Halloween: Costumes, História, Mitos e Muito Mais

Conheça os factos sobre a história do Halloween e por que é que, nos dias de hoje, gostamos tanto de festejar este dia.

Friday, October 26, 2018,
Por Brian Handwerk, National Geographic
Uma assembleia de "bruxas" mascaradas juntas para um retrato de Halloween, por volta de 1910.

Uma assembleia de "bruxas" mascaradas para um retrato de Halloween, por volta de 1910.

Fotografia de TRANSCENDENTAL GRAPHICS, GETTY IMAGES

A MISTURA ATUAL DE festas e partidas está muito longe das antigas origens do Halloween. Com o passar dos séculos, a comemoração sofreu muitas mudanças, que resumiremos neste artigo.

PROGENITOR PAGÃO
As origens do Halloween remontam há mais de 2000 anos. Naquele que consideramos ser o dia 1 de novembro, os povos celtas da Europa comemoravam o seu Dia de Ano Novo, denominado "Samhain" (SAH-win).

Na véspera do Samhain, aquilo que conhecemos como Halloween, acreditava-se que os espíritos caminhavam na Terra à medida que faziam a passagem para o outro lado. Fadas, demónios e outras criaturas também habitavam a Terra. 

MÁSCARAS CELTAS
Além de sacrificarem animais para os deuses e de se reunirem à volta de fogueiras, os Celtas utilizavam frequentemente máscaras, provavelmente feitas a partir de peles de animais, para confundirem os espíritos e, talvez, evitarem serem possuídos, isto de acordo com o American Folklife Center na Biblioteca do Congresso dos EUA.

Ao utilizarem máscaras ou ao escurecerem o rosto, os Celtas também imitavam antepassados falecidos.

Jovens homens vestiam-se de mulheres e vice-versa, assinalando uma quebra temporária das divisões sociais normais.

Numa espécie de primórdios da atual "Doçura ou travessura", diz-se que os Celtas mascarados de espíritos iam de casa em casa praticando tolices em troca de comida e bebida — uma prática talvez inspirada por um costume antigo de deixar comida e bebida à porta de casa como oferendas a seres supernaturais.

INFLUÊNCIA CRISTÃ NO HALLOWEEN
O Samhain transformou-se mais tarde, quando os líderes cristãos optaram pelos feriados religiosos. No século VII, o Papa Bonifácio IV decretou o dia 1 de novembro o Dia de Todos os Santos ou "All Hallow's Day".

A noite anterior ao Samhain continuou a efetuar-se com fogueiras, trajes e paradas, mas com um novo nome: "All Hallow's Eve" — que mais tarde deu origem a "Halloween".

O HALLOWEEN CHEGA AOS EUA
Os emigrantes europeus trouxeram o Halloween para os EUA e esta celebração tornou-se verdadeiramente popular por volta de 1800, quando se verificou o boom da emigração irlandesa para os EUA.

Anoka, Minnesota, poderá ser o local oficial da celebração mais antiga do Halloween nos EUA. No início de 1920, a cidade começou a organizar uma parada e fogueira.

Os historiadores de Anoka quiseram reduzir as partidas do Halloween que provocavam a perda de vacas na rua principal e viravam latrinas de pernas para o ar.

ACREDITA EM MAGIA?
Mais de um terço dos norte-americanos afirma acreditar em fantasmas, isto de acordo com uma sondagem realizada pela AP/Ipsos antes do Halloween de 2007. 23% afirma ter visto um fantasma ou sentido a sua presença.

Segundo a mesma sondagem, cerca de uma em cada cinco pessoas acredita em feitiços ou bruxaria.

LENDAS URBANAS DO HALLOWEEN
Algumas histórias assustadoras do Halloween não desaparecem — mesmo que existam poucos factos que justifiquem o susto.

Por exemplo: os cultos satânicos. Muito mais comuns na ficção do que na realidade, dizia-se que implicavam sacrifícios de gatos pretos no Halloween.

Mas os especialistas afirmam que existem poucas provas que justifiquem tais receios e que os poucos incidentes isolados envolvendo maus-tratos de gatos pretos eram obra de pessoas sós e perturbadas e, frequentemente, adolescentes.

Os doces pintados e com veneno, agulhas ou lâminas são outros exemplos de receios infundados do Halloween.

Mas o sociólogo Joel Best afirmou em 2010 que os rumores com os doces perigosos podem ser manifestações de medos e ansiedades sobre o futuro. Num mundo onde tantas ameaças parecem incontroláveis, como o terrorismo, a queda das bolsas de valores etc., poderá ser reconfortante para os pais se concentrarem em calamidades que se podem evitar, tal como uma criança morder uma maçã perfurante, afirmou Best, da Universidade de Delaware.

Best realizou um estudo de alegados incidentes de doces pintados do Halloween.

"Não tenho conseguido encontrar relatos fundamentados de crianças mortas ou gravemente feridas por doces contaminados obtidos durante o processo de Doçura ou Travessura", escreveu.

 

O presente artigo foi publicado originalmente em inglês, em outubro de 2013, no site nationalgeographic.com

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