Perpetual Planet

“A Mais Importante História da Terra é a Própria Terra.”

– David Doubilet Sexta-feira, 2 Março

Por Eve Conant, Daniel Stone, Nina Strochlic, e Catherine Zuckerman

A National Geographic produziu esta versão alargada da secção Notas de Campo no âmbito da parceria com a Rolex.

Quem explora o planeta passa também a acarinhá-lo. E, quando se gosta de algo, rapidamente se desenvolve um instinto protector. Imbuídos desse espírito, a National Geographic e a Rolex desenvolvem uma nova parceria para promover a exploração e a conservação do planeta. Ambas as organizações vão trabalhar em conjunto para apoiar cientistas, estimular exploradores emergentes e proteger as maravilhas da Terra.

Uma Parceria Para o Progresso da Exploração

“O Pólo, por fim!” Esta nota no diário de Robert Peary proclamava a descoberta do Pólo Norte pela sua equipa, na expedição de 1909 financiada pela National Geographic Society.

Em 29 de Maio de 1953, Edmund Hillary e Tenzing Norgay tornaram-se os primeiros homens a atingir o cume do Evereste, no âmbito de uma expedição patrocinada e equipada pela Rolex.

Juntas, a National Geographic e a marca relojoeira contam mais de duzentos anos de experiência no apoio a expedições e exploradores. Agora, estão a aplicar esse legado  numa parceria única.

À semelhança do que fizeram ao longo do século XX, a Rolex e a National Geographic continuarão a apoiar a exploração de locais ainda por descobrir. E a parceria desenvolverá uma missão mais ampla. Além de explorar as maravilhas da Terra, procurará que os seres humanos aprofundem o seu conhecimento científico sobre essas maravilhas e conheçam este compromisso para as proteger.

Os parceiros vão apoiar esforços de conservação e exploração em torno de três áreas críticas: os oceanos da Terra, os pólos e as montanhas. Em cada área, a Rolex e a National Geographic vão:

• Possibilitar expedições lideradas por cientistas e contadores de histórias;

• Apoiar investigações que possam desencadear a descobertas científicas, novas tecnologias e soluções inovadoras;

• Organizar cimeiras e actividades que informem e eduquem o público.

O trabalho sobre os oceanos já está em curso. Em nationalgeographic.com, estamos a publicar novos conteúdos inspirados nesta parceria. O site será regularmente alimentado com novos materiais, que serão também partilhados através das redes sociais. Com o tempo, é provável que o site ofereça igualmente vídeos, experiências de realidade virtual e muito mais.

Ambos os parceiros há muito que têm ligações com figuras de proa da exploração oceânica. Entre eles encontram-se a oceanógrafa Sylvia Earle, que trabalha com a Rolex desde 1970; o oceanógrafo Don Walsh, que em 1960 alcançou o ponto mais profundo do oceano usando um batiscafo; o realizador de cinema James Cameron, que em 2012 conduziu um submersível até à mesma profundidade histórica; e o fotógrafo Brian Skerry, que consquistou o prémio Rolex National Geographic Explorer do Ano em 2017.

Juntas, a Rolex e a National Geographic estão empenhadas em inspirar e ajudar novas gerações de exploradores. Os homens e as mulheres das páginas seguintes  tipificam a paixão e a ambição no cerne desta parceria. É um prazer partilhar as suas histórias. — Os editores

20 Mil Léguas Sobre o Mar

Ghislain Bardout e a mulher, Emmanuelle Périé-Bardout, com o apoio da Rolex, exploraram o mundo sob o Árctico. Agora, desenvolvem nova missão no outro extremo: nas margens da Antárctida. Ao longo da viagem de 80 mil quilómetros, mergulharão nas águas mais remotas do planeta, até profundidades raramente alcançadas pelo ser humano.

O casal planeia explorar os ecossistemas da zona mesopelágica, um domínio que a maior parte da luz nunca alcança. Estão também a  construir uma “cápsula” subaquática que lhes permitirá ficar submersos durante alguns dias. Este ano, permaneceram no Alasca durante o Inverno e velejam agora para a Polinésia. Na jornada, participam os dois filhos com 5 e 1 ano de idade.

A Cruzada Pelo Tubarões

As ilhas Cook estão muito distantes do laboratório farmacêutico onde Jessica Cramp trabalhou em tempos. Desejosa de dar um uso mais tangível ao seu conhecimento, trocou o emprego por uma vida dedicada à protecção dos tubarões, os animais que motivaram o seu interesse pelo mar.

Fã de Jacques Cousteau, mudou-se para a ilha de Rarotonga, no Pacífico Sul, onde promoveu com sucesso uma campanha para proibir o comércio de tubarões em todo o arquipélago. Ajudou a estabelecer ali um santuário para tubarões com 1.997 milhões de quilómetros quadrados.

Desde então, Jessica Cramp fundou uma organização de investigação, divulgação e sensibilização chamada Sharks Pacific. Usa satélites para monitorizar os movimentos dos tubarões migratórios marcados e estuda a melhor forma de criar políticas que visem a protecção das criaturas ameaçadas. “Estou interessada em encontrar o equilíbrio certo entre tubarões, peixes e pessoas porque os humanos têm de ser considerados como parte do ecossistema”, diz.

Mapeamento dos Gigantes do Mar

O tubarão-baleia é um dos animais mais misteriosos do oceano, mas há quase 25 anos que o biólogo Brad Norman desvenda lentamente os seus segredos.

Os padrões semelhantes a constelações existentes em cada tubarão-baleia são tão únicos como as impressões digitais. Com isso em mente, Brad ajudou os especialistas a reajustar um algoritmo astronómico numa ferramenta de busca que lê as fotografias para identificar tubarões individuais, conhecimento vital para a monitorização e conservação em larga escala. Também reuniu um exército de cidadãos-cientistas, incluindo crianças. Inspirar os outros “para ajudar a salvar o maior peixe do mar, e o ambiente natural de que ele depende, é uma alegria e um privilégio”, diz.

Brad foi galardoado com o Rolex Award for Enterprise e tenta agora resolver os mistérios do comportamento deste animal: “Estamos a iniciar um programa ambicioso para, com sorte, descobrir o ‘Santo Graal’: para onde vão os tubarões-baleia quando procriam?”

O Encantador de Animais

“Tento ver o oceano através dos olhos das criaturas marinhas”, diz o biólogo marinho David Gruber. Foi essa atitude que levou o explorador emergente da National Geographic a construir uma câmara subaquática que simula a visão de uma tartaruga. David e sua equipa começaram a trabalhar no equipamento em 2015, depois da descoberta de uma tartaruga marinha biofluorescente nas ilhas Salomão.

David também ajudou a criar algo que ele denomina por “robusta mão de robot”, um equipamento com capacidade de recolher amostras do delicado coral sem o danificar. O investigador espera desenvolver outros modelos de robots para aprofundar a sua investigação sobre medusas.

Nos próximos meses, os visitantes da exposição National Geographic Ocean Odyssey em Nova Iorque poderão apreciar o mais recente trabalho de David Gruber sobre peixes-lanterna do Pacífico Sul e a forma como estes comunicam entre si. Tudo isto faz parte de uma visão maior: “A exploração leva à empatia.”

Artigo Publicado Pela Revista National Geographic em Portugal