Montanhas

Definem paisagens, há quem arrisque a sua vida para as escalar e podem até gerar o seu próprio clima.

Publicado 2/03/2018, 10:51

Estes portentos da natureza erguem-se um pouco por todo o mundo, incluindo nos oceanos. Geralmente, têm encostas íngremes e cordilheiras pontiagudas ou arredondadas, e um ponto cimeiro, denominado topo ou cume. A maioria dos geólogos define montanha como um acidente geográfico que se ergue, pelo menos, 300 metros acima da área circundante. Uma cordilheira montanhosa é um conjunto ou cadeia de montanhas próximas umas das outras.

Como é que se formam as montanhas?

As cordilheiras mais altas do planeta formam-se quando porções da crosta terrestre — denominadas placas — chocam umas contra as outras, num processo designado por tectónica de placas, e se elevam como o capot de um carro numa colisão frontal. Os Himalaias, na Ásia, formaram-se na sequência de um destes desastres gigantescos, que teve início há cerca de 55 milhões de anos. Trinta das montanhas mais altas do mundo localizam-se nos Himalaias. O cume do Evereste, com 8850 de altitude, é o ponto mais elevado do planeta.

Medindo da base até ao cume, a montanha mais elevada do planeta é o Mauna Kea, um vulcão extinto situado na ilha do Havai, no oceano Pacífico. Medido a partir da base, o Mauna Kea tem 10 203 metros, embora destes apenas 4205 metros sejam acima do nível do mar.

As montanhas vulcânicas formam-se quando a rocha fundida proveniente do interior da Terra é expelida através da crosta terrestre e se acumula sobre si própria. As ilhas do Havai foram formadas por vulcões submarinos, a as ilhas que hoje vemos acima do nível do mar são o que resta do cume dos vulcões. Entre os vulcões subaéreos, ou terrestres, mais célebres, contam-se o monte de Santa Helena, no estado de Washington, e o monte Fuji, no Japão. Por vezes, as erupções vulcânicas destroem montanhas ao invés de as construírem, como é o caso da erupção de 1980 do monte de Santa Helena.

Quando o magma empurra a crosta mas solidifica antes de se dar uma erupção, formam-se os chamados domos. O vento e a chuva esculpem estas formações, originando picos e vales. Como exemplos, temos as Black Hills do Dacota do Sul, e as montanhas Adirondack de Nova Iorque. Os planaltos são semelhantes aos domos, mas formam-se quando a colisão entre as placas tectónicas eleva o terreno sem que ocorram dobras ou falhas. Estas elevações são então moldadas pela desagregação e erosão.

Outros tipos de montanhas há que se formam quando as forças no interior e entre as placas tectónicas originam fissuras e falhas na superfície terrestre, deslocando blocos de rocha para cima e para baixo. Exemplos de horsts incluem a Serra Nevada, entre a Califórnia e o Nevada, as Tetons, no Wyoming, e as montanhas do Harz, na Alemanha.

Impacto das montanhas nos habitats e na geopolítica

Com frequência, as montanhas servem como característica geográficas que delimitam fronteiras naturais entre países. A sua altitude pode influenciar padrões climatéricos, mitigando as tempestades vindas dos oceanos e induzindo as chuvas nessa vertente. Geralmente, o outro lado é muito mais seco. As paisagens acidentadas podem também servir de refúgio — e dar proteção — a exércitos em fuga ou invasores.

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