Meio Ambiente

A UNESCO Anuncia 23 Novas Reservas Naturais e os EUA Suprimem 17

Novas reservas da biosfera coordenadas pela UNESCO ajudam a proteger paisagens e a vida selvagem em todo mundo, enquanto os Estados Unidos e a Bulgária optam por retirar algumas reservas do programa.quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Por Casey Smith, Michael Greshko
Nomeado recentemente como Reserva da Biosfera da UNESCO, o lago Indawgyi é a maior massa de água doce de Myanmar.

Uma das mais reputadas listas de lugares onde podemos ver a natureza em todo o seu esplendor acaba de ser atualizada. Esta atualização regista 23 entradas e 20 saídas.

Numa reunião que teve lugar esta semana, em Paris, O Conselho Coordenativo Internacional do programa “O Homem e a Biosfera” (MAB — Man and the Biosphere) adicionou  23 novos lugares à Rede Mundial de Reservas da Biosfera da UNESCO, um programa das Nações Unidas.

De um total de 28 propostas para novas reservas e extensões de reservas espalhadas por 22 países, 11 foram aprovadas e uma rebatizada. Até então, a rede era composta por 669 locais espalhados por 120 países.

Simultaneamente, o conselho aprovou os pedidos por parte dos Estados Unidos e da Bulgária no sentido de que fossem excluídos da lista oficial alguns territórios destes países. Dos 47 locais nos Estados Unidos que figuravam na lista, 17 foram excluídos. Da Bulgária, foram três as regiões retiradas da lista. Desde 1997, apenas 18 lugares, em sete países, haviam sido eliminados do programa da UNESCO.

Em declarações prestadas por e-mail à National Geographic, responsáveis da UNESCO e do Departamento do Estado dos Estados Unidos afirmaram que estas 17 saídas foram voluntárias, mas existem planos para que alguns destes locais voltem a fazer parte do programa no futuro. Dezanove lugares mantêm-se em total conformidade com o programa, e dez estão em processo de ponderação.

“O abandono não é fora do comum e já ocorreu várias vezes por parte de outros países (Reino Unido, Áustria, Austrália, Noruega, Bulgária e Suécia). Normalmente, está associado ao facto de não existirem populações nas reservas ou à falta de apoio das comunidades locais”, declarou a porta-voz da UNESCO, Agnès Bardon.

‎Vernon Gilbert, um ex-representante da UNESCO e o atual presidente da Biosphere Reserves Association, dos Estados Unidos, afirma que a história teve início no final dos anos 90, quando grupos de defesa e alguns políticos dos Estados Unidos decretaram que o programa era uma ameaça aos direitos de propriedade e de soberania. Estas declarações desencadearam reações que afetaram a participação dos Estados Unidos no programa “O Homem e a Biosfera” da UNESCO. A situação agravou-se em 2005, quando foi aberta uma investigação, liderada pelo congressista Richard Pombo, a todos os pontos afiliados ao programa nos Estados Unidos.

Gilbert afirma que, nos últimos anos, os Estados Unidos voltaram a mostrar interesse em participar no programa. No entanto, depois de mais de uma década de inatividade, algumas reservas não cumprem os requisitos necessários para fazerem parte da rede reconhecida pela UNESCO.      

 “Apesar de, neste momento, estarmos muito ativos, não se compara ao que costumávamos ter”, diz Gilbert. “Houve muitos que acharam que ‘não valia a pena’, e, no fundo, não os posso censurar... Mas vale! Vale, porque as reservas ajudam a conservar os nossos recursos naturais e todo o material genético que eles contêm.”

Os locais que abandonaram o projeto poderão voltar a fazer parte do mesmo a qualquer momento, segundo as normas previstas pela própria UNESCO. Representantes da UNESCO acreditam que alguns destes lugares voltarão a concorrer em setembro. Os locais norte-americanos afetos ao projeto constituem um conjunto de reservas que vão do Alasca às Ilhas Virgens (veja a lista completa abaixo).

As reservas da biosfera abrangem território terrestre, marinho, ecossistemas costeiros e zonas experimentais “de estudo” onde se desenvolvem vários ensaios de sustentabilidade, esclareceu a UNESCO num comunicado recente.

O objetivo de cada reserva passa, também, por conciliar a preservação da natureza com a exploração sustentável da mesma.

Tendo tido início nos anos 70, o programa “O Homem e a Biosfera” tem o objetivo de melhorar a relação das pessoas com o meio ambiente. Este programa foca-se não só em questões de carácter ecológico e social, mas também no impacto económico que a redução da biodiversidade pode ter e na forma como se deve combater essa redução, afirma a UNESCO.

Todos os anos, novos locais são nomeados como Património da UNESCO pelo Conselho do programa “O Homem e a Biosfera”. Estes sítios são selecionados pelos governos dos respetivos países e mantêm-se sobre a legislação e soberania dos mesmos.

As reservas que se indicam de seguida juntaram-se, este ano, ao Conjunto de Reservas da Biosfera da UNESCO (a informação que se segue consta no comunicado de imprensa oficial da UNESCO).

Reserva da Biosfera de Mono (Benim) — Situada no sudoeste do país, esta reserva com 9462 hectares compreende ecossistemas que incluem mangais, pântanos, savanas e florestas. Alberga algumas espécies que constituem uma referência de biodiversidade, como os dugongues, os hipopótamos e duas espécies de macacos. A reserva tem cerca de 180 000 habitantes, que vivem sobretudo da pecuária, da agricultura doméstica (óleo de palma e coco), bem como da pesca.

Reserva da Biosfera Transfronteiriça de Mono (Benim/Togo) — Situada no sul do Togo e do Benim, esta reserva com 346 285 hectares estende-se ao longo da planície aluvial, do delta e da costa do rio Mono. Une as reservas naturais do Benim e do Togo, que partilham o mesmo nome e contêm uma vasta variedade de paisagens e ecossistemas, incluindo mangais, savanas, lagoas, planícies aluviais e florestas (algumas das quais sagradas). Esta reserva da biosfera alberga cerca de dois milhões de pessoas cujas principais atividades são a agricultura de pequena escala, maioritariamente o cultivo de óleo de palma e de cocos, o pastoreio, a exploração das florestas e a pesca.

Reserva da Biosfera de Savegre (Costa Rica) — Esta reserva, situada na região central da costa do Pacífico, a 190 km da capital, San José, conserva um altíssimo índice de biodiversidade, contendo 20% da flora do país, 54% dos mamíferos e 59% das aves. A reserva tem cerca de 50 000 habitantes, cujas principais atividades são a agricultura e a criação de gado. A produção agrícola atinge níveis relevantes a grandes altitudes, nomeadamente as plantações de maçãs, romãs e abacates. Ao longos dos últimos anos, o ecoturismo tem aumentado e contribuído para o desenvolvimento socioeconómico da região.

Reserva da Biosfera de Møn (Dinamarca) — Esta reserva é composta por um conjunto de ilhas e ilhotas no sul do mar Báltico, tem cerca de 45 118 hectares. A sua paisagem inclui florestas, prados, várzeas, pântanos, zonas costeiras, lagos e colinas íngremes. Conta com uma população de 45 806 habitantes, distribuída por pequenas vilas, quintas e outras áreas residenciais. As principais atividades da comunidade local são o comércio, a agricultura, a pesca e o turismo.

Reserva da Biosfera Transfronteiriça de Jaragua-Bahoruco-Enriquillo (República Dominicana / Haiti) — Esta biosfera é composta pelas reservas de La Selle, no Haiti, nomeada Património da UNESCO em 2012, e a de Jaragua-Bahoruco, na República Dominicana, nomeada Património da UNESCO, em 2002. Estas duas reservas representam dois elementos ecológicos separados por uma fronteira política e administrativa. Juntá-los debaixo da alçada da UNESCO permitirá uma melhor gestão da região.

Reserva da Biosfera Transfronteiriça de Bosque de Paz (Equador/Peru) — Situada no sudoeste do Equador e no noroeste do Peru, com uma área total de 1 616 988 hectares, inclui territórios do oeste da cordilheira dos Andes com altitudes que atingem os 3000 metros, o que permite um elevado grau de biodiversidade endémica. Inclui a floresta sazonalmente seca do Equador e do Peru, que é o coração da Região Endémica de Tumbes, um dos principais focos de biodiversidade em todo o mundo. Nesta zona, existem 59 espécies endémicas, das quais 14 enfrentam perigo de extinção. A maioria dos 617 000 habitantes da região vivem das explorações de gado e do turismo.

Reserva da Biosfera da Floresta de Majang (Etiópia) — Situada na região oeste do país, esta reserva inclui algumas das conhecidas florestas de montanha africanas, numa das zonas mais fragmentadas e ameaçadas do mundo. A paisagem inclui, ainda, várias zonas pantanosas. A altitudes que ultrapassam os 1000 metros, a vegetação é composta maioritariamente por fetos e bambu; as palmeiras são comuns nas regiões de menor altitude. Esta região, muito rica em biodiversidade contém mais de 550 espécies de plantas, 33 espécies de mamíferos, 130 espécies de aves e uma comunidade humana de 52 000 habitantes.

Reserva da Biosfera da Floresta Negra (Alemanha) — No sul da Alemanha, esta reserva contém cordilheiras de baixa altitude, florestas modeladas pela silvicultura, prados de feno e, nas zonas de menor altitude, charnecas. De uma área total de 63 325 hectares, 70% são terrenos florestais. Vivem na região 38 000 habitantes que, mantendo as suas tradições, têm uma significativa indústria de artesanato. O turismo sustentável é altamente encorajado nesta região.

A Floresta Negra, na Alemanha, constitui uma das mais recentes reservas da biosfera da UNESCO. Contem cordilheiras de baixa altitude, florestas, prados e charnecas.

Reserva da Biosfera de San Marcos de Colón (Honduras) – Com uma área de 57 810 hectares, localizada a 12 km da fronteira com a Nicarágua e a uma altitude entre 500 e 1700 metros, situa-se a Reserva da Biosfera de San Marcos de Cólon. Uma das suas caraterísticas principais prende-se com o facto ser uma região especialmente rica em biodiversidade, que apresenta uma fauna rica em espécies endémicas. Existem 18 aldeias nesta região, e a população totaliza os 26 350 habitantes. Entre as principais atividades, destacam-se a horticultura, a produção de fruta, café e plantas ornamentais, a criação de gado e a produção de laticínios. A região também é conhecida pelos seus produtos de selaria (cintos, arreios, botas etc.).

Reserva das Biosferas de Tepilora, do rio Posada e de Montalbo (Itália)—Localizada na ilha de Sardenha, em Itália, esta reserva apresenta uma superfície de 140 000 hectares, e é composta por zonas montanhosas a oeste e uma vasta planície a este, bem como uma região costeira e vários rios. Vivem cerca de 50 000 pessoas nesta região, que inclui o colossal maciço Montalbo.

Reserva da Biosfera de Sobo, Katamuki e Okue (Japão) — Esta reserva compreende a região das montanhas Sobo, Katamuki e Okue, caraterizadas pela sua topografia íngreme. Com florestas a cobrir 85 % dos seus 243 672 hectares, é um lugar que se destaca pela sua elevada biodiversidade. A região tem menos de 100 000 habitantes, cuja subsistência advém da agricultura, da exploração dos recursos naturais da floresta, incluindo a madeira, o cultivo de cogumelos shitake e da produção de carvão.

Reserva da Biosfera de Minakami (Japão) — Situada a 2ooo metros de altitude na região central de Honshu, a maior ilha do arquipélago japonês, esta reserva apresenta diferenças substanciais entre as encostas este e oeste. A diversidade biológica e cultural varia ainda em função da altitude. Ao longo de uma área de 91 368 hectares, vivem nesta reserva mais de 21 000 pessoas. As suas principais atividades de subsistência são a agricultura e o turismo.

Reserva da Biosfera de Altyn-Eme (Cazaquistão) — Esta reserva de biosfera cobre a mesma área que o Parque Nacional Natural de Altyn-Eme, uma das áreas protegidas do país, e muito importante na conservação da diversidade biológica da região, que inclui um grande número de plantas endémicas. A região compreende desertos, florestas ribeirinhas e planícies aluviais junto ao rio Ili, florestas decíduas, florestas de abetos e pântanos salgados. A população local, cerca de 4000 habitantes, vive maioritariamente da agricultura e da criação de gado, bem como do ecoturismo e do turismo recreativo.

O Parque Nacional de Altyn-Emel, na região de Almaty, no Cazaquistão, é um dos que integrarão o conjunto de reservas da biosfera da UNESCO. O parque contém um grande número de espécies endémicas de plantas, florestas ribeirinhas, planícies de inundação e pântanos salgados.

Reserva da Biosfera de Karatau (Cazaquistão)—Situada na região central das Montanhas Karatau — uma ramificação de uma das maiores cordilheiras do mundo, a Tien Shan —, esta reserva tem uma área total de 151 800 hectares e acolhe uma população de 83 000 habitantes. Tem um papel de grande importância na conservação da biodiversidade da zona oeste de Tien Shan. É também a região mais importante da Ásia Central no que diz respeito a espécies endémicas. A economia da região é sustentada sobretudo pela criação de gado, a agricultura, o ecoturismo e o turismo recreativo. 

Reserva da Biosfera do Lago Indawgyi (Myanmar)— O lago Indawgyi constitui a maior massa de água doce do Myanmar. Com uma área total de 133 715 hectares, esta reserva é composta, sobretudo, pelo enorme lago e pela vegetação envolvente, bem como por uma floresta pantanosa e por pradarias sazonalmente inundadas. As colinas em torno do lago estão cobertas por uma floresta subtropical húmida, habitat de pássaros e mamíferos ameaçados, e inclui alguns primatas. A maioria da população local vive da agricultura em terrenos perto do lago.

Reserva da Biosfera de Gadabedji (Nigéria)— Situada no centro do país, esta reserva estende-se ao logo de 1 413 625 hectares. A paisagem abrange savanas, depressões, poços e dunas. Da sua fauna, distinguem-se vários mamíferos, como a dorca, a gazela, a raposa-pálida e o chacal-dourado. A população humana da reserva é composta por dois grupos étnicos, os Tuaregues e os Fulas, totalizando cerca de 20 000 habitantes. A atividade principal é a pastorícia nómada.

Reserva da Biosfera de Itaipu (Paraguai) — Com uma superfície de mais de um milhão de hectares, esta reserva situada no Este do país compreende a Floresta Atlântica do Alto Paraná, uma floresta sazonal semicaduca. Devido à diversidade endémica e à conservação das espécies que alberga, é um dos ecossistemas mais importantes do mundo. Nela habitam vários predadores como harpias, jaguares, pumas e herbívoros de grande porte, como os tapires. Tem uma população residente de mais de 450 000 habitantes.

Reserva da Biosfera de Castro Verde (Portugal)— Situada no sul de Portugal, no interior do Baixo Alentejo, esta reserva cobre uma área total de 57 000 hectares. Compreende a mais importante estepe cerealífera do país e é uma das zonas mais ameaçadas da região do Mediterrâneo. A sua flora conserva um elevado índice endémico. Alberga uma comunidade de 200 espécies de aves, incluindo aves estepárias, como a abetarda-comum, e espécies endémicas, como a águia-imperial-ibérica, uma das aves que enfrentam maior perigo de extinção do mundo. Os 7200 habitantes da região vivem da intensa produção de cereais e da produção animal.

Reserva da Biosfera do Cáucaso (Rússia) — Situada no centro da Rússia, perto das fronteiras com o Cazaquistão e a Mongólia, esta reserva, rica em biodiversidade, tem mais de 80% da sua biosfera coberta por taiga. Com uma área de quase dois milhões de hectares, acolhe uma população humana de cerca de 5500 de habitantes, cujas principais atividades são a exploração sustentável da floresta, a agricultura, a apicultura e o turismo.

Reserva da Biosfera da Baía de Kizlyar (Rússia) — A baía de Kizlyar é uma das maiores do mar Cáspio, e constitui uma das mais longas rotas migratórias para as aves da Eurásia. A sua diversidade contém ecossistemas marinhos, costeiros e estepários, incluindo as populações de animais em perigo de extinção do mar Cáspio, das quais se destacam várias aves e o esturjão. Com uma área de 354 100 hectares, a reserva tem uma população de 1600 pessoas que dependem da pesca, da exploração do solo para pasto e produção de feno, da caça e do turismo.

Reserva da Biosfera de Metsola (Rússia) — Com 345 700 hectares de área total, situada na fronteira entre a Rússia e a Finlândia, esta reserva abrange a reserva de Kostomukshsky e contém a mais antiga, e intacta, floresta de taiga do noroeste da Rússia, cuja zona norte constitui um ecossistema essencial para a reprodução de várias espécies de aves. Nesta reserva da biosfera, vivem cerca de 30 000 pessoas. As principais ocupações da população são a exploração dos recursos da floresta, a agricultura, a pesca, a caça e o aproveitamento de produtos florestais não-madeireiros.

Reserva da Biosfera Transfronteiriça das Montanhas Altai (Rússia/Cazaquistão) — Esta reserva é composta pelas reservas de biosfera de Katunskiy, na Rússia (nomeada em 2000), e de Katon-Karagay, Cazaquistão (nomeada em 2014). Com uma área total de 1,5 milhões de hectares, a reserva é aproveitada para atividades de criação de animais, incluindo de veados-vermelhos, pastoreio e produção de forragem e apicultura. Outras atividades profissionais dos seus habitantes são o turismo, a caça, a pesca e a recolha de produtos florestais não-madeireiros.

Reserva da Biosfera de Backo Podunavlje (Sérvia) — Situada na região noroeste da Sérvia, esta reserva com 176 635 hectares estende-se ao longo das zonas alagadiças das planícies da área central do rio Danúbio. Ao longo destas planícies, existem vários vestígios de atividade humana que moldam a paisagem, nomeadamente atividade agrícola. A planície aluvial é constituída por florestas aluviais, pântanos, canaviais, habitats de água doce e por florestas que não correm risco de inundação. As principais atividades dos 147 400 habitantes da região são a agricultura, a exploração florestal e a indústria.

Reserva da Biosfera de Rota Jardim (África do Sul) — Com uma área de 698 363 hectares e uma população de cerca de 450 000 habitantes, esta reserva faz parte do foco de biodiversidade da Região Floral do Cabo. O estuário do rio Knysna tem uma importância crucial na conservação da biodiversidade desta zona. A região este da reserva é caraterizada pela presença de terrenos húmidos, onde as práticas agrícolas e o desenvolvimento urbano podem ter um impacto negativo. A diversidade da sua fauna incluí mamíferos de grande porte como elefantes, rinocerontes e búfalos.

Reserva da Biosfera de Jebel Al Dair (Sudão)— Esta reserva é composta pelo maciço Al Dair, cuja flora é composta por savanas, ecossistemas florestais e uma rede de cursos de água.  É uma das últimas zonas da região semiárida do norte do Cordofão a apresentar um elevado índice de biodiversidade, contendo 112 espécies de plantas, a maioria das quais com propriedades medicinais e aromáticas. Existem ainda 220 espécies de aves e 22 de mamíferos e répteis.

Reserva da Biosfera do Rio Mono (Togo) — Esta região situada no sudoeste do país, com um total de 203 789 hectares, alberga vários ecossistemas costeiros: mangais, pântanos, florestas e planícies aluviais, bem como quintas destinadas à cultura de óleo de palma e cocos. A pesca e a criação animal também são atividades comuns na região. A presença de florestas e árvores sagradas são um testemunho da vitalidade cultural e das tradições dos 1835 habitantes da reserva.

Extensões

Reserva da Biosfera do Rio Fitzgerald (Austrália) Património da UNESCO desde 1978, o Parque Nacional do Rio Fitzgerald, situado no oeste australiano, sofreu não só uma mudança de nome, mas também viu aumentado o seu território. Com esta extensão, a reserva cobrirá uma área de 1 530 000 hectares. Entre os principais ecossistemas da região, destacam-se florestas, bacias hidrográficas, pequenas cordilheiras montanhosas, pântanos e estuários.

Reserva da Biosfera da Cordilheira dos Balcãs (Bulgária) — Situada no centro da Bulgária, esta nova reserva resulta da junção de quatro biosferas nomeadas em 1977: Steneto, Tsaritchina, Djendema e Boatin. Cobrindo a área do Parque Nacional da Região Central dos Balcãs, a nova reserva abriga várias espécies raras de animais em perigo de extinção, e cobre o território correspondente ao grande maciço onde se situa uma importante e antiga floresta de árvores fagáceas (cerca de 71 % do parque). Das atividades principais dos 129 600 habitantes da região, destacam-se a transumância (migração sazonal de rebanhos para uma região que ofereça melhores condições de pasto numa determinada altura do ano), exploração de terrenos de pasto e o turismo de natureza, nos 369 000 hectares da reserva.

Reserva da Biosfera de Uzunbudzhak (Bulgária) — Com uma população de 3700 habitantes, esta reserva tem uma área total de 78 425 hectares, e foi nomeada Património da UNESCO em 1977. Os seus bosques de loureiros perenes compõem uma das paisagens mais icónicas da europa. Incluiu o Parque Natural de Strandja, que é extremamente rico em biodiversidade e as cavernas cársicas.

Reserva da Biosfera de Chervenata Stena (Bulgária)—Nomeada Património da UNESCO em 1977, esta reserva da biosfera cobre agora, depois da extensão, 65 409 hectares. Situada nas montanhas do sul da Bulgária, é composta por florestas em regiões de montanha, bem como por prados nas montanhas mais altas. A agricultura biológica, a produção animal e o ecoturismo são as principais atividades profissionais dos 60 000 habitantes da região. 

Reserva da Biosfera de Srébarna (Bulgária)— Também nomeada Património da UNESCO em 1977, esta reserva situa-se no nordeste da Bulgária e estende-se ao longo de 52 000 hectares, albergando 61 365 habitantes. Com um elevado índice de biodiversidade, a sua área foi aumentada de forma a incluir o município de Silistra, que promove vários eventos culturais e festas tradicionais.

Reserva da Biosfera de Meggido (Israel) Nova denominação da Reserva da Biosfera de Ramot Menashe.

Reserva da Biosfera do Parque de Manú (Peru) — Nomeada Património da UNESCO em 1977, esta reserva situa-se entre as regiões de Cusco e Madre de Dios. Apresenta ecossistemas variados como florestas tropicais, prados e florestas nubladas. Contém quase todos os ecossistemas, fauna e flora da Amazónia Peruana. Viu a sua extensão aumentada de 1 881 200 para 2 438 956 hectares.

Um rio flui ao longo das montanhas Pini Pini, no Parque Nacional de Manú, no Peru. Apresentando um índice de biodiversidade extremamente elevado, estão em curso planos para ampliar esta reserva natural num futuro próximo.

Reserva da Biosfera dos Lagos da Masúria [Extensão e mudança de nome da anterior Reserva da Biosfera do Lago Luknajn] (Polónia) — Esta reserva, nomeada originalmente em 1976, situa-se no norte da Polónia. Aos 1400 hectares originais, junta-se agora uma nova extensão de território, ficando a reserva com uma área total de 58 693 hectares. Nesta reserva, vivem 8300 pessoas. 

Reserva da Biosfera de Marismas del Odiel (Espanha) — Nomeada Património da UNESCO em 1983, esta reserva situa-se no Golfo de Cádis, no sudoeste da Península Ibérica. A sua área aumentou de 7158 para 18 875 hectares, albergando uma comunidade de 33 700 habitantes. A reserva da sua biosfera engloba a foz do rio Odiel, na província de Huelva, bem como uma faixa na zona litoral.

Reserva da Biosfera do Lago Manyara (Tanzânia) — Nomeada Património da UNESCO em 1981, situa-se no Grande Vale do Rift Africano Oriental. Tem uma superfície de 346 751 hectares e uma população de 257 000 habitantes. Inclui o Parque Nacional do Lago Manyara e a Burunge Wildlife Conservation Area, e acolhe o grupo étnico Maasai, cuja tradição pastorícia remonta ao século XVIII. É o habitat de muitas espécies animais, incluindo a hiena-malhada, o hipopótamo, a geneta comum, bem como várias espécies ameaçadas.

Reserva da Biosfera de Serengueti-Ngorongoro (Tanzânia) — Com uma área de 4 397 314 hectares, esta reserva foi nomeada Património da UNESCO em 1981. Inclui o Parque Nacional de Serengueti e a Área Protegida de Ngorongoro, no norte da Tanzânia. Alberga cerca de 1,5 milhões de gnus, 900 000 gazelas-de-thompson e 300 000 zebras. Topis, girafas, rinocerontes-negros, antílopes e primatas estão entre algumas das outras espécies presentes nesta região. Os herbívoros de grande porte são o sustento de predadores como os leões, os leopardos, as chitas, as hienas-malhadas e os mabecos. Na reserva, vive ainda a população indígena da tribo Maasai. Trata-se de uma zona onde o setor do turismo está em rápido crescimento.

Reserva da Biosfera da Região Este das Montanhas Usambara — (Tanzânia) — Nomeada Património da UNESCO no ano 2000, esta reserva é representativa de vários ecossistemas florestais, inclui fragmentos de floresta tropical e constitui parte das Montanhas do Eixo Leste, um dos 35 principais focos de biodiversidade em todo mundo. Estas montanhas são uma importante fonte de água potável para as comunidades envolventes e para a cidade de Tanga. Com uma superfície de 83 994 hectares e uma população de 184 253 habitantes, esta reserva da biosfera alberga ainda várias espécies endémicas como o bubo vosseleri, o tecelão-das-usambara e a violeta-africana.

Indicam-se, de seguida, os locais norte-americanos retirados da lista de reservas da biosfera esta semana.

  • Aleutian Islands National Wildlife Refuge — Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos
  • Beaver Creek Experimental Watershed — Serviço Florestal dos Estados Unidos
  • Cordilheiras da Califórnia — Sistema de Reserva Natural da Universidade da Califórnia
  • Carolinian South-Atlantic — Non-Game and Heritage Trust (Carolina do Sul)
  • Central Plains Experimental Range ­— Serviços de Investigação Agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos
  • Coram Experimental Forest — Serviço Florestal dos Estados Unidos
  • Desert Experimental Range — Serviço Florestal dos Estados Unidos
  • Fraser Experimental Forest — Serviço Florestal dos Estados Unidos
  • H.J. Andrews Experimental Forest — Serviço Florestal dos Estados Unidos / Universidade do Estado de Oregon
  • Hubbard Brook - Serviço Florestal dos Estados Unidos
  • Konza Prairie Research Natural Area – Universidade do Estado do Kansas
  • Land Between the Lakes — Serviço Florestal dos Estados Unidos
  • Niwot Ridge Mountain Research Station — Universidade do Colorado
  • Noatak National Preserve — Serviço Nacional de Parques
  • Stanislas-Tuolumne Experimental Forest — Serviço Florestal dos Estados Unidos
  • Three Sisters Wilderness — Serviço Florestal dos Estados Unidos
  • Ilhas Virgens Britânicas, Caraíbas — Serviço Nacional de Parques
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