Meio Ambiente

México: Um País Destroçado Após o Terramoto Destrutivo

O terramoto foi o mais intenso sentido na região em quase um século.quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Por Sarah Gibbens
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O Serviço Geológico dos EUA tinha registado um terramoto de magnitude 8,1 que atingiu o México no estado do sul de Chiapas. Foi o terramoto mais intenso sentido no país nos últimos 85 anos.

Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico confirmou ondas gigantes com cerca de 9 metros de altura ao largo da costa do México após a ocorrência do terramoto, para além de réplicas com uma magnitude de 5,0.

De acordo com o Serviço Nacional Sismológico do México, que comunicou o terramoto com uma magnitude de 8,2, o último terramoto de magnitude semelhante abalou o país a 3 de junho de 1932 e causou 400 mortos.

Tsunamis 101
Tsunamis 101

Desde a manhã de sexta-feira, dezenas de mortos foram comunicados, mas o país permanece alerta para ameaças adicionais. Um sistema automatizado gerido pelo U.S. Geological Survey, denominado PAGER, faz estimativas dos danos resultantes de terramotos com base no número de pessoas que vivem nas zonas afetadas e na escala do desenvolvimento da região. Relativamente ao terramoto do México, o sistema estimou que cerca de mil pessoas e mil milhões de dólares norte-americanos poderão ter-se perdido como resultado combinado de abalos sísmicos, tsunamis e deslizamentos de terra.

Espera-se que mais ondas gigantes atinjam o país, em regiões mais distantes. O súbito deslocamento de água do oceano devido a catástrofes naturais como terramotos, erupções vulcânicas, deslizamentos de terra e queda de meteoritos, pode dar origem a ondas que viajam durante milhares de quilómetros. Como forma de preparação para tais eventos, o  Sistema de Alerta de Tsunamis do Serviço de Meteorologia dos EUA emitiu avisos para as regiões na América Central e do Sul, bem como para o Pacífico Sul.

A região de Chiapas está habituada a tremores de terras, sendo uma das zonas com maior atividade sísmica do México. Situa-se na convergência da placa de Cocos, que está a ser empurrada para baixo da placa norte-americana.

As placas acabaram por convergir após anos de movimento, libertando uma enorme quantidade de energia num único abalo, como explicou Callan Bentley, presidente da Sociedade Geológica de Washington, numa publicação num bloque no website da  União de Geofísica Norte-Americana. Os vulcões nas proximidades são formados a partir desta área, onde uma placa mergulha debaixo de outra, fenómeno este denominado de zona de subducção.

"O grande terramoto que ocorreu a noite passada não foi um evento único. A zona é conhecida por registar inúmeros terramotos ao longo da sua longa história de ocupação humana", escreveu Bentley.

O exército mexicano foi mobilizado para ajudar as pessoas afetadas segundo a CNN. A eletricidade regressou a quase três quartos do milhão de casas que ficaram sem energia durante a noite, mas os danos provocados nos edifícios ao longo da costa foram muito mais devastadores.

Espera-se que a região venha a conhecer a totalidade dos danos à medida que os esforços de resgate continuam a acontecer durante o fim de semana.

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