Imagens que mostram o caos da invasão russa na Ucrânia

A operação militar russa na Ucrânia está a ser realizada por mar, terra e ar. Eis como parece ao nível do terreno.

Um militar ucraniano espera até que um ataque de morteiro termine nas linhas da frente, no leste da Ucrânia, enquanto enormes destacamentos militares russos se juntam à invasão. Mais de 40 soldados ucranianos foram mortos na quinta-feira passada, de acordo com as reportagens.

Fotografia por Anatolii Stepanov, AFP / Getty Images
Publicado 28/02/2022, 12:25

Cenas de caos envolveram a capital ucraniana na quinta-feira passada, depois de os seus habitantes terem sido acordados antes do amanhecer ao som de mísseis a cair sobre Kiev. A segunda maior cidade do país, Kharkiv, que faz fronteira na região nordeste com a Rússia, lidou com um fluxo constante de explosões. Ao longo do dia, as autoestradas ficaram congestionadas devido aos veículos dos civis que tentavam desesperadamente fugir das cidades bombardeadas; milhares de pessoas abrigaram-se nas estações de metro; e refugiados com mochilas começaram a chegar às passagens fronteiriças.

Os líderes mundiais dizem que esta escalada de violência, que a Rússia descreve como uma “operação militar especial” e os Estados Unidos rotulam de “guerra premeditada”, tornou-se na maior ameaça à paz na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Recrutas do exército russo embarcam num comboio após uma cerimónia de despedida na estação ferroviária de Sebastopol, na Crimeia. Milhares de tropas russas foram enviadas por mar, terra e ar para ajudar a invadir a Ucrânia.

Fotografia por Konstantin Mihalchevskiy, Sputnik / AP

Homens e mulheres seguram espingardas durante um exercício militar para civis realizado pelo Movimento dos Veteranos de Zakarpattia, na vila de Siurte, na região oeste da Ucrânia. Embora o leste da Ucrânia tenha laços fortes com a Rússia, a região oeste tem como objetivo alinhar-se com os países da NATO.

Fotografia por SIPA / AP

A invasão russa da Ucrânia tem sido feita por mar, terra e ar. Centenas de mísseis foram disparados sobre a Ucrânia, visando alvos militares como aeródromos, quartéis e paióis de munições. Colunas de soldados russos têm cruzado as fronteiras da Rússia e da Bielorrússia, de acordo com as reportagens, e tropas adicionais têm desembarcado nas costas do sul. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou um recolher obrigatório e decretou a lei marcial.

Uma coluna de veículos blindados russos move-se ao longo de uma estrada na Crimeia. Antes de a invasão começar, a presença de cerca de 100.000 soldados russos perto da fronteira ucraniana foi condenada internacionalmente, mas Moscovo negou ter planos para lançar um ataque.

Fotografia por Ap

Um dia antes do início da invasão russa, os soldados ucranianos eram vistos no norte de Donetsk, território da Ucrânia que é reconhecido como independente pela Rússia e os seus aliados. Putin ordenou o envio de tropas russas para as duas regiões separatistas no leste da Ucrânia após o reconhecimento russo da sua independência.

Fotografia por Wolfgang Schwan, Anadolu Agency / Getty Images
Esquerda: Superior:

Um membro do exército russo dispara um obus durante os exercícios feitos na cordilheira de Kuzminsky, na região sul de Rostov, na Rússia, no final de janeiro.

Fotografia por Sergey Pivovarov, Reuters
Direita: Fundo:

Fumo eleva-se sobre uma base de defesa aérea após um aparente ataque russo em Mariupol, na Ucrânia, na quinta-feira passada. Foram ouvidas grandes explosões antes do amanhecer nas maiores cidades da Ucrânia, e os líderes mundiais denunciaram imediatamente o início da invasão russa.

Fotografia por Evgeniy Maloletka, AP

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que quer “desmilitarizar” a Ucrânia, mas tanto os analistas como os historiadores acreditam que Putin receia a aliança da Ucrânia com o Ocidente e vê as perspetivas de o país poder ingressar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) como uma ameaça à segurança da Rússia.

A Rússia e a Ucrânia têm mais de mil anos de história partilhada, que tem sido pautada por guerra, fome e políticas de identidade. Os séculos de guerras europeias separaram e uniram as duas nações sob diferentes impérios e repúblicas. A Ucrânia teve breves momentos de independência no início do século XX, mas foi rapidamente absorvida como uma república da antiga União Soviética em 1922.

A Ucrânia conquistou a independência quando a União Soviética entrou em colapso em 1991 e obteve um acordo assinado pela Rússia, os EUA e o Reino Unido que visava proteger a sua soberania. Mas Putin há muito que reivindica a Ucrânia como parte da Rússia.

Militares não identificados, que se acredita serem militares russos, são vistos em frente a uma coluna de camiões militares perto de uma base naval ucraniana. Semanas antes da invasão da Ucrânia, todas as bases militares ucranianas na Península da Crimeia foram bloqueadas por soldados militares não identificados.

Fotografia por Boryana Katsarova, LUZ / Redux
Esquerda: Superior:

Na quinta-feira passada, as pessoas tentavam embarcar em autocarros e comboios para sair de Kiev, depois de a Rússia ter lançado um vasto ataque à Ucrânia, visando cidades e bases com ataques aéreos ou bombardeamentos.

Direita: Fundo:

Uma mulher reage enquanto espera por um comboio que tenta sair de Kiev, Ucrânia, no dia 24 de fevereiro de 2022. 

fotografias de Emilio Morenatti, AP

Nesta imagem retirada de um vídeo divulgado pelo Serviço de Comunicação Presidencial da Rússia, o presidente Vladimir Putin dirige-se à nação a partir de Moscovo. Putin ignorou a condenação e as sanções internacionais e alertou aos outros países que qualquer tentativa de interferência levaria a “consequências nunca antes vistas”.

Fotografia por SERVIÇO DE COMUNICAÇÃO PRESIDENCIAL DA RÚSSIA VIA AP
Esquerda: Superior:

Ativistas pró-russos celebram nas ruas de Donetsk, controlada pelos separatistas, depois de Putin ter assinado um decreto que reconhecia as duas regiões separatistas apoiadas pela Rússia no leste da Ucrânia como entidades independentes.

Direita: Fundo:

À medida que a ameaça de uma invasão russa na Ucrânia aumentava no início de 2022, pequenas manifestações pelo mundo inteiro apelavam à paz. Nesta imagem, captada no final de janeiro, um menino agita uma bandeira ucraniana durante uma manifestação nas Cataratas do Niágara, no Canadá.

fotografias de Nick Iwanyshyn, Reuters

Manifestantes pró-ucranianos gritam em protesto durante uma pequena manifestação no exterior do consulado russo em Istambul, na Turquia, enquanto as notícias da invasão se espalhavam na quinta-feira.

Fotografia por Francisco Seco, AP

As regiões separatistas e alianças étnicas criaram linhas de tensão entre o leste da Ucrânia, que tem fortes laços com a Rússia, e as regiões ocidentais do país, que se aliaram à Europa e às Américas. Em 2014, pouco depois de anexar a região ucraniana da Crimeia, Putin declarou Kiev como “a mãe das cidades russas”. Num discurso feito recentemente, Putin negou a independência ucraniana e descreveu-a como parte da “história, cultura e espaço espiritual” da Rússia.

Uma invasão da Ucrânia em grande escala pode tornar-se na maior guerra terrestre na Europa desde 1945, disse um oficial do departamento de defesa dos EUA ao Washington Post.

A NATO planeia enviar tropas para leste e prometeu assegurar que os combates não se espalhariam pelos seus países membros. Nações como a Lituânia, que faz fronteira com a Bielorrússia, e um enclave russo chamado Kaliningrado, já destacaram tropas para proteger as suas fronteiras.

Um militar ucraniano caminha ao longo da linha da frente numa aldeia controlada pelo governo de Avdiivka, em Donetsk.

Fotografia por Gleb Garanich, Reuters
Esquerda: Superior:

O caixão do Capitão Anton Olegovich Sidorov é levado para a Catedral da Santíssima Trindade em Kiev, na Ucrânia. A morte deste soldado, relatada pelo exército ucraniano no sábado, dia 19 de fevereiro, foi uma das primeiras baixas na escalada do conflito.

Fotografia por Pierre Crom, Getty Images
Direita: Fundo:

A causa de morte foi atribuída a um ferimento mortal por estilhaços devido a uma vaga de bombardeamentos feitos por separatistas no leste.

Fotografia por Chris McGrath, Getty Images

A vizinha Polónia, auxiliada por tropas americanas, prepara-se para acolher os refugiados que atravessam a fronteira. As autoridades polacas estimam que um milhão de ucranianos podem procurar refúgio no seu país. À medida que o mundo se prepara para a guerra, o impacto económico e as questões de segurança já se começam a notar, fazendo com que os valores das ações tenham caído a pique nos EUA, Europa e Ásia.

Na quinta-feira, na sede da NATO em Bruxelas, o secretário-geral Jens Stoltenberg realizou uma conferência de imprensa onde disse: “A Rússia atacou a Ucrânia. A paz no nosso continente foi abalada.”

Os veículos que tentavam sair de Kiev na quinta-feira ficaram congestionados nas estradas, enquanto milhares de pessoas tentavam fugir de uma invasão russa.

Fotografia por Emilio Morenatti, AP

Uma mulher e uma criança espreitam pela janela de um autocarro no momento em que abandonam Sievierodonetsk, no leste da Ucrânia, na quinta-feira. Uma guerra na Ucrânia pode provocar baixas em massa, para além de uma crise de refugiados e repercussões pelo mundo inteiro, segundo os especialistas em conflitos.

Fotografia por Vadim Ghirda, AP


Este artigo foi publicado originalmente em inglês no site nationalgeographic.com

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