Alguns Cumprimentos Alternativos Sugeridos Pelos Nossos Leitores 🖖

Enquanto lidamos com a COVID-19, os leitores da National Geographic do mundo inteiro sugerem novas saudações.quarta-feira, 25 de março de 2020

Beijos no ar. Namaste. A saudação Vulcan (acima) inspirada na série Star Trek. O aceno neozelandês. E nada de cotoveladas. Estas são algumas das dezenas de sugestões enviadas pelos nossos leitores para substituir o aperto de mão repleto de germes.

As alterações repentinas nas tradições, recomendadas pelas autoridades de saúde, afetaram um pouco de tudo, sejam os costumes nas igrejas do mundo inteiro, onde os apertos de mão eram essenciais, aos Maori da Nova Zelândia, que tradicionalmente esfregavam o nariz em saudação.

Debra Adams Simmons, da National Geographic, parece ter tocado num ponto sensível quando levantou esta questão na nossa newsletter. Aparentemente, estamos todos a lutar com o decoro social, questionando tradições que remontam à Grécia antiga, enquanto tentamos evitar um surto mortal.

Os beijos no ar são a solução, diz Dave Sharpe, de Toronto, uma das quase 100 pessoas que enviaram um mail nas primeiras horas que se seguiram à publicação da newsletter: “Bater com os punhos parece uma atitude de ‘balneário’ e as cotoveladas são simplesmente uma idiotice. Mas soprar um beijo, pelo menos, revela algum afeto e carinho que são bem compreendidos. Mesmo entre amigos do sexo masculino, pode ajudar a quebrar algumas das inibições grosseiras que alguns homens parecem ter sobre a demonstração de afeto.”

“NADA DE COTOVELADAS”, concorda energeticamente Angie Garcia Johnson. “Não nos disseram para espirrarmos e tossirmos para as pregas dos cotovelos?”

Anna Wego, de Auckland, sugere o aceno neozelandês: “Creio que um pequeno aceno com a cabeça (como se fazia antigamente) é um bom substituto.” Os membros dos Ngāti Kahungunu, um povo Maori da Nova Zelândia, substituíram a tradicional saudação hongi – que essencialmente é um esfregar de narizes – com cada pessoa a inclinar a cabeça para trás e a levantar as sobrancelhas, escreve Margot Macphail.

Muitos dos leitores preferem a saudação “vida longa e próspera feita por Leonard Nimoy no papel de Spock em Star Trek. Durante estes dias de incerteza, tanto “vida longa” como “próspera” são coisas que têm impacto!

Outros leitores aconselham-nos a fazer uma vénia ou a juntarmos as palmas das mãos em saudação. “Sem tocar, sem contacto, mas com um movimento de respeito”, escreve Don Uyeshima. E nos EUA, alguns quacres, para quem o aperto de mão era uma parte essencial de uma missa, substituíram essa saudação pelo Namaste, escreveu Karin McAdams, membro da Reunião Quacre Penn Valley, em Kansas City, no Missouri.

A leitora Jody Wall prefere algo semelhante. “Uma saudação que me agrada, quando encontro alguém que conheço, é colocar a minha mão junto ao meu coração.”

E o leitor James Henrie sugere um “howdy”, um cumprimento tipicamente americano. James imagina um cenário parecido com o do filme O Comboio Apitou Três Vezes, onde as pessoas ficam a uma certa distância. “Podemos fazer de cowboy e levantar e baixar ligeiramente a mão esquerda, a direita, ou ambas, em forma de pistola, para reconhecer de forma respeitosa a presença de outra pessoa”, diz James. “Para mim, funciona!”

A leitora Laura Lee Klump não quer fingir que está envolvida em tiroteios, mas concorda que abandonar o aperto de mão faz sentido – e diz que é uma melhoria para a humanidade.

“Hoje em dia, em vez de darmos um aperto de mão, não será mais educado sorrirmos uns para os outros, com alguma distância, e comunicarmos com os nossos corações?”
 

Este artigo foi publicado originalmente em inglês no site nationalgeographic.com.

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