Produzir café para futuros brilhantes no Zimbabué

Com o apoio da Nespresso, pequenos produtores do Zimbabué estão a fazer renascer a outrora próspera indústria do café do país e começam a colher os primeiros frutos.

quinta-feira, 7 de maio de 2020,
Por Karen Carmichael
Produzir café para futuros brilhantes no Zimbabué
Produzir café para futuros brilhantes no Zimbabué

Em tempos, o Zimbabué foi conhecido como "o celeiro de África" devido aos solos férteis e vales onde era plantado o trigo, tabaco e milho para exportação para todo o continente e para o resto do mundo. O café era uma colheita fundamental e reconhecida mundialmente nos locais onde os apreciadores bebiam as misturas suaves e frutadas provenientes do Zimbabué nos cafés da moda de Londres, Tóquio e Joanesburgo. A indústria do café no país sofreu quedas devastadoras ao longo das últimas décadas, mas o café do Zimbabué está agora a ressurgir e a mudar as vidas de pequenos produtores mais determinados.

Desde 2015 que a marca de café suíça Nespresso e a ONG internacional TechnoServe têm trabalhado em conjunto para revitalizar os setores do café na África Oriental. Ao comprar junto dos produtores locais, a Nespresso ajuda a estabilizar o mercado, ao mesmo tempo que financia o pessoal da TechnoServe que trabalha no terreno ao lado das comunidades, proporcionado formação técnica aos produtores relativamente às melhores práticas a aplicar. Cada vez mais produtores do Zimbabué estão a começar a cultivar café, pois é visível como esta atividade pode melhorar o seu nível de vida.

Zachariah Mukwinya, um agricultor da aldeia de Chavhanga, no distrito de Mutasa, observou um desenvolvimento enorme no conhecimento dos produtores quanto às práticas agrónomas desde que a Nespresso deu início ao programa Reviving Origins. Agora, os produtores estão mais informados sobre como plantar correta e espaçadamente as árvores, como podar os arbustos, identificar e separar as cerejas de café maduras e como demolhar o grão de café (retirando os que não apresentam qualidade) antes de serem transportados para a moagem. O resultado foi a melhoria considerável da qualidade.

Fotografia de Rena Effendi

“Os produtores estão a abandonar outras culturas para retomarem a produção de café”, afirma Midway Bhunu, diretor do Programa AAA Sustainable Coffee™ da Nespresso, que coordena a implementação na região do Vale de Honde no Zimbabué. Como consequência, também ajudou a desenvolver o programa da AAA Academy, que fornece aos produtores locais aulas sobre gestão de colheitas. A academia também está a contribuir para a igualdade das mulheres ao encorajar formações que visam a inclusão do mesmo número de homens e mulheres, para que estas obtenham as mesmas competências. A atual participação de mulheres nos programas AAA da Nespresso no Zimbabué é de 47%.  

Uma destas produtoras é Jesca Kangai, dona de uma plantação de café na aldeia de Pangeti, no distrito de Mutasa, nas montanhas do leste do Zimbabué. Desde que o programa AAA chegou ao Zimbabué, ela observou um aumento considerável na qualidade do seu café. “A Nespresso está a ensinar-nos métodos para produção de um bom café”, afirma ela, “desde a poda dos arbustos, ao corte ideal para conseguir um maior crescimento, a seleção das sementes, a limpeza e separação ou a moagem. Tudo para obter café da melhor qualidade”. Atualmente, estão a trabalhar com o programa AAA da Nespresso mais de 2000 produtores e a produção de café cresceu cerca de 7%, enquanto a qualidade teve uma melhoria de 51%.

Jesca Kangai, 35 anos, vive na aldeia de Pangeti, distrito de Mutasa, nas montanhas do leste do Zimbabué. Há cerca de 20 anos que planta café e agora produz grão de café da melhor qualidade. O programa Reviving Origins da Nespresso tem sido um apoio fundamental para Jesca. A formação oferecida pelo Programa AAA Sustainable Quality™ ensinou-a a gerir as árvores de forma adequada, resultando num aumento significativo na qualidade do seu café.

Fotografia de Rena Effendi

Para a família de Jesca, o café revelou-se uma atividade próspera que mudou as suas vidas, possibilitando à família construir uma casa, comprar gado, permitindo mesmo que o filho frequentasse a melhor escola da comunidade. Com este tipo de apoio, o setor do café no Zimbabué está a começar a recuperar o seu lugar na indústria e a fazer com que centenas de pequenos produtores melhorem o seu nível de vida.

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