Fotografias Aéreas Revelam um Paraíso Selvagem no Ártico

Florian Ledoux pretende que a sua fotografia conte a história da região e ajude a salvá-la no processo.Wednesday, February 14, 2018

Por Sarah Polger
Fotografias Por Florian Ledoux
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Selvagem e belo de forma revigorante, o Ártico conquistou o coração do fotógrafo Florian Ledoux aos dez anos de idade. "A escala da paisagem e as espécies incríveis que aqui vivem atraem-me para o Ártico. Fiquei profundamente sensibilizado quando fiz a minha primeira viagem acima do Círculo Polar Ártico e esse sentimento continua a crescer à medida que vou fazendo as minhas explorações", afirma Ledoux.

Atualmente, Ledoux viaja por terra e ar na Islândia, Gronelândia, Canadá e muitos outros locais, com o objetivo obter imagens da paisagem e da vida selvagem. Apesar de trabalhar como fotojornalista para a Marinha francesa, Ledoux aprimorou as suas capacidades num projeto pessoal no qual fotografou a cultura Inuit e a sua relação com a terra na Gronelândia. Já participou com várias fotografias suas no concurso Fotógrafo do Ano de Natureza da National Geographic 2017.

 

Em 2017, Ledoux zarpou em busca de ursos polares perto do Estreito de Tremblay, Canadá. Após uma noite de buscas sem frutos, Ledoux e a sua equipa encontraram um grande pedaço de gelo no dia seguinte que parecia promissor — o gelo era ideal para os ursos polares caçarem as suas presas. À medida que se aproximavam da área, o grupo encontrou aquilo que procurava - quatro ursos polares a saltar de placa de gelo em placa de gelo, em busca de focas. Para encontrar uma nova perspetiva da cena, Ledoux captou os ursos a vaguear no gelo numa perspetiva superior: "Utilizei um drone para tirar fotografias aéreas, pois estes trazem uma nova perspetiva à fotografia tradicional de vida selvagem." Para além dos desafios que o Ártico apresenta aos drones — desde frio extremo a polos magnéticos que têm impacto nos dispositivos e até erros de bússola — Ledoux operou o seu drone a partir do veleiro em movimento para obter as suas imagens.

 

Ledoux aproxima-se de todos os habitats com cuidado, pesquisando o comportamento animal e dedicando tempo a estudar a vida selvagem antes de estar no terreno. Procura fotografar o panorama geral do Ártico e os animais que nele vivem, apesar das dificuldades. "Para mim, não existe sentimento melhor do que estar perto deles e partilhar o espaço. Nunca irei esquecer a primeira vez que vi um urso polar — chorei durante as três horas que ficámos perto deles."

O Ártico tornou-se na segunda casa do fotógrafo e alimenta a sua paixão fotográfica. "Esses momentos são incríveis para mim, acontece algo comigo — é uma vibração profunda que consome todo o meu corpo e alma. É para isso que vivo. Quando fotografo, estou noutro sítio."

O que se segue para Ledoux? Tem planos para trabalhar no seu projeto do Ártico a longo prazo, captando imagens aéreas em diferentes alturas do ano. Entretanto, está a trabalhar com o seu sócio em excursões ao Ártico, para ajudar a educar os visitantes e partilhar a sua paixão fotográfica.

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