História de Hong Kong em Ilustrações

O “estatuto especial” deste poderoso território é o resultado de dois séculos de crescimento, tumultos e mudanças.segunda-feira, 2 de setembro de 2019

12 DE JUNHO, 2019 
Depois de uma série de protestos violentos e tentativas de invasão do parlamento, a segunda leitura do projeto de extradição é adiada. A polícia responde com gás lacrimogéneo e balas de borracha, ferindo 80 pessoas. As autoridades chinesas e de Hong Kong consideram os confrontos um "motim". Os manifestantes exigem que tais alegações sejam retiradas e mudam de tática, realizando protestos inesperados em edifícios governamentais e em zonas distantes dos Novos Territórios.
12 DE JUNHO, 2019 Depois de uma série de protestos violentos e tentativas de invasão do parlamento, a segunda leitura do projeto de extradição é adiada. A polícia responde com gás lacrimogéneo e balas de borracha, ferindo 80 pessoas. As autoridades chinesas e de Hong Kong consideram os confrontos um "motim". Os manifestantes exigem que tais alegações sejam retiradas e mudam de tática, realizando protestos inesperados em edifícios governamentais e em zonas distantes dos Novos Territórios.
fotografia de ADOLFO ARRANZ, NATIONAL GEOGRAPHIC
Cidade de Hong Kong
Cidade de Hong Kong
fotografia de Soren Walljasper, National Geographic

Lar de mais de 7 milhões de pessoas, Hong Kong fervilha de vida. Mas também protesta a favor da democracia há várias semanas, com milhões de pessoas a saírem às ruas para exigir autodeterminação política e autonomia pessoal. Não é a primeira vez que isto acontece: Hong Kong tem uma história de rápido crescimento, turbulência política e exigências contínuas. Eis 25 momentos poderosos da longa história de Hong Kong:

ANTES DE 1800
A pequena ilha de Hong Kong é uma comunidade pesqueira de águas paradas governada pela China. Os comerciantes britânicos trocam ilegalmente ópio da Índia por produtos chineses, como chá, seda e porcelana, preparando o terreno para uma disputa comercial violenta. O ópio torna-se num problema sério para a China. Em 1839, a China tem 10 milhões de fumadores de ópio e quase 2 milhões de dependentes.
ANTES DE 1800 A pequena ilha de Hong Kong é uma comunidade pesqueira de águas paradas governada pela China. Os comerciantes britânicos trocam ilegalmente ópio da Índia por produtos chineses, como chá, seda e porcelana, preparando o terreno para uma disputa comercial violenta. O ópio torna-se num problema sério para a China. Em 1839, a China tem 10 milhões de fumadores de ópio e quase 2 milhões de dependentes.
SETEMBRO 1839-1842 
A China tenta suprimir o comércio de ópio da Grã-Bretanha, destruindo o ópio contrabandeado e punindo os traficantes. Em resposta, a Grã-Bretanha emite um ultimato. A Primeira Guerra do Ópio que se segue ceifa 520 vidas britânicas e perto de 20.000 chinesas. É uma derrota crucial para a China.
SETEMBRO 1839-1842 A China tenta suprimir o comércio de ópio da Grã-Bretanha, destruindo o ópio contrabandeado e punindo os traficantes. Em resposta, a Grã-Bretanha emite um ultimato. A Primeira Guerra do Ópio que se segue ceifa 520 vidas britânicas e perto de 20.000 chinesas. É uma derrota crucial para a China.
JANEIRO 1, 1842 
O Tratado de Nanquim é assinado pela China e pela Grã-Bretanha, cedendo a ilha de Hong Kong aos britânicos de forma permanente. É o primeiro de três "tratados desiguais" que a China assina com a Grã-Bretanha. Nos 56 anos que se seguem, vai perder o controlo das três principais regiões de Hong Kong.
JANEIRO 1, 1842 O Tratado de Nanquim é assinado pela China e pela Grã-Bretanha, cedendo a ilha de Hong Kong aos britânicos de forma permanente. É o primeiro de três "tratados desiguais" que a China assina com a Grã-Bretanha. Nos 56 anos que se seguem, vai perder o controlo das três principais regiões de Hong Kong.
1856-1860 
Desponta a Segunda Guerra do Ópio entre o Reino Unido, o Império Francês e a China. E termina com a Convenção de Pequim, que cede a Península de Kowloon e a Ilha Stonecutters à Grã-Bretanha. No fim da guerra, as tropas britânicas e francesas destroem os Palácios de Verão de Pequim. Cerca de 30.000 chineses são mortos ou feridos; do lado ocidental registam-se apenas 2.900 baixas.
1856-1860 Desponta a Segunda Guerra do Ópio entre o Reino Unido, o Império Francês e a China. E termina com a Convenção de Pequim, que cede a Península de Kowloon e a Ilha Stonecutters à Grã-Bretanha. No fim da guerra, as tropas britânicas e francesas destroem os Palácios de Verão de Pequim. Cerca de 30.000 chineses são mortos ou feridos; do lado ocidental registam-se apenas 2.900 baixas.
1898 
A Grã-Bretanha recebe um contrato de 99 anos de cedência gratuita dos Novos Territórios. Vagas maciças de imigrantes da China continental começam a chegar a Hong Kong. O comércio internacional, as escolas, os bancos e as empresas ao estilo ocidental também chegam à ilha. Hong Kong transforma-se no centro comercial da região.
1898 A Grã-Bretanha recebe um contrato de 99 anos de cedência gratuita dos Novos Territórios. Vagas maciças de imigrantes da China continental começam a chegar a Hong Kong. O comércio internacional, as escolas, os bancos e as empresas ao estilo ocidental também chegam à ilha. Hong Kong transforma-se no centro comercial da região.
1937 
Com as forças japonesas a aproximarem-se de Hong Kong, após o início da Guerra Sino-Japonesa, milhares de pessoas fogem da China continental para a cidade. Bombas japonesas caem no território de Hong Kong. Contudo, Hong Kong está protegida dos efeitos totais da guerra devido ao seu estatuto de colónia britânica.
1937 Com as forças japonesas a aproximarem-se de Hong Kong, após o início da Guerra Sino-Japonesa, milhares de pessoas fogem da China continental para a cidade. Bombas japonesas caem no território de Hong Kong. Contudo, Hong Kong está protegida dos efeitos totais da guerra devido ao seu estatuto de colónia britânica.
1941-1945 
O Japão invade e ocupa Hong Kong. Durante a ocupação, a população de Hong Kong diminui de 1.6 milhões para 600.000.
1941-1945 O Japão invade e ocupa Hong Kong. Durante a ocupação, a população de Hong Kong diminui de 1.6 milhões para 600.000.
1946 
A Grã-Bretanha retoma o controlo sobre o governo civil.
1946 A Grã-Bretanha retoma o controlo sobre o governo civil.
1949 
No continente, os comunistas de Mao Zedong saem vencedores da Revolução Chinesa. A guerra civil obriga centenas de milhares de pessoas a fugir para Hong Kong, levando à criação de enormes núcleos de povoamento. Por mês chegam cerca de 100.000 pessoas que trazem consigo uma variedade estonteante de dialetos, idiomas e tradições. A população de Hong Kong aumenta de 600.000, em 1945, para 2.5 milhões, em 1956.
1949 No continente, os comunistas de Mao Zedong saem vencedores da Revolução Chinesa. A guerra civil obriga centenas de milhares de pessoas a fugir para Hong Kong, levando à criação de enormes núcleos de povoamento. Por mês chegam cerca de 100.000 pessoas que trazem consigo uma variedade estonteante de dialetos, idiomas e tradições. A população de Hong Kong aumenta de 600.000, em 1945, para 2.5 milhões, em 1956.
Anos 50
A economia de Hong Kong começa a ganhar tração enquanto centro de manufaturação e os níveis de vida aumentam. Mas a crescente agitação entre a população, devido à desigualdade de rendimentos e às más condições de trabalho, também se começa a manifestar.
Anos 50 A economia de Hong Kong começa a ganhar tração enquanto centro de manufaturação e os níveis de vida aumentam. Mas a crescente agitação entre a população, devido à desigualdade de rendimentos e às más condições de trabalho, também se começa a manifestar.
Anos 60
Esta década tumultuosa é marcada por motins, distúrbios civis e ansiedade social, para além de desastres naturais, como secas e tufões. Em resposta, o governo delineia reformas sociais ambiciosas para combater a corrupção e aumentar as oportunidades na educação. Numa sociedade cada vez mais multicultural, a incerteza dá origem a um sentimento de coesão social.
Anos 60 Esta década tumultuosa é marcada por motins, distúrbios civis e ansiedade social, para além de desastres naturais, como secas e tufões. Em resposta, o governo delineia reformas sociais ambiciosas para combater a corrupção e aumentar as oportunidades na educação. Numa sociedade cada vez mais multicultural, a incerteza dá origem a um sentimento de coesão social.
Anos 70
Hong Kong emerge como um "Tigre Asiático" – um centro financeiro internacional. Mao Zedong é substituído pelo mais moderado Deng Xiaoping que implementa uma política de "abertura e reforma".
A Grã-Bretanha, a caminho de terminar o seu contrato de cedência de 99 anos nos Novos Territórios, aborda Deng sobre a continuidade da sua administração. Deng mantém a possibilidade de retomar a soberania, mas admite que a cidade tem um "estatuto especial". Nos bastidores, o Reino Unido começa a planear a sua saída.
Anos 70 Hong Kong emerge como um "Tigre Asiático" – um centro financeiro internacional. Mao Zedong é substituído pelo mais moderado Deng Xiaoping que implementa uma política de "abertura e reforma". A Grã-Bretanha, a caminho de terminar o seu contrato de cedência de 99 anos nos Novos Territórios, aborda Deng sobre a continuidade da sua administração. Deng mantém a possibilidade de retomar a soberania, mas admite que a cidade tem um "estatuto especial". Nos bastidores, o Reino Unido começa a planear a sua saída.
1984 
A primeira-ministra britânica Margaret Thatcher e o primeiro-ministro da China, Zhao Ziyang, assinam a Declaração Conjunta sobre o futuro de Hong Kong. A China declara que retomará, no dia 1 de julho de 1997, o controlo de Hong Kong.
A China compromete-se a conceder a Hong Kong um "elevado grau de autonomia" e permite eleições diretas na região até 2007. As autoridades começam a redigir uma constituição para a cidade, refletindo a política chinesa de "um estado, dois sistemas". Os cidadãos de Hong Kong atravessam uma onda crescente de incerteza – e interrogam-se porque razão não foram incluídos nas negociações.
1984 A primeira-ministra britânica Margaret Thatcher e o primeiro-ministro da China, Zhao Ziyang, assinam a Declaração Conjunta sobre o futuro de Hong Kong. A China declara que retomará, no dia 1 de julho de 1997, o controlo de Hong Kong. A China compromete-se a conceder a Hong Kong um "elevado grau de autonomia" e permite eleições diretas na região até 2007. As autoridades começam a redigir uma constituição para a cidade, refletindo a política chinesa de "um estado, dois sistemas". Os cidadãos de Hong Kong atravessam uma onda crescente de incerteza – e interrogam-se porque razão não foram incluídos nas negociações.
1989 
Em Hong Kong, mais de 1 milhão de pessoas protestam contra o massacre dos manifestantes pró-democracia na Praça de Tiananmen de Pequim. O massacre gera preocupações sobre a forma como a China irá governar Hong Kong e a sensação de anticomunismo começa a crescer.
1989 Em Hong Kong, mais de 1 milhão de pessoas protestam contra o massacre dos manifestantes pró-democracia na Praça de Tiananmen de Pequim. O massacre gera preocupações sobre a forma como a China irá governar Hong Kong e a sensação de anticomunismo começa a crescer.
1992 
Chris Patten, o último governador britânico de Hong Kong, anuncia reformas democráticas para as eleições locais de 1994 e legislativas de 1995, sem consultar a China. As autoridades de Pequim ficam furiosas e as negociações caem por terra. Hong Kong avança com as reformas, mas a China tem planos para as desmantelar assim que recuperar a cidade.
1992 Chris Patten, o último governador britânico de Hong Kong, anuncia reformas democráticas para as eleições locais de 1994 e legislativas de 1995, sem consultar a China. As autoridades de Pequim ficam furiosas e as negociações caem por terra. Hong Kong avança com as reformas, mas a China tem planos para as desmantelar assim que recuperar a cidade.
1 DE JULHO, 1997 
Hong Kong regressa oficialmente ao domínio chinês, depois de mais de 150 anos de controlo britânico. Um empresário de Xangai, Tung Chee-hwa, é escolhido para governar a nova Região Administrativa Especial de Hong Kong, mas é criticado pela forma como lida com a crise financeira asiática e por estar sob o jugo de Pequim.
1 DE JULHO, 1997 Hong Kong regressa oficialmente ao domínio chinês, depois de mais de 150 anos de controlo britânico. Um empresário de Xangai, Tung Chee-hwa, é escolhido para governar a nova Região Administrativa Especial de Hong Kong, mas é criticado pela forma como lida com a crise financeira asiática e por estar sob o jugo de Pequim.
MAIO 1998 
Realizam-se as primeiras eleições, e apesar das chuvas torrenciais, têm uma participação recorde. Os candidatos pró-democracia ganham com mais de 65% dos votos. Mas, com a nova estrutura eleitoral da cidade sob o domínio chinês, os candidatos a favor da democracia não ficam com a maioria na legislatura.
MAIO 1998 Realizam-se as primeiras eleições, e apesar das chuvas torrenciais, têm uma participação recorde. Os candidatos pró-democracia ganham com mais de 65% dos votos. Mas, com a nova estrutura eleitoral da cidade sob o domínio chinês, os candidatos a favor da democracia não ficam com a maioria na legislatura.
PRIMAVERA 2003 
China e Hong Kong são atingidos pela epidemia mortal SARS, um vírus respiratório que infeta 8.096 pessoas em todo o mundo e mata 774. No auge da epidemia, os habitantes de Hong Kong evitam os lugares públicos e o governo é criticado pela lentidão de resposta.
PRIMAVERA 2003 China e Hong Kong são atingidos pela epidemia mortal SARS, um vírus respiratório que infeta 8.096 pessoas em todo o mundo e mata 774. No auge da epidemia, os habitantes de Hong Kong evitam os lugares públicos e o governo é criticado pela lentidão de resposta.
JULHO 2003 
Cerca de meio milhão de pessoas marcham em protesto contra a tentativa de introdução do Artigo 23, uma lei de segurança nacional “antissubversão” que os críticos temem poder vir a restringir a liberdade de expressão. O projeto é retirado imediatamente, mas a proposta de lei enfrenta críticas internacionais e é vista como uma evidência do desejo da China em restringir a liberdade em Hong Kong.
JULHO 2003 Cerca de meio milhão de pessoas marcham em protesto contra a tentativa de introdução do Artigo 23, uma lei de segurança nacional “antissubversão” que os críticos temem poder vir a restringir a liberdade de expressão. O projeto é retirado imediatamente, mas a proposta de lei enfrenta críticas internacionais e é vista como uma evidência do desejo da China em restringir a liberdade em Hong Kong.
ABRIL 2004 
A China exige aprovação prévia para quaisquer mudanças nas leis eleitorais de Hong Kong, ficando efetivamente com poder de veto sobre quaisquer movimentos democráticos. A confiança no compromisso de Pequim para com a democracia em Hong Kong cai abruptamente e, em julho, meio milhão de pessoas participam em protestos pró-democracia.
ABRIL 2004 A China exige aprovação prévia para quaisquer mudanças nas leis eleitorais de Hong Kong, ficando efetivamente com poder de veto sobre quaisquer movimentos democráticos. A confiança no compromisso de Pequim para com a democracia em Hong Kong cai abruptamente e, em julho, meio milhão de pessoas participam em protestos pró-democracia.
JULHO 2006 
Dezenas de milhares de pessoas marcham num comício pró-democracia. As marchas continuam durante todo o mês de julho, com exigências dos cidadãos por um sufrágio universal, proteção à liberdade de expressão e um regime democrático.
JULHO 2006 Dezenas de milhares de pessoas marcham num comício pró-democracia. As marchas continuam durante todo o mês de julho, com exigências dos cidadãos por um sufrágio universal, proteção à liberdade de expressão e um regime democrático.
AGOSTO 2014 
A legislatura chinesa exclui as eleições abertas em Hong Kong, informando que, nas eleições para posições políticas de topo, só permite a participação de candidatos aprovados por Pequim.
Seguem-se uma onda de protestos e atos de desobediência civil. Os estudantes entram em greve, os cidadãos participam em manifestações enormes e ocupam o centro da cidade durante semanas. O movimento falha e muitos dos líderes, que são estudantes, são presos. Mas também galvaniza o apoio à causa e, nas eleições seguintes, surgem ainda mais candidatos a favor de um governo democrático.
AGOSTO 2014 A legislatura chinesa exclui as eleições abertas em Hong Kong, informando que, nas eleições para posições políticas de topo, só permite a participação de candidatos aprovados por Pequim. Seguem-se uma onda de protestos e atos de desobediência civil. Os estudantes entram em greve, os cidadãos participam em manifestações enormes e ocupam o centro da cidade durante semanas. O movimento falha e muitos dos líderes, que são estudantes, são presos. Mas também galvaniza o apoio à causa e, nas eleições seguintes, surgem ainda mais candidatos a favor de um governo democrático.
FEVEREIRO – MARÇO 2019 
O governo de Hong Kong anuncia planos para um projeto de lei que, pela primeira vez, iria permitir extradições de Hong Kong para a China continental. Os críticos afirmam que esta lei ameaça a independência de Hong Kong e que a extradição pode ser usada para silenciar os críticos da soberania chinesa. Milhões de pessoas marcham em protesto nas manifestações pacíficas que se seguem.
FEVEREIRO – MARÇO 2019 O governo de Hong Kong anuncia planos para um projeto de lei que, pela primeira vez, iria permitir extradições de Hong Kong para a China continental. Os críticos afirmam que esta lei ameaça a independência de Hong Kong e que a extradição pode ser usada para silenciar os críticos da soberania chinesa. Milhões de pessoas marcham em protesto nas manifestações pacíficas que se seguem.
12 DE JUNHO, 2019 
Depois de uma série de protestos violentos e tentativas de invasão do parlamento, a segunda leitura do projeto de extradição é adiada. A polícia responde com gás lacrimogéneo e balas de borracha, ferindo 80 pessoas. As autoridades chinesas e de Hong Kong consideram os confrontos um "motim". Os manifestantes exigem que tais alegações sejam retiradas e mudam de tática, realizando protestos inesperados em edifícios governamentais e em zonas distantes dos Novos Territórios.
12 DE JUNHO, 2019 Depois de uma série de protestos violentos e tentativas de invasão do parlamento, a segunda leitura do projeto de extradição é adiada. A polícia responde com gás lacrimogéneo e balas de borracha, ferindo 80 pessoas. As autoridades chinesas e de Hong Kong consideram os confrontos um "motim". Os manifestantes exigem que tais alegações sejam retiradas e mudam de tática, realizando protestos inesperados em edifícios governamentais e em zonas distantes dos Novos Territórios.
fotografia de ADOLFO ARRANZ, NATIONAL GEOGRAPHIC
AGOSTO 2019 
Hong Kong é palco de manifestações e confrontos entre a polícia e os manifestantes pró-democracia. Os manifestantes invadem o aeroporto e enfrentam a polícia em edifícios governamentais e nos distritos turísticos e comerciais. São presas centenas de pessoas. A China ameaça responder de forma violenta. 
Os manifestantes fazem as suas exigências: a retirada do projeto de extradição, investigações sobre o uso excessivo da força por parte das autoridades, a retirada da acusação de "motim" e a libertação dos presos. Os manifestantes ainda não conseguiram o que pretendem – mas os protestos também não dão sinais de abrandamento.
AGOSTO 2019 Hong Kong é palco de manifestações e confrontos entre a polícia e os manifestantes pró-democracia. Os manifestantes invadem o aeroporto e enfrentam a polícia em edifícios governamentais e nos distritos turísticos e comerciais. São presas centenas de pessoas. A China ameaça responder de forma violenta. Os manifestantes fazem as suas exigências: a retirada do projeto de extradição, investigações sobre o uso excessivo da força por parte das autoridades, a retirada da acusação de "motim" e a libertação dos presos. Os manifestantes ainda não conseguiram o que pretendem – mas os protestos também não dão sinais de abrandamento.

Este artigo foi publicado originalmente em inglês no site nationalgeographic.com

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