Ir a Grandes Profundidades para Dar a Conhecer Mundos Subaquáticos Ocultos

O fotógrafo David Doubilet procura compreender os efeitos das alterações climáticas e da intervenção humana na vida marinha.quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Por Janna Dotschkal
Fotografias Por Jennifer Hayes and David Doubilet

 

Para o fotógrafo David Doubilet, a fotografia subaquática é uma forma de vida. Doubilet pratica mergulho desde os 8 anos de idade e tira fotografias subaquáticas desde os 12 anos de idade. Em 2016, Doubilet rumou ao oceano para descobrir a incrível reserva marinha em Cuba, os Jardins da Rainha. Esta reserva enorme, com cerca de 2200 km2, é uma "cápsula do tempo líquida". Dentro das suas fronteiras, está um magnífico recife praticamente intocado pelo tempo e pelas alterações climáticas, entre outras maravilhas da natureza. Doubilet e a sua companheira, Jennifer Hayes, recorreram aos seus anos de experiência para iluminar um local que poucos alguma vez irão ver.

Como parte da nossa série "Through the Lens", analisamos o trabalho de Doubilet e descobrimos o que o motiva.

Qual foi a primeira fotografia que tirou com significado para si?

Muitas fotografias têm significado por vários motivos: de natureza pessoal, profissional e ligadas à conservação. Uma ultrapassou as fronteiras do nosso planeta quando tive a honra de ser escolhido para representar os oceanos da Terra com uma fotografia de um recife no Mar Vermelho, foto essa que foi selecionada para ser gravada eletronicamente nos registos fonográficos transportados a bordo da Voyager 1.

Se não fosse fotógrafo, que profissão teria seguido?

Um piloto da Marinha, historiador militar ou músico de banjo.

Quem é a sua maior influência?

Tenho muitas: Jacques Cousteau, Dr. (Doc) Harold Edgerton e os fotógrafos da National Geographic Luis Marden e Bates Littlehales, para citar alguns nomes.

O que alimenta a sua paixão pela fotografia?

A vontade de criar uma imagem que deixe as pessoas a pensar, com a qual se apaixonem e queiram proteger o mar

Qual é a fotografia perfeita?

A fotografia perfeita tem o poder de prender e manter a nossa atenção. As imagens têm o poder de educar, iluminar ou humilhar. Gosto de imagens que conjugam o peso da ciência, conservação e poesia.

Qual é o seu bem mais precioso no terreno?

Talvez os meus strobes submarinos, pois iluminam um mundo oculto da nossa visão. Mas, na verdade, o equipamento fotográfico é substituível e as pessoas não. Uma boa reportagem depende de uma boa equipa, desde o fotógrafo ao assistente, guia, cientista e outras pessoas que contribuem com o seu conhecimento inestimável para o assunto.

Qual é o conselho mais importante que pode dar a fotógrafos emergentes?

A fotografia é uma linguagem universal que transcende todas as divisões culturais, mas as nossas imagens são a nossa voz que traduz a nossa paixão numa visão. Há que seguir essa paixão, quer seja por aves, borboletas, bisões, edifícios ou balões. Experimentar, errar, correr riscos.

Pode ver mais fotografias de David Doubilet no seu website e segui-lo no Instagram. Janna Dotschkal é uma editora fotográfica associada para a National Geographic.

A presente entrevista foi editada por motivos de espaço e clareza.

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