7 Mistérios Antigos que os Arqueologistas Irão Resolver neste Século

O arqueologista da National Geographic Fredrik Hiebert prevê as descobertas surpreendentes que se poderão realizar no século XXI.

Por Kristin Romey
7 Mistérios Antigos da Arqueologia que serão resolvidos este Século
No último ano, os arqueólogos equiparam-se com um scanner LiDAR, que usa luz laser para sondar abaixo da cobertura da selva e descobriram as ruínas de uma cidade perdida nas profundezas da floresta tropical das Honduras. Essa tecnologia terá inaugurado uma nova era de exploração, diz o arqueólogo Fredrik Hiebert.
Fotografia de Dave Yoder, National Geographic

8 setembro 2015

Quando a sociedade da National Geographic entregou o seu primeiro prémio arqueológico a Hiram Bingham em 1912, o arqueologista dirigiu-se para Machu Picchu com uma das peças mais avançadas da tecnologia daqueles tempos: uma câmera panorâmica Kodak. Mais de cem anos depois, os arqueologistas têm uma variedade espantosa de ferramentas tecnológicas para utilizar, desde equipamentos sensoriais remotos que nos permitem "ver" além da largura da banda visual para computadores, tão poderosamente, que poderão processar num segundo o que os seres humanos levariam milhares de anos a fazer.

“Há uma razão para a National Geographic estar a denominar o século 21 “a nova era da exploração” diz o arqueologista e companheiro da sociedade Fredrik Hiebert. “As oportunidades para o que podemos descobrir este século — e as questões que finalmente poderemos responder — parecem quase ilimitadas.”

Com esse entusiasmo em mente, pedimos a Hiebert para partilhar as suas previsões sobre que podemos esperar neste novo século de descobertas:

1. Descoberta de cidades previamente desconhecidas — ou até civilizações—na América Central e do Sul

“Os arqueologistas estão a usar LiDAR [deteção e variação de luz] para literalmente ‘ver’ sob os toldos densos da selva, em lugares como as Honduras e Belize para localizar as povoações que não temos a certeza se existiram, diz Hiebert.

Um mosaico descoberto no ano passado, dentro de um túmulo, com paredes de mármore perto do antigo local de Amphipolis no norte da Grécia, agita a especulação de que o túmulo pertencia a um membro da família de Alexandre O Grande.
Fotografia de Aristidis Vafeiadakis/ZUMA Imprensa/Corbis

2. Descoberta do Túmulo de Genghis Khan ou Alexandre o Grande

Tecnologia como um radar de penetração no solo (GPR) permite aos arqueólogos olhar debaixo do solo sem escavar, diz Hiebert. Para o projeto Valley of the Khans da National Geographic, a sua equipa usou imagens de satélite para identificar potenciais lugares para enterrar Genghis Khan, e posteriormente “procurar a verdade no solo” através do GPR para determinar a sua veracidade. “Enquanto não localizavam o túmulo Genghis Khan, é uma boa maneira de pesquisar largas áreas de terra para o que poderá ser uma caraterística relativamente pequena. Em última instância, é um jogo de números: Quanto mais áreas pesquisares, mais oportunidades terás de encontrar algo. Porque não o túmulo de Genghis Khan? Ou Alexandre o Grande?”

Um exército de soldados de argila realistas guarda o grande túmulo de Qin Shi Huang, o primeiro imperador da China. Os arqueólogos ainda têm de explorar os segredos enterrados no túmulo do imperador.
Fotografia de O. Louis; Creativo da National Geographic

3. Entrar no túmulo do Primeiro Imperador da China

Os arqueólogos sabem a localização do enterro de Qin Shi Huang Di, rodeado pelos seus guerreiros de Terracotta em X’ian—mas a hipótese de causar estragos nos itens preservados no túmulo durante mais de 2000 anos fá-los ficar reticentes em abri-lo “Ferramentas de sensoriamento remoto como o GPR e os magnetómetros podem dar-nos uma ideia da estrutura interior e, eventualmente, todos teremos aparelhos robóticos pequenos que possam entrar no túmulo e recolher dados com uma perturbação insignificante,” diz Hiebert.

Festos, na ilha de Crete, foi um dos mais importantes centros da civilização Minoan. Computadores poderosos poderiam ajudar os pesquisadores a decifrar o mistério dos Minoans em torno do sistema de escrita, conhecido como Linear A.
Fotografia de Gordon Gahan, Criativo da National Geographic

4. Decifrar o Mistério da Linguagem dos Antigos Minoans

Já passou mais de um século desde que a civilização poderosa de Minoan, no Mediterrâneo foi descoberta, mas os estudiosos ainda não são capazes de decifrar a língua deles, conhecida como Linear A. “No entanto, já temos mais de 1400 exemplos de estudos de Linear A,” continua Hiebert. “E agora temos grandes dados no nosso kit de ferramentas. Porque é que não damos o trabalho ao Watson da IBM? ”

No deserto costeiro do sul do Peru, figuras gravadas terra inspiraram os viajantes aéreos desde a primeira descoberta na década de 1920.
Fotografia de Fotografia do criativo Robert Clark, National Geographic

5. Perceber o Objetivo das Linhas de Nasca

Os pesquisadores ainda estão a teorizar sobre a origem das linhas de Nasca. Representação estes elaborados geoglifos do Peru constelações? Estarão associados às fontes de água? Hiebert concorda com o antropologista e explorador permanente da National Geographic, Johan Reinhard, que diz que uma evolução só não consegue provar a teoria em torno das linhas Nascas. “É aqui que a poderosa análise através de um computador para captar grandes planos dos dados geográficos e arqueológicas se tornará realmente importante,” diz Hiebert.

Congelado há 40.000 anos, este bezerro gigante foi descoberto em 2007 por pastores de renas na Sibéria. Outros restos de longa duração congelados podem emergir do encolhimento das camadas de gelo.
Fotografia de Francis Latreille, Creativo da National Geographic

6. Recuperar um Neandertal Intacto

À medida que o aquecimento global causa placas de gelo e glaciares para recuar, será muito “muito bom” que uma Neandertal bem preservada surja um dia, diz Hiebert, tal como o bebé mamute encontrado com 40.000 anos na Sibéria.

Revelando o que ela acredita ser um posto avançado de Vikings, a arqueóloga Patricia Sutherland (com o casaco cor de laranja) e os seus colegas trabalham na ilha Baffin, no Vale de Tanfield.
Fotografia de David Coventry, da National Geographic

7. Confirmar a Larga Escala da Presença de Vikings no Norte da América

Tal como o aumento das temperaturas irá fazer com que os glaciares revelem os seus segredos, as costas de descongelação do Canadá irão expor uma rede de aglomerados de Vikings que nos forçarão a reescrever a“descoberta” das Américas, Hiebert prevê. “Nós já identificámos dois lugares de Viking nas Américas e, uma vez que compreendamos melhor a natureza destes aglomerados". Aposto que iremos começar a reconhecê-los ao longo da costa do Atlântico. Não é impossível de imaginar.”

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