Os Conselhos de Joel Sartore para Fotógrafos

Há alguns conselhos simples, que se aplicam a todos os fotógrafos, independentemente daquilo que fotografam.quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Por National Geographic

O conceituado fotógrafo da National Geographic e autor do projeto Photo Ark partilha alguns dos conselhos que a sua longa experiência na profissão lhe trouxe.

Trabalhe muito, de preferência, para um indivíduo ou organização que o ajudem no ramo. Pode ser um jornal, uma revista, ou, menos tradicional, um website ou uma organização não governamental.

Tire muitas fotografias, em várias situações diferentes. Saia da sua zona de conforto. Cada nova situação que fotografar é uma oportunidade para melhorar.

Ouça o seu editor e respeite a suas ideias acerca de como aperfeiçoar o seu trabalho.

Aprenda a aceitar críticas e use-as para melhorar o seu trabalho. A fotografia é uma área difícil, e os editores nem sempre têm tempo para vir com pezinhos de lã quando dão sugestões aos fotógrafos.

Olhe para as fotografias com olhos de ver. Sempre que se cruzar com um outro fotógrafo cujo trabalho admire, tente perceber, através das suas imagens, o que é que o move.

Seja curioso acerca da vida. Há quase sempre algo digno de ser fotografado onde quer que vá – basta-lhe procurá-lo.

Seja simpático, educado e profissional. Todos nós temos dias maus – isso não lhe dá o direito de ser um idiota. Um fotógrafo mal-educado mancha toda a profissão, podendo, inclusivamente, fechar portas para outros de futuro.

Faça-o pelas razões certas. Se se dedicou à fotografia pelo dinheiro e reconhecimento, vai ficar profundamente dececionado, em particular, no início de carreira. Alguns fotógrafos têm anos e anos de imagens fabulosas, e só são “descobertos” depois de mortos. Se veio para a fotografia para tornar o mundo um sítio melhor, fotografando e documentando temas relevantes, para fazer os outros sorrir com as suas imagens e para os ajudar a ver o mundo de uma outra perspetiva, irá, possivelmente, desfrutar muito mais do seu trabalho.

Persistência é fundamental. Muitas das melhores fotos acontecem ao final do dia, quando já se está exausto e pronto para ir para casa. Se terminar o trabalho cedo, estará a perder as melhores oportunidades. Se quer, realmente, ser bem-sucedido na fotografia, terá de dar o seu máximo.

Não importa que universidade frequentou nem qual o seu curso, o curso superior conta menos do que a pessoa que o tirou. 

Lamento ter de dizê-lo, pois é uma área que me é tão grata, mas arranjar um emprego e iniciar uma carreira em fotografia é, nos dias que correm, uma tarefa espinhosa.

Dito isto, se estiver realmente entusiasmado, só posso recomendar que vá em frente. Continuo a acreditar que aqueles poucos que se mostrarem verdadeiramente apaixonados pela fotografia irão arranjar forma de vingar e fazer aquilo que amam. E, agora mais do que nunca, o mundo precisa de bons contadores de histórias.

Como Salvar Animais Através da Fotografia

 

É possível ganhar a vida dedicando-se exclusivamente à fotografia? Como mudou o mercado desde que começou?

Tudo é possível. Se for determinado e persistente, haverá um lugar para si.

Ser fotógrafo nunca foi fácil, e ganhar a vida da forma tradicional — trabalhando para revistas — é cada vez mais difícil.

Porquê esta mudança? Em primeiro lugar, a tecnologia facilitou muito a tarefa de tirar uma boa fotografia, o que significa que há muito mais imagens e fotógrafos no mercado. Em segundo, a Internet está cheia de imagens baratas ou gratuitas de todo o mundo, incluindo de alguns locais a que é difícil (leia-se, caro) chegar. As fotos são boas o suficiente para serem publicadas em livros e revistas que costumavam contratar fotógrafos ou pagar o licenciamento das imagens.

Em terceiro, a própria publicação mudou drasticamente, tendo o papel e a tinta vindo a ser substituídos pelos meios on-line. Uma vez que o consumidor espera que os conteúdos on-line sejam gratuitos, o modelo tradicional de subscrição deixou de funcionar. Regra geral, as empresas de publicidade pagam menos pelos conteúdos web, o que faz com que os orçamentos de publicação — e, consequentemente, os orçamentos de fotografia — tenham vindo a decair.

A combinação entre um mercado sobressaturado e a recessão e redução dos orçamentos deixou muitos fotógrafos em situações difíceis. Algumas áreas, como o retrato e a fotografia de casamentos continuam a florescer, quando comparadas com o resto do setor. Mas, para a maioria dos fotógrafos, a fotografia já não é suficiente para pagar as contas.

Muitos fotógrafos começam também a dedicar-se ao vídeo. Porquê? A atenção é um bem valioso no mundo de hoje, e pequenos clipes de um vídeo bem editado são ótimos para atrair visualizações. As imagens paradas, ainda que graciosas, belas e icónicas, são, com frequência, silenciosas e meditativas. Como resultado, na maioria das vezes, estas não conseguem competir num mundo cada vez mais barulhento e desprovido de atenção. É preciso andar e falar.

Para ser bem-sucedido como fotógrafo neste mercado, terá de ser o melhor dos melhores naquilo que faz. Apaixone-se por todos os projetos em que trabalha. Cumpra os prazos de entrega e cumpra os orçamentos, sempre. Tire as melhores fotografias jamais vistas do seu sujeito fotográfico. Certifique-se de que as pessoas sabem como as encontrar. Disponibilize um serviço de apoio ao cliente de excelência. Seja criativo quando se trata de encontrar soluções para os problemas do seu cliente.

Se quiser trabalhar mais do que aquilo que alguma vez trabalhou, fazendo tudo aquilo que descrevi acima, e se não se importa de ser o responsável pelo seu próprio salário, então terá hipótese de conseguir viver da fotografia.

Se quer viajar por todo o mundo, conhecer pessoas novas e ver sítios incríveis, mas não está seguro quanto às longas horas de trabalho, à incerteza financeira e à pressão implacável, talvez desfrute mais da fotografia como um hobby do que como uma carreira profissional.

 

Leia mais sobre o projeto Photo Ark e compre os bilhetes para a exposição.

A forma mais prática de chegar à Cordoaria Nacional é ir de comboio até à estação de Belém, na linha de Cascais e fazer o percurso pedonal de 8 minutos até à exposição.

 

Apresente o seu bilhete para o Photo Ark e usufrua dos seguintes descontos, nos serviços da CP:

   - Comboios Urbanos de Lisboa (Cascais, Sintra, Azambuja e Sado) - bilhete promocional de ida e volta, 2.00€ por pessoa, carregável no Viva Lisboa.

   - Regionais e Inter-Regionais - bilhete de ida e volta com desconto de 30%

   - Comboios Urbanos do Porto - bilhete promocional de ida e volta, 2.00€ por pessoa, como complemento aos serviços referidos

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