerca de 800 quilómetros de Angola, são no mínimo milagrosas. O fotógrafo David Doubilet captou a rica biodiversidade da região – incluindo búfalos, crocodilos, bagres e besouros mergulhadores – para a nossa revista em 2004; desde então, a National Geographic Society lançou uma iniciativa para proteger estas águas vitais.

   

Fotografia de BRIAN SKERRY

2005

Um tubarão-raposa é fatalmente capturado numa rede de pesca no Golfo da Califórnia, no México. Quando Brian Skerry tirou esta fotografia em 2005, cerca de 40 milhões de tubarões eram mortos anualmente pelas suas barbatanas. Embora a pesca de barbatana de tubarão seja proibida nas águas dos EUA desde 2000, esta prática cresceu juntamente com a demanda por sopa de barbatana de tubarão. Atualmente, cerca de 100 milhões de tubarões são mortos anualmente.

    

Fotografia de PAUL NICKLEN

2006

Velozes e ágeis, as focas-leopardo são muito hábeis a caçar. Mas com humanos por perto, são mais curiosas do que perigosas, como descobriu o fotógrafo Paul Nicklen quando uma fêmea de 3.6 metros se aproximou de si no mar da Antártida em 2006. Libertando a sua presa, uma cria de pinguim, a foca invadiu por breves momentos a câmara de Paul com a sua boca.

   

Fotografia de BRENT STIRTON, GETTY REPORTAGE

2007

Em 2007, restavam apenas cerca de 720 gorilas-das-montanhas no planeta, quando sete foram encontrados mortos no Parque Nacional de Virunga na República Democrática do Congo. As fotografias de Brent Stirton dos gorilas mortos – vítimas colaterais do comércio ilegal de carvão na região – geraram indignação a nível global. Hoje, estes gorilas continuam ameaçados pela perda de habitat e alterações climáticas.

   

Fotografia de AMY TOENSING

2008

O rancheiro Simon Booth chegou a pastorear 250 cabeças de gado na sua quinta no sudeste da Austrália. Mas quando a fotógrafa Amy Toensing o visitou em 2008, a região estava a atravessar o período de seca mais devastador da sua história, forçando muitos rancheiros como Simon a vender os seus animais. Esta área foi uma das primeiras vítimas das alterações climáticas, que secaram rios, destruíram plantações e colocaram comunidades umas contra as outras na luta por água.

    

Fotografia de LYNSEY ADDARIO

2009

Duas mulheres aguardam na encosta de uma montanha no Afeganistão. Quando a fotógrafa Lynsey Addario as encontrou, Noor Nisa (à direita) estava em trabalho de parto e estava a caminho do hospital, em Faizabad. A mãe e o marido de Noor tinham partido à procura de ajuda porque o seu carro avariou-se durante a viagem de quatro horas. Lynsey Addario, que passou mais de uma década a acompanhar a mortalidade materna, acabou por levar esta família ao hospital.

    

Fotografia de STEPHANIE SINCLAIR

2010

Crianças noivas com os respetivos maridos junto às suas casas nas montanhas em Hajjah, no Iémen, em julho de 2010. “Sempre que o via, escondia-me”, dizia Tahani (vestida de rosa) sobre os primeiros dias do seu casamento com Majed, com quem se casou quando tinha 6 anos e ele 25. A fotógrafa Stephanie Sinclair acompanha o mundo desolador dos casamentos infantis há mais de uma década.

   

Fotografia de JOEL SARTORE

2011

O fotógrafo da National Geographic Joel Sartore captou esta imagem de uma chita de três anos para o seu projeto Photo Ark, projeto que usa o poder da fotografia para inspirar as pessoas a salvar espécies que correm o risco de desaparecer até ao fim deste século. Desde o lançamento deste projeto em 2005, Joel Sartore fotografou mais de 10.000 espécies que vivem em zoológicos e santuários de vida selvagem pelo mundo inteiro.

    

Fotografia de ANAND VARMA

2012

Observe de perto: este não é um caranguejo Loxorhynchus grandis comum, mas sim um crustáceo zombie que foi invadido por uma craca parasita. O fotógrafo Anand Varma passou anos a captar o mundo dos parasitas que controlam as mentes de outros animais, como este, que usa os seus poderes para alargar o abdómen do caranguejo, criando um útero para o parasita preencher com os seus próprios ovos.

    

Fotografia de JOHN STANMEYER

2013

Em 2013, o escritor Paul Salopek iniciou uma jornada de 33.800 quilómetros ao longo de quatro continentes para recriar 60.000 anos de migração humana. O fotógrafo John Stanmeyer acompanhou Paul na primeira etapa da sua jornada. Nesta imagem, John fotografa migrantes somalis nas margens da cidade de Djibouti que tentam captar sinal de telemóvel.

   

Fotografia de CHARLIE HAMILTON JAMES

2014

A vida de um urso-pardo no século XX era perigosa. Ameaçados pela caça e perda de habitat, o número de ursos-pardos diminuiu para os 600 individuos na década de 1960. Mas as proteções dadas pela Lei das Espécies Ameaçadas nos EUA ajudaram a mudar as coisas. Na década de 2010, havia quase mil ursos-pardos só na região de Yellowstone – incluindo este, que Charlie Hamilton James fotografou a alimentar-se de uma carcaça de bisonte no Parque Nacional de Grand Teton.

   

Fotografia de LYNN JOHNSON

2015

Susan Potter tornou-se num cadáver imortal no dia em que faleceu, em fevereiro de 2015. Quinze anos antes, Susan Potter tinha concordado em doar o seu corpo para a ciência. A fotógrafa Lynn Johnson captou esta imagem do cadáver de Susan, envolto em álcool polivinílico, pouco antes de ser congelado e cortado em 27.000 fatias para ser ressuscitado enquanto cadáver digital, para os alunos de medicina poderem estudar.

    

Fotografia de WAYNE LAWRENCE

2016

Os irmãos Julie, Antonio e India Abron com a sua recolha diária de água engarrafada na Corporação de Bombeiros nº 3, um local de recursos hídricos em Flint, no Michigan. Em 2016, o fotógrafo Wayne Lawrence fez uma série de retratos que mostravam como a vida tinha mudado para os habitantes de Flint nos anos após a contaminação do abastecimento de água da cidade em 2014. Esta crise levou à demissão de funcionários municipais e estaduais cuja negligência colocou os habitantes da cidade em perigo – incluindo cerca de 12.000 crianças.

Cirurgiões concluem a complexa tarefa de remover o rosto de uma doadora de órgãos antes de uma operação de transplante facial.

Fotografia de LYNN JOHNSON

2017

Katie Stubblefield ficou desfigurada quando tinha 18 anos. Quando os cirurgiões lhe deram um novo rosto três anos depois, em 2017, Katie tornou-se no 40º transplante facial conhecido no mundo. As fotógrafas da National Geographic Maggie Steber e Lynn Johnson acompanharam este processo de transplante para um artigo incrível que apareceu na capa da edição de setembro de 2018.

Lynn Johnson captou esta imagem de cirurgiões a removerem o rosto da doadora de órgãos Adrea Schneider. “Isto fez-nos questionar tudo o que sabemos e pensamos sobre identidade”, disse Lynn mais tarde. “Não se trata apenas de tecido. É um ser humano.”

   

Fotografia de AMI VITALE

2018

Um tratador conforta Sudan, o último rinoceronte-branco-do-norte do planeta, momentos antes de falecer em março de 2018. A fotógrafa Ami Vitale conheceu  Sudan em 2009 e desde então que se dedica a documentar a situação difícil desta subespécie, quase extinta por caçadores furtivos que valorizam os chifres de rinoceronte. Hoje, restam duas fêmeas e os cientistas estão ousadamente a tentar revitalizar esta população de rinocerontes através da fertilização in vitro.

     

Fotografia de EVGENIA ARBUGAEVA

2019

“Quando estávamos cercados por morsas, a cabana estava a abanar”, escreveu Evgenia Arbugaeva na edição de dezembro de 2019. Nativa do Ártico russo, Evgenia regressou a casa para captar o ritmo lento da vida nesta paisagem congelada – chegando até a partilhar uma cabana de madeira durante duas semanas com um cientista que estava a estudar morsas. “Ficamos presos no interior da cabana durante três dias”, diz Evgenia,“com cuidado para não provocar o pânico entre as cerca de 100.000 morsas que nos rodeavam. Os seus movimentos e brigas faziam a cabana abanar.”

    

Fotografia de KRIS GRAVES, NATIONAL GEOGRAPHIC

2020

Em maio, as imagens da morte de George Floyd sob custódia policial provocaram indignação – e um movimento de reconhecimento racial – por todos os Estados Unidos. Enquanto os manifestantes do movimento Black Lives Matter tomavam as ruas, muitos exigiram a remoção de monumentos dedicados aos soldados confederados que lutaram para preservar a escravatura. Em Richmond, na Virginia, o fotógrafo Kris Graves captou a cena enquanto ativistas transformavam uma estátua do general confederado Robert E. Lee num memorial a George Floyd.

 

Este artigo foi publicado originalmente em inglês no site nationalgeographic.com

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