Novo Tipo de Lixo Marinho Invade a Madeira

Chama-se “Plasticrust” e é o novo tipo de lixo marinho encontrado por cientistas na costa rochosa da Madeira. Descubra do que se trata.segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Por National Geographic

A Ilha da Madeira possui uma área com cerca de 741km2, 57km de comprimento e 22km de largura respetivamente. A posição geográfica da qual privilegia e a sua orografia montanhosa permite à Ilha da Madeira obter um clima ameno, com temperaturas médias suaves, aliadas a uma humidade regulada.

Recentemente, a ilha foi invadida por um novo tipo de lixo marinho denominado de “Plasticrust”. Este tipo de poluição resulta da fusão do plástico com as rochas da costa rochosa da Madeira.

O novo tipo de lixo marinho foi apresentado por uma equipa de cientistas e investigadores que consideram que esta descoberta será importante para testar a resiliência de áreas protegidas.

A equipa de investigadores do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente – MARE do polo da Madeira publicou um artigo na revista científica Science of the Total Environment, em que descrevem o aparecimento de crostas de plástico numa zona rochosa na costa Sul da Madeira, o novo tipo de lixo marinho a que deram o nome de “Plasticrust”.

Esta investigação teve início já em 2016, quando a equipa de investigação descobriu este fenómeno. Contudo, apenas em 2019, os investigadores tiveram a confirmação da sua presença e decidiram aprofundar a sua análise e monitorização deste fenómeno que se traduz num novo tipo de lixo marinho.

Estas crostas de plástico que se fundiram com as rochas podem resultar da colisão de detritos de plástico de maior dimensão com a ajuda das ondas e das marés. Ou seja, estes fragmentos de plástico, especialmente embalagens de plástico para produtos alimentares, foram chocando com as rochas com a rebentação das ondas e das marés.

Depois desta descoberta, o foco deve direcionar-se para o estudo dos impactos dos “Plasticrusts” no ecossistema marinho. É um fenómeno que deve ser acompanhado e monitorizado pois as hipóteses de o plástico acabar por substituir outras coberturas naturais das rochas, que são o habitat e fonte de alimentação de cracas ou burriés, que se alimentam de algas, são elevadas.

Para além disso, a possibilidade de alguns animais estarem a ingerir este lixo marinho é, também ela, grande.

Esta descoberta, juntamente com outros trabalhos realizados até ao momento, demonstra que a Ilha da Madeira se destaca, não só por ser um destino de eleição, mas, também, pela capacidade técnica e científica que a pouco e pouco tem promovido e desenvolvido de forma muito competente.

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