História

Antepassado Humano com 3,6 Milhões de Anos Finalmente Revelado ao Público

Conseguir montar o esqueleto do "Little Foot", o mais antigo esqueleto de hominídeo alguma vez encontrado no Sul de África, foi um esforço de mais de 20 anos. Sexta-feira, 15 Dezembro

Por Elaina Zachos

Foi revelado ao público, pela primeira vez, um esqueleto quase completo que data de há 3,67 milhões de anos.

No dia 6 de dezembro, foi apresentado no Hominin Vault do Instituto de Estudos Evolucionários da Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo, na África do Sul. Os restos mortais foram limpos e reconstruídos para nos revelar um esqueleto que tinha mais de 90% dos seus ossos intactos, menos algumas partes dos pés, da pélvis e das rótulas.

"É uma descoberta com muitas “primeiras vezes””, quem o diz em declarações prestadas ao Eyewitness News é Ron Clarke, um paleontólogo que contribuiu para a descoberta. "É o primeiro esqueleto completo de um adulto, é o primeiro que tem um braço e uma perna completa do mesmo indivíduo que podem ser comparados, e é também o mais antigo esqueleto alguma vez encontrado no Sul de África.”

O Little Foot foi um segredo bem mantido, desde que Clarke encontrou quatro fragmentos de pé, ao escavar através de uma caixa de ossos de animais nas grutas de Sterkfontein, na África do Sul, em 1994, e enviou mais investigadores em julho de 1997, para procurarem mais pistas. Desde então, os investigadores têm trabalhado imenso para escavar e preparar os fósseis para a sua apresentação, que acontece agora.

Clarke, juntamente com outros especialistas internacionais, irá lançar em breve mais de 25 artigos científicos sobre a investigação. Espera-se que os resultados sejam publicados durante o próximo ano.

Os esqueletos fossilizados são uma descoberta rara, e não existe, praticamente, registo de descobertas de esqueletos completos. Com um selo de idade de quase quatro milhões de anos, Little Foot rivaliza com o esqueleto mais nosso conhecido de Lucy, este encontrado no leste de África. Lucy tem cerca de 3,2 milhões de anos, tem apenas 40% dos ossos e perdeu a cabeça.

"Esta é uma das mais notáveis descobertas fósseis feitas na história da pesquisa sobre as origens humanas”, afirmou Clarke em conferência de imprensa. “E é um privilégio revelar hoje uma descoberta deste grau de importância.”

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