Perpetual Planet

Oceanos

Saiba mais sobre o maior habitat da Terra.Monday, March 5

Por National Geographic

Estas enormes massas de água que rodeiam os continentes são fundamentais para a humanidade. No entanto, a sobrepesca e o aquecimento global ameaçam deixar este habitat vital num ambiente estéril.

O oceano é uma massa de água salgada contínua que cobre mais de 70% da superfície da Terra. As correntes do oceano regem a meteorologia do mundo e agitam um caleidoscópio de vida. Os humanos dependem destas águas fervilhantes para obter conforto e sobrevivência mas o aquecimento global e a sobrepesca ameaçam deixa o oceano agitado e vazio.

Os geógrafos dividem o oceano em quatro grandes secções: o Pacífico, Atlântico, Índico e Ártico. As regiões mais pequenas do oceano denominam-se mares, golfos e baías, como o Mar Mediterrâneo, Golfo do México e a Baía de Bengala. Massas de água salgada independentes, como o Mar Cáspio e o Grande Lago Salgado são distintos dos oceanos do mundo.

O oceano tem cerca de 1,35 mil milhões de quilómetros cúbicos de água, que representa cerca de 97% do fornecimento de água da Terra. A água é constituída por cerca de 3,5% de sal e contém vestígios de todos os elementos químicos encontrados na Terra. Os oceanos absorvem o calor do sol, transferindo-o para a atmosfera e distribuindo-o pelo mundo inteiro através das correntes oceânicas em constante movimento. Tal aciona padrões meteorológicos globais e atua como um aquecedor no inverno e um ar condicionado no verão.

Vida Marinha

A vida começou no oceano e acolhe a maioria das plantas e animais da Terra — desde minúsculos organismos unicelulares até à baleia azul, o maior animal existente no planeta.

A maioria da vida vegetal no oceano consiste em algas microscópicas denominadas fitoplâncton que flutuam à superfície e, através da fotossíntese, produzem cerca de metade do oxigénio que os humanos e outras criaturas terrestres respiram. As algas marinhas e laminárias (kelp) são algas grandes, visíveis a olho nu. As plantas marinhas com raízes, como as ervas marinhas, só conseguem sobreviver a profundidades onde os raios solares conseguem suportar a fotossíntese - a cerca de 200 metros de profundidade. Quase metade do oceano tem mais de três mil metros de profundidade.

Pensava-se que as profundezas do oceano estavam desprovidas de vida mas focos biológicos surgem à volta de locais como fontes hidrotermais e noutros locais em águas profundas. Estas estruturas semelhantes a chaminés expelem gases e água rica em minerais oriundos debaixo da crosta terrestre. Vermes tubulares, amêijoas e mexilhões juntam-se à volta destas fontes para se alimentarem de bactérias que adoram o calor. Peixes bizarros com olhos sensíveis, presas translúcidas e organismos bioluminescentes escondem-se em águas próximas.

A rebentação espalha-se à medida que as grandes ondas batem na costa em Palau. Mais de 250 ilhas constituem o país, um forte japonês durante a II Guerra Mundial.

Outros peixes, polvos, lulas, enguias, golfinhos e baleias navegam em águas abertas, ao passo que caranguejos, lagostas, estrelas-do-mar, ostras e caracóis rastejam e passeiam pelo fundo do mar. Criaturas como a alforreca não têm forma de se movimentar e, na maioria, ficam sujeitos aos caprichos do vento e das correntes. Mamíferos como as lontras, morsas e até mesmo ursos polares também dependem do oceano para sobreviver e mergulham e saem da água conforme as exigências da sua biologia.

As colónias de pólipos formam recifes de coral quando morrem. Os recifes encontram-se maioritariamente em águas tropicais rasas e são habitat para um magnífico mosaico de pólipos, plantas e peixes. Os recifes de coral são, também, vítimas da ação humana. O aquecimento global, assoreamento, poluição e outros fenómenos estão a conduzir à morte dos recifes e os pescadores demasiado zelosos colhem mais alimento do que os recifes conseguem restaurar.

Impacto Humano

As atividades humanas têm um impacto em praticamente todas as partes do oceano. Redes perdidas e descartadas continuam a aprisionar letalmente peixes, aves marinhas e mamíferos marinhos pois estes flutuam. Os navios derramam petróleo e lixo e transportam criaturas para habitats estranhos que não estão preparados para a sua chegada. As florestas de mangues são eliminadas para a construção de casas e para a indústria. Mais de metade da população dos EUA vive em zonas costeiras, despejando lixo e esgotos no oceano. O escoamento de fertilizantes das quintas transforma vastas extensões do oceano em zonas mortas, incluindo uma área do tamanho de Nova Jérsia no Golfo do México. O dióxido de carbono dos gases com efeito de estufas está a acidificar as águas oceânicas e um afluxo de água doce dos glaciares que estão a derreter ameaçam alterar as correntes que influenciam a meteorologia.

Os ambientalistas pedem urgentemente salvaguardas internacionais para a proteção e reposição dos recursos de peixes nos oceanos, que estão em declínio, e reduções dos gases com efeito de estufa para contornar o aquecimento global.

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