Dia Internacional da Paz: Portugueses que Lutaram pela Paz

Três portugueses que merecem ser relembrados no Dia Internacional da Paz por terem lutado pela mesma causa de Nelson Mandela.quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Por National Geographic

O Dia Internacional da Paz é celebrado todos os anos, a 21 de setembro. Esta comemoração que teve início em setembro de 1982, foi estabelecida pelas Nações Unidas. O objetivo desta iniciativa passa por sensibilizar a população em geral para a necessidade da paz no mundo e para a promoção de atos que ponham fim aos conflitos entre povos e a consagração da paz a nível global.

São várias as atividades e iniciativas desenvolvidas neste dia, nomeadamente concertos, exposições, palestras, caminhadas e homenagens àqueles que lutaram pela paz, tal como Nelson Mandela ou até mesmo portugueses.

Nelson Mandela – o símbolo da paz
Nelson Mandela, ou Madiba, foi um dos principais impulsionadores da luta pelos direitos humanos, pela paz e pela igualdade racial. A sua causa contribuiu para o fim do Apartheid, tendo sido perseguido e preso durante 27 anos. Após ter recusado a sua liberdade em troca da luta pelos seus direitos, apenas em 1990 foi solto e pôde dar continuidade à luta por uma África do Sul mais justa, levando-o a ocupar a presidência do país em 1994, até 1999. Foi um dos maiores líderes do país e, pelos seus feitos, recebeu inúmeros prémios, incluindo o Nobel da Paz em 1993.

Portugueses que lutaram pela Paz
São inúmeras as razões para lutar pela paz no mundo. Gilberto Martins, escolheu o futebol. É português, mas nasceu em Joanesburgo (África do Sul). Estudou Arquitetura na University of Witwatersrand, uma Universidade em Joanesburgo, e hoje, é diretor-geral adjunto da Road Traffic Management Corporation.

Enquanto estudava, foi convidado para jogar por um dos maiores clubes do país e um símbolo do Soweto. Foi aqui que teve contacto com a outra sociedade do apartheid – homens e mulheres escondidos no Soweto -, tendo-se juntado, em 1982, aos resistentes do ANC, o partido de Nelson Mandela, para combater o apartheid. Foi também neste ano que foi preso pela primeira vez por lutar por esta causa clandestinamente.

Sempre que visita o Soweto, onde Baby Jake e Mandela viveram, recorda a sua vida naquele tempo e orgulha-se das obras públicas das quais foi responsável no Governo, entre elas escolas, pavilhões, centro de toxicodependentes, entre outros.

Sebastião Magalhães Lima o único português a ser nomeado para o Nobel da Paz, em 1909. O jornalista, escritor, republicano e pacifista português, membro da Geração de 70, foi fundador do jornal “O Século”, da Liga Portuguesa da Paz, em 1899, e da Liga Portuguesa dos Direitos do Homem, em 1921. Foi uma das figuras mais emblemáticas do republicanismo em Portugal no século XIX. Um modelo de honestidade e coerência em relação aos seus ideais. Abdicava da sua vida para defender a Liberdade e a paz.

Se há quem escolha o futebol para promover a paz no mundo, Maria de Medeiros escolheu as artes. É a primeira artista portuguesa escolhida pela UNESCO para a paz, passando a ter um papel ativo na promoção dos valores e atividades da ONU para a educação artística, ciência, artes vivas, criatividade e cultura em todo o mundo.

Maria Medeiros juntou-se, em 2008, ao grupo de artistas defensores da paz da UNESCO, lutando a par com individualidades do mundo das artes como Céline Dion, Gilberto Gil, Marisa Berenson e Joaquin Cortés. A nomeação deu-se em Paris, com um concerto alusivo à Paz.

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