Fotografia

Fotografias Assustadoras das Cidades Fantasma de Fukushima

Cinco anos depois de um desastre natural e acidente nuclear, uma paisagem outrora fértil está abandonada.

Por James Whitlow Delano

10 março 2016

Passaram cinco anos desde que um tsunami causado por um sismo a leste da costa do Japão ter atingido a central nuclear de Fukushima Daiichi.

A onda despoletou o maior desastre nuclear desde Chernobyl e a terra continua contaminada.A Prefeitura de Fukushima, antes conhecida pela sua fertilidade, está agora repleta de sacos pretos contendo solo radioativo, matéria orgânica e pedra. Foi tudo raspado da terra num esforço para tornar a área mais uma vez habitável para as famílias que viveram aqui durante séculos.

Tomioka foi evacuada durante anos. Edifícios danificados pelo tsunami ainda se mantêm de pé, carros esmagados como latas de refrigerantes estão empilhadas e máquinas automáticas de venda levadas pelo tsunami ainda não foram limpos. Grandes extensões de sacos cheios de solo radioativo podem ser vistos em segundo plano.

Esta estrada de exploração em Iitate-mura está a ser descontaminada. Muitos especialistas preocupam-se que a floresta, que pode conter isótopos radioativos, possa ser fonte de uma nova contaminação.

Aqui, em Iitate-mura, um local temporário de armazenamento para material contaminado começa a parecer permanente.

As instalações de armazenamento semipermanentes perto de Futaba e Okuma irão eventualmente cobrir 16 quilómetros quadrados, e o lixo radioativo será mantido durante 30 anos até um local permanente ser descoberto. Poucos dos habitantes locais, no entanto, acreditam que o lixo será retirado destes distritos irradiados.Os sacos contaminados vistos aqui estarão rodeados de sacos com solo não contaminado. Coberturas impermeáveis, vistas na extremidade esquerda, irão proteger o lixo da chuva, mas muitos se perguntam qual o efeito que 30 anos de sol, chuva e neve terão na integridade na cobertura. Uma vedação será mais tarde instalada para impedir os estranhos de se aproximarem.

Futaba, a aldeia mais próxima da central, mantém-se radioativa demais para humanos viverem. Prevê-se que continue assim durante muito tempo. Os oficiais estimam que a dose anual de radiação para os residentes será de 50 milisierverts por ano. De acordo com a Agência Internacional de Energia Atómica, a dose média anual de radiação de fontes naturais é de 2.4.milisieverts. Atividades médicas, comerciais e industriais podem dobrar essa quantidade.

Um monitor de radiação em céu aberto localizado em Iitate-mura capta radiação cinco vezes acima do nível normal do ambiente no Japão.

Monitorizações como esta são um avistamento comum ao longo da Prefeitura de Fukishima, onde chuva radioativa caiu a seguir às explosões na central nuclear.

Trabalhadores dão início à descontaminação dos campos dentro da zona original de 20 quilómetros de entrada entredita em redor da central nuclear, que é agora acessível para trabalhadores, mas ainda radioativa demais para pessoas viverem por perto.

Depois de cinco anos, os trabalhos de descontaminação parecem infindáveis.

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