História

Este Dinossauro é o “Fóssil Mais Impressionante” Já Alguma Vez Visto

O nosso fotógrafo não conseguia acreditar no que via ao deparar-se com o fóssil — e o mesmo acontecerá consigo quando vir estas fotografias exclusivas. Thursday, November 9, 2017

Por Michael Greshko
Fotografias Por Robert Clark
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Há poucas coisas capazes de deixar Robert Clark de boca aberta.

Ao longo da sua ilustre carreira, Clark fotografou mais de 40 histórias para a revista National Geographic, tendo-se especializado em registar para a posteridade a vida e a cultura do passado longínquo. Clark fotografou os belíssimos fósseis de dinossauros plumados na China. Viu os investigadores a autopsiarem Ötzi, o Homem do Gelo, a famosa múmia gelada com 5000 anos. E fez retratos íntimos de pessoas que viveram e morreram há 2300 anos — com as faces curtidas preservadas num pântano.

Mas quando se dirigiu ao Museu de Paleontologia Royal Tyrrel em Alberta, no Canadá, em dezembro último e se deparou com o seu próximo alvo fotográfico, soltou um sorriso.

Clark contemplava um fóssil de 110 milhões de anos de um nodossauro, uma espécie de dinossauro herbívoro com couraça. O local onde este nodossauro jazia, o fundo do mar, permitiu que a couraça, partes da pele, algum do tecido mole — e o que são provavelmente restos da última refeição do dinossauro se fossilizassem.

Descoberto por um mineiro atento em 2011 e revelado publicamente no dia 12 de maio de 2017, o fóssil é o nodossauro mais bem preservado alguma vez descoberto e, possivelmente, um dos fósseis visualmente mais fascinantes entre os desenterrados nas últimas décadas.

“Era como um dragão da Guerra dos Tronos”, diz Clark. “Era tão bem composto, parecia um adereço de um filme.”

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Espantado pela qualidade da sua preservação, procurou fazer justiça ao fóssil para a edição de junho da National Geographic, esforçando-se por iluminar o espécime de uma forma que destacasse os seus pormenorizados traços.

“Este é verdadeiramente o fóssil mais impressionante que já vi, e já vi muitos fósseis muito bons”, diz Clark. “Este está num outro nível.”

Clark diz que sentiu a responsabilidade de documentar o fóssil para a eternidade: é provável que seja um dos poucos fotógrafos a quem é permitido fotografar o espécime sem que o mesmo se encontre sob vidro protetor.

Além de documentar o mérito científico do fóssil, Clark reconhece também que as suas fotografias podem capturar a imaginação do público, sobretudo das crianças (algumas das quais, acrescenta, sabem indubitavelmente mais sobre dinossauros do que ele).   

A minha filha tem oito anos de idade, e eu mostrei as fotografias a alguns colegas que ela tem na escola”, diz Clark, “Ficaram maravilhados.”

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