Vídeo: Explore um Campo de Batalha Submerso do Século XVI

O navio de guerra Marte afundou-se numa batalha naval em 1564 e os arqueólogos reconstruíram agora o local do seu naufrágio em 3D.segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Novas animações revelam detalhes sobre navio de guerra amaldiçoado
Novas animações revelam detalhes sobre navio de guerra amaldiçoado

As notáveis imagens em 3D de leituras de profundidade estão a ajudar os arqueólogos a reconstruir um dos navios de guerra históricos em melhor estado de conservação alguma vez descobertos.

Ao longo de vários anos, uma equipa de investigação liderada por Johann Rönnby, professor de arqueologia marítima na Universidade de Södertörn, Suécia, fotografou e digitalizou os destroços com 453 anos de existência do Marte, o lendário navio principal do rei Erik XIV da Suécia.

Batizado em honra do deus romano da guerra, o Marte afundou-se no Mar Báltico em 1564 durante uma batalha contra as forças dinamarquesas e alemãs. O enorme navio de guerra de três mastros tinha quase 61 metros de comprimento e transportava mais de 100 canhões e entre 800 a 900 marinheiros suecos e alemães no momento do naufrágio.

O local do naufrágio do Marte foi descoberto em 2011 pela equipa de Rönnby, perto da ilha sueca de Öland. As investigações iniciais do navio, situado a uma profundidade de cerca de 76 metros, indicaram que uma combinação de correntes lentas e um ambiente escuro e frio ajudaram a facilitar a notável preservação do navio de guerra de madeira.

Retirar o Marte da água é uma proposta extremamente dispendiosa e resultaria em danos desnecessários no casco e artefactos associados, pelo que a equipa de Rönnby optou por documentar o local recorrendo à fotogrametria e leituras por sonar multifeixe com uma precisão de cerca de 2 mm. As reconstruções resultantes irão permitir-lhes não só a reconstrução do próprio navio, como também do campo de batalha existente no local com um notável nível de preservação.

O projeto de investigação é beneficiário de financiamento por parte da National Geographic Society.

Segundo reza a lenda, o Marte estava amaldiçoado desde o início pelo facto dos seus canhões terem sido construídos com sinos de igreja derretidos, segundo Rönnby.

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