Este visionário inspirou a conservação da Amazónia – e uma nova expedição da National Geographic

A National Geographic e a Rolex anunciaram um novo plano para explorar a Bacia Amazónica. Esta expedição também deve muito a um homem: Thomas Lovejoy.

O delta do rio Amazonas, que fica nos estados brasileiros do Pará e Amapá, fornece 20% da água mundial fluvial do mar.

Fotografia por Victor Moriyama
Publicado 18/04/2022, 15:39

Este artigo foi apoiado pela Rolex, que tem uma parceria com a National Geographic Society em expedições científicas para explorar, estudar e documentar as mudanças nas regiões mais exclusivas do planeta.

No início de abril, a National Geographic Society (NGS) anunciou que o seu maior galardão, a Medalha Hubbard, vai ser postumamente concedido a Thomas E. Lovejoy, o ecologista americano e conservacionista visionário que trabalhou vários anos na defesa da floresta amazónica. É um reconhecimento apropriado para Thomas Lovejoy, que morreu aos 80 anos no dia 25 de dezembro de 2021. Entre os seus vários cargos e títulos honorários, Thomas Lovejoy também foi Explorador da National Geographic e um conselheiro de longa data da NGS. O seu compromisso em salvar a Amazónia ecoa pelos livros que escreveu, nas pessoas que inspirou – e num programa chamado Expedição Amazónia Perpetual Planet, que a National Geographic Society acaba de lançar em parceria com a Rolex.

Numa fotografia tirada em 2014, Thomas Lovejoy posa com uma folha gigante de uma árvore Cecropia no Acampamento 41, a sua estação de pesquisa na floresta amazónica.

Fotografia por WWF

A Amazónia é a maior floresta tropical do mundo, abrangendo mais de 5.5 milhões de quilómetros quadrados de floresta de terra firme, pântanos sazonais, rios e afluentes sinuosos – e provavelmente 10% da diversidade biológica da Terra. Graças às chuvas prodigiosas, a Amazónia transporta 20% da água dos rios do planeta desde os Andes até ao Atlântico, e a sua vegetação devolve diariamente ao céu sete biliões de galões de água através da transpiração das folhas. O novo programa NGS-Rolex vai abordar aspetos deste vasto complexo vivo através de uma série de estudos científicos, com um financiamento (inicial) de dois anos, realizados por Exploradores da National Geographic da região. O trabalho de campo começou no dia 12 de abril.

Este programa surgiu da proposta de Thomas Peschak, explorador e fotógrafo da National Geographic, que queria realizar um levantamento fotográfico abrangente do rio Amazonas, desde os Andes até ao mar, que se concentrasse no submundo aquático e não na floresta mais visível. A National Geographic Society abraçou o ângulo narrativo de Thomas Peschak e decidiu uni-lo com a componente de investigação científica. Thomas Peschak ajudou a selecionar os cientistas e respetivos projetos.

Thomas Lovejoy, que recebeu a sua primeira bolsa da NGS em 1971, perdeu tempo e energia para aconselhar sabiamente a criação desta iniciativa. O propósito da expedição é revelar a Amazónia de formas que consigam fazer com que as pessoas se importem, um objetivo que está alinhado com o cerne das próprias preocupações que Thomas Lovejoy teve ao longo da vida, mas o facto de estar em andamento iria certamente colocar-lhe um sorriso no rosto.

Uma coisa muito importante

Thomas Lovejoy sorria muito frequentemente, era um sábio ancião com um sorriso angelical por cima do laço que se tornou na sua imagem de marca. Era um homem incansável, mas calmo, generoso, bem intencionado, muito inteligente, adorava piadas e era esperançoso. Thomas participou em inúmeros conselhos e comités, quase todos dedicados à ciência e conservação da biodiversidade, e aconselhou líderes e banqueiros mundiais. Foi Thomas Lovejoy quem introduziu o termo “diversidade biológica” na discussão científica. E avançou, mais do que qualquer outro, exceto talvez por Edward O. Wilson — que morreu um dia depois de Thomas Lovejoy — um conceito fundamental: a natureza, para ser diversa, funcional e estável, tem de ser vasta.

Esquerda: Superior:

Ruthmery Pillco Huarcaya, bióloga indígena peruana e Exploradora da National Geographic, caminha com o seu cão na Estação Biológica de Wayqecha, nos Andes, perto de Cusco, no Peru.

Fotografia por Florence Goupil
Direita: Fundo:

Ruthmery Huarchaya apanha mirtilos silvestres. Esta bióloga vai rastrear os ursos-andinos, que se alimentam de mirtilos, para o seu projeto integrado na Expedição Amazónia Perpetual Planet.

Fotografia por Florence Groupil
Esquerda: Superior:

Fernando Trujillo, Explorador da National Geographic, vai rastrear os botos-cor-de-rosa e avaliar os níveis de contaminação de mercúrio na sua dieta.

Direita: Fundo:

Fernando Trujillo segura na caveira de um boto. Este investigador também vai colaborar com as comunidades locais para desenvolver acordos de pesca e medidas para proteger o habitat dos botos.

fotografias de Jorge Panchoaga

Existe um ditado que está presente em fragmentos do trabalho do antigo poeta grego Arquíloco e que diz: “Uma raposa sabe muitas coisas, mas um ouriço sabe uma coisa muito importante.” A raposa é um predador astuto, tem centenas de formas de caçar, de se esconder e sobreviver. A única coisa importante que o ouriço sabe é defender-se – por exemplo, para se proteger de inimigos como corujas, texugos e raposas, os ouriços enrolam-se numa bola apertada com os espinhos afiados esticados para fora. Thomas Lovejoy também sabia uma coisa importante – tinha noção da importância da própria dimensão, tanto para a Amazónia como para os outros ecossistemas. Foi por isso que, há 25 anos atrás, lhe dei o apelido de Ouriço da Amazónia no livro que escrevi.

Em 1973, dois anos depois de terminar o doutoramento em diversidade e abundância de aves na Amazónia baixa, Thomas Lovejoy foi nomeado diretor dos programas de conservação da organização World Wildlife Fund (WWF) nos EUA. Foi uma época de transição para a ciência de conservação da natureza; a biologia de conservação ainda não existia enquanto disciplina reconhecida. Mas a semente a partir da qual essa árvore intelectual iria crescer já tinha sido plantada, na forma de um pequeno livro com uma monótona capa amarela publicado por dois jovens ecologistas em 1967. Um dos autores deste livro era Edward O. Wilson; o outro era Robert H. MacArthur, um ecologista e matemático brilhante que morreu em 1972. O livro era The Theory of Island Biogeography. Esta obra abriu os olhos dos ecologistas (e, eventualmente, dos conservacionistas não cientistas) para o facto de as ilhas perderem a sua diversidade biológica a um ritmo particularmente acelerado, ou seja, quando os grandes ecossistemas do planeta são divididos em fragmentos semelhantes a ilhas devido à incursão humana, estes fragmentos também perdem a sua diversidade.

“A fragmentação de habitat ainda não tinha despertado muito interesse científico ou preocupação ambiental, porque estes fragmentos perdiam as suas espécies gradualmente”, escreveu Thomas Lovejoy recentemente, com o coautor John W. Reid, no seu último livro Ever Green. “A comparação com as ilhas colocou esta questão em perspetiva.”

A pequena monografia escrita por Edward Wilson e Robert MacArthur desencadeou aquilo a que Thomas Lovejoy e John Reid recordam como uma “discussão espirituosa” sobre as estratégias de conservação. Como o financiamento e o capital político eram sempre finitos, seria melhor proteger algumas áreas grandes ou muitas áreas pequenas? Thomas Lovejoy percebeu logo nos primeiros anos que passou na WWF que a organização precisava de uma resposta. Era necessário saber mais sobre as consequências da fragmentação de habitat.

Perto de Altamira, no estado do Pará, na região norte do Brasil, uma enorme faixa de floresta foi queimada (a área negra à esquerda) para desflorestar o local para a pastagem de gado. A área branca ao lado é uma mina de ouro abandonada, e à direita fica uma quinta de criação de gado. A mineração e a pecuária são fontes significativas de desflorestação e poluição na Amazónia.

Fotografia por Victor Moriyama

Assim, com o conhecimento adquirido sobre a Amazónia durante o trabalho de campo feito para o doutoramento, incluindo a sua fluência em ecologia e em português, sem esquecer a desenvoltura diplomática, Thomas Lovejoy imaginou e fez pressão para que existisse uma experiência natural de grandes dimensões. A lei brasileira daquela época estipulava que os proprietários de terras na Amazónia, caso desejassem desflorestar os terrenos para fazer zonas de pastagem de gado ou plantações, deviam deixar 50% da sua área florestal intocada. Thomas Lovejoy convenceu alguns destes proprietários, numa área a norte da cidade de Manaus, a deixarem resquícios de terrenos com formas retangulares de diferentes tamanhos. Estas zonas tornar-se-iam ilhas de floresta tropical num mar de clareiras queimadas pelo sol. Depois, Thomas e outros cientistas recrutados por ele iriam estudar estas ilhas florestais para perceber como é que o isolamento e o tamanho de cada mancha afetava a perda de diversidade.

Os trabalhos de monitorização começaram em 1979 e os cientistas depressa encontraram evidências que já eram previstas pela teoria de Edward Wilson e Robert MacArthur – as “ilhas” florestais perdiam espécies, e as ilhas mais pequenas sofriam perdas mais rápidas e severas do que as ilhas maiores. Se um fragmento de floresta fosse demasiado pequeno para abrigar porcos-do-mato, por exemplo, também perdia pelo menos quatro espécies de sapos especializados que vivem nos lamaçais criados pelos porcos. E assim sucessivamente. A subtração de uma espécie tinha efeitos em cadeia sobre todas as outras. Esta perda inexorável de diversidade ficou conhecida por deterioração do ecossistema.

Encontro com um besouro

Quando conheci Thomas Lovejoy, em meados da década de 1980, a sua experiência na Amazónia era muito conhecida, pelo menos na literatura de ciência de conservação. Eu interessei-me por este tópico – que ia desde o livro escrito por Edward Wilson e Robert MacArthur até ao debate sobre o tamanho das ilhas amazónicas de Thomas Lovejoy – e queria escrever sobre todos estes temas. Durante uma conferência no Parque Nacional de Yellowstone (zona que faz parte de um ecossistema de ilhas no oeste americano moderno, facto que só era reconhecido por algumas pessoas na altura), conversei com Thomas Lovejoy. Sentámo-nos durante algum tempo num bar – na Lake Lodge, se bem me lembro – e enquanto eu lhe perguntava sobre a experiência na Amazónia, aproveitei para desenhar alegremente ilhas de vários tamanhos num guardanapo, convidando-o a confirmar ou a corrigir a minha perceção. Thomas sorriu com o seu sorriso angelical. Vamos para a Amazónia, respondeu ele.

Na década de 1970, na área em torno do Acampamento 41, a norte de Manaus, Thomas Lovejoy convenceu alguns agricultores a deixarem áreas florestadas de vários tamanhos. Nas décadas seguintes, os cientistas monitorizaram estas parcelas de terreno para perceber como é que a fragmentação da floresta afeta a vida selvagem.

Fotografia por Mark Moffett, Minden Pictures

Vários meses depois, encontrámo-nos no aeroporto de Miami e embarcámos num avião rumo a Manaus. Thomas ainda estava de fato, tinha acabado de sair do trabalho na WWF em Washington. Quando chegámos ao Aeroporto Internacional de Manaus, na manhã seguinte, chovia torrencialmente. Thomas desceu do avião e abriu um guarda-chuva dobrável – já sabia ao que ia.

Numa tarde já ao final do dia, depois de já termos passado alguns dias na floresta em torno do seu Acampamento 41 – uma estação rústica de campanha que fica a 41 quilómetros a norte de Manaus – sentámo-nos encharcados em suor numa pequena poça alimentada por um riacho. A escuridão da noite caiu repentinamente, como é normal nos trópicos. De repente, sem eu estar à espera, surgiu uma aparição: um globo de luz laranja de tamanho considerável a ziguezaguear na nossa direção. Será que existem naves extraterrestres nesta selva? Pensei eu. A luz laranja desapareceu, mas depois regressou a ziguezaguear, era dez vezes maior e demasiado rápida para ser um pirilampo. Ficámos confusos, de queixo caído, até que a coisa parou no ar e pareceu ficar a pairar. Saí da água e caminhei em direção à luz com alguma apreensão, até chegar perto o suficiente para ver o que era: um besouro de cinco centímetros de comprimento com um órgão luminescente, que agora estava preso numa das redes abertas para apanhar morcegos. O besouro pulsava mais intensamente quando eu lhe tocava, como se estivesse completamente indignado.

Colocámos cuidadosamente o besouro num saco com fecho e lá ficou a criatura na mesa do acampamento enquanto comíamos o nosso ensopado de peixe. Falámos sobre políticas de conservação, financiamento para investigações e muitas outras coisas, e eventualmente virámos as nossas atenções para o besouro. Consegui perceber que era um Elateridae – ou em linguagem mais simples, um besouro de cliques – um daqueles coleópteros alongados e articulados que têm um dispositivo semelhante a uma mola entre o tórax e o abdómen para se conseguirem virar quando são derrubados. Este besouro tinha duas manchas ovais enormes na zona do tórax, que brilhavam em tons de verde luminescente e eram complementadas pelo tom laranja luminescente da sua lanterna abdominal. Era uma criatura bastante imponente. Perguntei a Thomas que espécie era, esperando que figurasse de forma destacada na fauna local. E até pensei que ele sabia exatamente qual era aquele animal.

“Nunca vi nada assim”, respondeu Thomas.

Portanto, estávamos possivelmente perante uma nova espécie desconhecida da ciência. Eu não tinha ouvido falar sobre qualquer levantamento entomológico naquele local. Presumi que íamos recolher o besouro – ou seja, matá-lo ou prepará-lo – para que algum taxinomista em Manaus ou em Washington o pudesse examinar, escrever uma descrição ou quiçá classificá-lo e dar-lhe um nome científico, para um dia o encaixar nos arquivos de taxonomia. Existem milhares de besouros desconhecidos, já recolhidos, a aguardar este tipo tratamento por parte de taxinomistas que já estão sobrecarregados em museus pelo mundo inteiro. Mas não. Thomas não tinha essa predisposição. Depois do jantar, libertámos o besouro.

Isto foi, creio eu, uma declaração silenciosa de Thomas – as pequenas coisas são importantes, assim como as grandes. Uma vida individual é valiosa, mesmo a vida de um besouro, e sobretudo quando ainda faz parte da grandeza natural.

Depois vieram as alterações climáticas

Passaram-se décadas. Thomas Lovejoy saiu da chefia do departamento dos EUA da WWF para trabalhar no Instituto Smithsonian, para ser consultor-chefe de biodiversidade no Banco Mundial, acumulando depois outros cargos e funções. Mas a sua missão não mudou: alertar o mundo, tanto os cidadãos como os líderes políticos, para a crise da perda de biodiversidade e para as ações humanas que a impulsionam. A destruição e fragmentação de habitat eram questões urgentes, às quais Thomas Lovejoy rapidamente acrescentou – mais cedo do que a maioria das pessoas – os efeitos corrosivos das alterações climáticas.

Em 1992, Thomas foi coeditor de um livro, chamado Global Warming and Biodiversity, que contém artigos científicos de um simpósio – provavelmente o primeiro do mundo sobre o tema – que Thomas Lovejoy ajudou a organizar no Zoológico Nacional de Washington. Seguiram-se mais dois livros sobre o mesmo tópico, em colaboração com o ecologista e cientista climático Lee Hannah. Estes três livros estão repletos de estudos de caso e tendências assustadoras, mas também oferecem recomendações políticas. Para Thomas, o desespero e a resignação não eram opções. Thomas amava demasiado a natureza para cruzar os braços e ficar simplesmente a vê-la a desvanecer.

Mas Thomas também estava perfeitamente ciente de que estávamos a alcançar limites terríveis, e que o tamanho de um ecossistema é importante. Em 2019, Thomas Lovejoy foi coautor de um editorial importante com o meteorologista brasileiro Carlos Nobre, intitulado Amazon Tipping Point: Last Chance for Action. A floresta amazónica gera, em grande parte, o seu próprio clima através do ciclo hidrológico, enviando biliões de galões de chuva de regresso ao céu através da evapotranspiração (respiração das plantas incluindo a evaporação de todas as superfícies). A água é transportada para oeste até aos Andes em massas de ar em movimento e depois regressa para a floresta sob a forma de mais chuva.

A redução da área de floresta tropical para além de um valor crítico mínimo – quer seja devido às queimadas, desflorestação ou alterações climáticas, que trazem períodos de seca e uma transição para terras de pastagem e depois mais incêndios – vai interromper este ciclo hidrológico. E vamos alcançar o ponto de inflexão. A dura realidade, segundo Thomas Lovejoy e Carlos Nobre, é a de que “a preciosa Amazónia está à beira da destruição funcional”. E quando esta floresta desaparecer, segundo os autores, outras consequências terríveis se seguirão – consequências para os humanos, bem como para os sapos, porcos-do-mato e besouros.

Mas também vai ser preciso ter “vontade e imaginação” para restaurar o equilíbrio. Thomas Lovejoy tinha estas qualidades em abundância, mas agora que já partiu, cabe-nos a nós continuar o trabalho. O novo programa da NGS-Rolex foi concebido para iluminar partes e aspetos deste grande ecossistema, considerando como é que cada parte contribui para a totalidade do todo.

Um plano para toda a bacia amazónica

Thiago Silva e os seus colegas vão investigar de que forma as mudanças provocadas pelo homem, nomeadamente as alterações climáticas e o desenvolvimento de energia hidroelétrica, afetam a função e a diversidade das florestas amazónicas que são inundadas sazonalmente, e onde a vida selvagem aquática se alimenta e reproduz sob árvores de fruto. João Campos-Silva (que é Laureado Rolex) e Andressa Scabin vão investigar como é que a megafauna aquática amazónica – incluindo a lontra-gigante, o jacaré-negro, o boto-cor-de-rosa e a tartaruga-gigante sul-americana – estão a lidar com a exploração industrial e as mudanças nas condições de habitat por toda a bacia amazónica. Em parceria com a população local, os investigadores também vão explorar iniciativas promissoras de conservação comunitária.

Ruthmery Pillco Huarcaya e os seus colegas vão acompanhar a utilização de habitat do urso-andino, o único mamífero cujo alcance se estende desde a floresta nublada até às pastagens no sopé das montanhas. Do outro lado do continente, Angelo Bernardino e a sua equipa vão monitorizar a saúde dos mangais costeiros da Amazónia, o maior cinturão contínuo de mangais do mundo, e avaliar como armazenam carbono e estabilizam as regiões costeiras.

Estes e outros estudos, sobre temas que vão desde o clima no alto dos Andes até aos efeitos da mineração de ouro e a composição dos solos sob os mangais, vão impulsionar a tarefa vital que é compreender o funcionamento da Amazónia. Cada uma destas investigações é apenas uma pequena parte do trabalho que é necessário fazer urgentemente. Mas as coisas mais pequenas, tal como Thomas Lovejoy fez questão de me lembrar com a parábola do besouro, também são importantes.

O delta do rio Amazonas é um ponto de foco de biodiversidade – um destino para aves migratórias da América do Norte e lar do mais extenso cinturão costeiro de mangais do planeta.

Fotografia por Victor Moriyama

A National Geographic Society, comprometida em iluminar e proteger as maravilhas do nosso mundo, financia o trabalho dos exploradores na Amazónia.


Este artigo foi publicado originalmente em inglês no site nationalgeographic.com

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