Dia Internacional da Paz: Portugueses que Lutaram pela Paz

Três portugueses que merecem ser relembrados no Dia Internacional da Paz por terem lutado pela mesma causa de Nelson Mandela.

Publicado 18/09/2019, 11:42 WEST, Atualizado 5/11/2020, 06:02 WET
Nelson Mandela num evento na Biblioteca do Congresso, com membros do Congressional Black Caucus.
Nelson Mandela num evento na Biblioteca do Congresso, com membros do Congressional Black Caucus.
Fotografia de Library of Congress

O Dia Internacional da Paz é celebrado todos os anos, a 21 de setembro. Esta comemoração que teve início em setembro de 1982, foi estabelecida pelas Nações Unidas. O objetivo desta iniciativa passa por sensibilizar a população em geral para a necessidade da paz no mundo e para a promoção de atos que ponham fim aos conflitos entre povos e a consagração da paz a nível global.

São várias as atividades e iniciativas desenvolvidas neste dia, nomeadamente concertos, exposições, palestras, caminhadas e homenagens àqueles que lutaram pela paz, tal como Nelson Mandela ou até mesmo portugueses.

Nelson Mandela – o símbolo da paz
Nelson Mandela, ou Madiba, foi um dos principais impulsionadores da luta pelos direitos humanos, pela paz e pela igualdade racial. A sua causa contribuiu para o fim do Apartheid, tendo sido perseguido e preso durante 27 anos. Após ter recusado a sua liberdade em troca da luta pelos seus direitos, apenas em 1990 foi solto e pôde dar continuidade à luta por uma África do Sul mais justa, levando-o a ocupar a presidência do país em 1994, até 1999. Foi um dos maiores líderes do país e, pelos seus feitos, recebeu inúmeros prémios, incluindo o Nobel da Paz em 1993.

Portugueses que lutaram pela Paz
São inúmeras as razões para lutar pela paz no mundo. Gilberto Martins, escolheu o futebol. É português, mas nasceu em Joanesburgo (África do Sul). Estudou Arquitetura na University of Witwatersrand, uma Universidade em Joanesburgo, e hoje, é diretor-geral adjunto da Road Traffic Management Corporation.

Enquanto estudava, foi convidado para jogar por um dos maiores clubes do país e um símbolo do Soweto. Foi aqui que teve contacto com a outra sociedade do apartheid – homens e mulheres escondidos no Soweto -, tendo-se juntado, em 1982, aos resistentes do ANC, o partido de Nelson Mandela, para combater o apartheid. Foi também neste ano que foi preso pela primeira vez por lutar por esta causa clandestinamente.

Sempre que visita o Soweto, onde Baby Jake e Mandela viveram, recorda a sua vida naquele tempo e orgulha-se das obras públicas das quais foi responsável no Governo, entre elas escolas, pavilhões, centro de toxicodependentes, entre outros.

Sebastião Magalhães Lima o único português a ser nomeado para o Nobel da Paz, em 1909. O jornalista, escritor, republicano e pacifista português, membro da Geração de 70, foi fundador do jornal “O Século”, da Liga Portuguesa da Paz, em 1899, e da Liga Portuguesa dos Direitos do Homem, em 1921. Foi uma das figuras mais emblemáticas do republicanismo em Portugal no século XIX. Um modelo de honestidade e coerência em relação aos seus ideais. Abdicava da sua vida para defender a Liberdade e a paz.

Se há quem escolha o futebol para promover a paz no mundo, Maria de Medeiros escolheu as artes. É a primeira artista portuguesa escolhida pela UNESCO para a paz, passando a ter um papel ativo na promoção dos valores e atividades da ONU para a educação artística, ciência, artes vivas, criatividade e cultura em todo o mundo.

Maria Medeiros juntou-se, em 2008, ao grupo de artistas defensores da paz da UNESCO, lutando a par com individualidades do mundo das artes como Céline Dion, Gilberto Gil, Marisa Berenson e Joaquin Cortés. A nomeação deu-se em Paris, com um concerto alusivo à Paz.

Continuar a Ler