rePLANT, o projeto que nasce em defesa da floresta portuguesa

Estratégias colaborativas preveem a defesa da floresta portuguesa através de um projeto que junta empresas e universidades para uma gestão integrada.

Publicado 18/05/2021, 15:22 WEST
Vão ser investidos cerca de 6 milhões de euros no projeto rePLANT, que irá envolver mais de 70 ...

Vão ser investidos cerca de 6 milhões de euros no projeto rePLANT, que irá envolver mais de 70 investigadores e técnicos especializados.

Fotografia de Filipa Coutinho, National Geographic

Cerca de 20 entidades do setor florestal, que incluem empresas, universidades e centros de investigação, participam no projeto rePLANT. Este remete para um esforço colaborativo, sem precedentes em Portugal, para estudar a floresta e a sua valorização.

O setor florestal e, nomeadamente, a floresta portuguesa, estão em discussão no que respeita à procura de soluções para o aumento da competitividade do setor, a par com o desenvolvimento socioeconómico do país, no contexto de uma economia circular global.

O presente projeto revela-se mobilizador, trazendo uma nova perspetiva sobre a gestão integrada da floresta e do fogo, com base no conhecimento científico e tecnológico. O objetivo passa pela valorização da floresta portuguesa, por via da implantação de estratégias colaborativas que vão dar origem a novos produtos e serviços.

Estes itens, oriundos das estratégias implantadas são, na sua maioria, suportados por tecnologias digitais, contribuindo também para a redução do risco de fogo e elevando o grau de inovação, com efetiva melhoria nos processos de gestão e tomada de decisão das empresas florestais e energéticas, com impactos positivos em toda a cadeia.

Uma mudança de paradigma no setor florestal

O impacto vai refletir-se junto dos prestadores de serviços e nos produtores florestais, com grande incidência da economia das zonas rurais. Assim, o rePLANT vai contribuir para consolidar o mercado nacional em tecnologias e equipamentos para o setor florestal.

O projeto que reúne mais de 70 investigadores e técnicos especializados. Pretende desenvolver iniciativas como monitorizar a floresta portuguesa através de câmaras óticas, simular e prever o comportamento do fogo, desenvolver novos modelos de gestão florestal sustentável para as principais espécies de florestas portuguesas e, utilizar a robótica nas operações florestais.

Estima-se um impacto em todo o ecossistema produtivo e empresarial do setor, assim como, melhorar a segurança das populações que vivem em espaços florestais, os sistemas de prevenção e combate aos incêndios, reduzir as ameaças à biodiversidade, aumentar a resiliência da floresta portuguesa e das infraestruturas e competitividade do setor.

O rePLANT atua em três grandes dimensões

O setor florestal conta com mais de 24 mil empresas e é responsável por mais de 100 mil empregos, representando cerca de 10% das exportações do país. Desta forma, o rePLANT, apresentado à comunidade em março, estrutura-se em três grandes áreas de atuação:
Gestão da floresta e do fogo – etapa a ser liderada pela Sonae Arauco e pelo Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa.
Gestão do risco – cuja coordenação encontra-se atribuída à REN – Redes Energéticas Nacionais e à Universidade de Coimbra.
Economia circular e cadeias de valor – área que se encontra sob a gestão da The Navigator Company e do ForestWISE.

Como planeamento e apoio à decisão, algumas tecnologias vão estar no foco das estratégias, como é o caso da sensorização, da robótica, da automação e a respetiva integração dos sistemas. Desta forma, vai ser possível impulsionar a transição digital das operações florestais, através da utilização de equipamentos e processos mais ágeis.

A maioria da gestão das operações florestais é realizada de forma empírica e com base em informação escassa. Com o rePLANT vai ser possível otimizar a floresta existente, adequando os meios e as operações florestais à realidade da floresta portuguesa.

Nesta área de atuação, o rePLANT também contempla atividades como o desenvolvimento de novas técnicas de preparação do terreno, de fertilização de cada parcela e de defesa contra os incêndios e o desenvolvimento de práticas de reutilização do material excedente para fins energéticos ou outros. 

No que respeita à mecanização, automatização e robotização, implica novas formas de trabalhar, apresentando soluções inovadoras, tais como a melhoria dos equipamentos existentes, de forma que sejam capazes de analisar o terreno, transmitir informação e realizar as operações florestais com eficiência ambiental e a custos compatíveis com a economia do processo e do produto; e o desenvolvimento de novos equipamentos inteligentes de preparação dos solos, que reduzam o risco de incêndios através do controlo dos matos.

Projeto colaborativo com incidência na floresta portuguesa e visão centrada no futuro

O rePLANT conta com a Sonae Arauco, Navigator Forest Portugal, Altri Florestal, Amorim Florestal, DS Smith, EDP Distribuição, REN, ForestWISE, Inesc Tec, Whereness, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Universidade de Coimbra, Instituto Superior de Agronomia, Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, Florecha, Trigger, Fravizel, Space Mosaic, FPCEUP da Universidade do Porto e Labelec.

Cofinanciado pelo Programa Operacional Competitividade e Internacionalização e pelo Programa Operacional Regional de Lisboa, do Portugal 2020, e pela União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, o projeto em defesa da floresta portuguesa conta com um orçamento global de 5.601.873,00 €, financiado em 168.639,00€, com fim previsto para 30 de junho de 2023.

Prevê-se resultados deste projeto a médio e longo prazo, com principal impacto nas gerações futuras, criando bases para a transformação da floresta portuguesa, tornando-a melhor e mais sustentável.

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