National Geographic Summit

Sylvia Earle, Conceituada Bióloga Marinha, Defende O Papel Das Mulheres Na Ciência

Uma fonte inspiração para todas as mulheres que ambicionam destacar-se em setores tradicionalmente dominados por homens. Sexta-feira, 23 Março

Por National Geographic

Sylvia Earle liderou inúmeras expedições submarinas ao longo da sua carreira. Em1970, quando as mulheres americanas se começavam a afirmar em campos tradicionalmente ocupados por homens, Sylvia liderou a primeira equipa totalmente feminina no âmbito do projeto Tektite II, concebido para explorar o domínio marinho e testar a viabilidade dos habitats em águas profundas e os efeitos para a saúde da vida prolongada em estruturas subaquáticas.

O habitat estava localizado cerca de 15 metros abaixo da superfície da Grande Lameshur Bay, ao largo da ilha de São João, nas Ilhas Virgens dos EUA. Durante a expedição de duas semanas, Earle observou em primeira mão os efeitos da poluição nos recifes de corais.

"A candidatura para fazer parte deste projeto nem sequer se preocupava em explicitar que se tinha que ser homem", disse Sylvia Earle numa entrevista à National Geographic. "Era óbvio que era apenas para homens".

"No entanto o responsável pelo projeto Tektite [...] encarou o assunto de forma filosófica - mais do que isso, de uma forma prática", explicou a exploradora dos oceanos. "Ele disse:  Bem, sendo que metade dos peixes são do sexo feminino, acho que podemos incluir algumas mulheres ".

"Her Deepness", como por vezes é apelidada, foi também a primeira mulher nomeada cientista-chefe da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, tendo sido premiada com a Medalha Hubbard, a maior honra da National Geographic Society, e considerada como heroína do planeta pela revista Time, como resultado dos seus esforços de conservação e proteção do oceano.

"Não há dúvidas que ainda se mantém uma disparidade de género no que toca à compensação salarial por igual desempenho e no que toca à seleção dos responsáveis para os diversos projetos … faz parte da nossa cultura", disse Sylvia Earle.

Segundo Sylvia Earle, “atualmente, jovens mulheres que queiram ser oceanógrafas descobrem que as portas estão abertas. As crianças são exploradoras por natureza, independentemente do seu sexo, são curiosas. Enquando sociedade moldamos categorias, os meninos podem fazer isso, as meninas não devem fazer isto. No entanto, por vezes, temos a alegria de simplesmente dizer ‘não me importa o que pensam de mim, vou seguir em frente’.... esses são os exploradores, que emergem apesar do que a sociedade pensa.”

Compre já o seu Bilhete com 25% de desconto até dia 08 de Abril, aqui: