História

Guerra Civil de Angola: de 1975 aos Dias de Hoje

Da guerra civil à atualidade. Uma viagem pela história de Angola.quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Por National Geographic
Pescador angolano

Angola viveu durante mais de 25 anos com medo e angústia. A Guerra Civil de Angola domou o país entre 1975 e 2002, tendo início na época da independência do país em relação a Portugal, e contou com mais de 500.000 soldados e civis mortos. A população acabou por sofrer as consequências daquela que foi considerada a mais mortífera e longa guerra civil africana.

Após a revolução de 25 de Abril de 1974, Portugal concedeu a independência a todas as colónias. Angola ergue a sua bandeira a 11 de novembro de 1975, depois da assinatura do Acordo de Alvor. Foi depois deste acordo que as forças conjuntas do Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA), a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) e a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) criaram um governo transitório.

Em menos de um ano, este governo desintegrou-se e, com a ajuda da URSS e dos militares cubanos, o MPLA passou a controlar grande parte de Angola, com José dos Santos na frente.

Indiretamente, o Governo dos Estados Unidos da América, do Brasil e de África do Sul decidem financiar a UNITA, fornecendo armas, munições, relatórios de inteligência e mercenários.

Estrada do Chitato, Angola

A luta prolongou-se até 1991, até um acordo temporário ser lançado, conhecido como Acordos de Bicesse. Este acordo significava cessar-fogo de imediato e remover todas as tropas cubanas e sul-africanas e determinou um novo governo nacional e respetivo exército, juntamente com as primeiras eleições multipartidárias de Angola.

Após um ano, o candidato do MPLA, José dos Santos, obtém 49% dos votos, contra Dr. Jonas Savimbi, que obteve apenas 40% dos votos da população. Este último, ao contestar o resultado, a UNIDA retoma novamente a guerra contra o MPLA.

Angola volta a mergulhar numa guerra civil brutal até à assinatura do Protocolo de Lusaca, em novembro de 1994. Este protocolo visava estabelecer a paz, mas esta manteve-se por pouco tempo. Os confrontos militares só terminaram em 2002, com a morte de Jonas Savimbi e de muitos milhares de civis e militares mortos e cerca de um milhão de refugiados dispersos pelas várias regiões dos países vizinhos.

A economia, assim como toda a população, sofreu as consequências de toda esta guerra civil. Porém, com o fim da guerra, o governo angolano decidiu investir na exploração dos recursos naturais mais importantes que tem em seu poder, incluindo petróleo e diamantes, e em outras áreas, apesar de continuar na lista dos países com baixo índice de desenvolvimento humano.

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