Viagem e Aventuras

As Melhores Viagens para o Inverno de 2018

Nesta lista, encontrará um destino de inverno para cada tipo de viajante. Quinta-feira, 28 Dezembro

Por Caitlin Etherton

Para alguns viajantes, um maravilhoso retiro de inverno onde cai neve é o melhor que esta estação nos reserva. Para outros, fugir das temperaturas abaixo de zero é absolutamente imperativo. Seja qual for a sua preferência, com base nas expedições e nos alojamentos da National Geographic, selecionámos alguns destinos que poderão ser exatamente aquilo de que anda à procura.

JAPÃO

Imagine os portões tradicionais Torii — de um vermelho reluzente — cobertos de neve, macacos-japoneses a relaxarem nas águas termais de Nagano, e copos fumegantes de chá de Uji — Ujicha. No inverno, o Japão parece o cenário de um sonho, e os festivais e as tradições sazonais só contribuem para o torná-lo ainda mais maravilhoso. O Festival de Neve de Sapporo dura uma semana e reserva-nos escorregas de gelo e mais de 200 esculturas iluminadas. Perca-se nas iluminações coloridas das grutas do Festival Sounkyo Hyobaku (Cascata de Gelo). Aqueça-se nas impressionantes fogueiras do Festival do Fogo de Nozawa Onsen, antes de seguir para o Museu Shiraoi Ainu, onde poderá ver danças indígenas Ainu, que imitam os rituais de acasalamento dos grous-da-Manchúria, uma espécie ameaçada comum na ilha Hokkaido. Reserve o Otaru Snow Light Path para o último dia, as margens do canal cobertas de neve são ideais para um passeio romântico de despedida. Aproveite as festividades de inverno e os macacos cobertos de neve do Japão.

PATAGÓNIA

As paisagens montanhosas em tons de azul e branco da Patagónia, compensam qualquer prova de resistência que um voo de longo curso possa representar. Com muitos dos serviços e algumas atrações encerradas durante o verão do hemisfério norte, o período ideal para visitar a Patagónia é entre novembro e abril. Nesta altura do ano, os dias são mais longos e quentes, o que significa que terá mais tempo para fazer caminhadas. Comece a viagem na Argentina, onde os túneis cavados no gelo o levarão até à terceira maior calota glaciar do mundo, em Los Glaciares National Park, onde poderá passar uma noite confortável num yurt junto à água. No Chile, visite o Parque Nacional de Torres del Paine, famoso pelos seus picos de granito, onde poderá observar pumas, emas, guanacos e armadilhos. Por fim, disfrute do charmoso e sustentável Tierra Patagonia Hotel & Spa, onde poderá aproveitar para dar passeios a cavalo, praticar pesca com mosca, e degustar um merecido copo de Chilean Pinot Noir.

TANZÂNIA

Um clima ameno e uma geografia variada — desde praias de areia branca, ao Monte Kilimanjaro, o Serengeti e o segundo lago mais fundo do mundo — fazem da Tanzânia uma das fugas inverno preferidas dos amantes da vida selvagem. Dê um passeio de balão de ar quente sobre as planícies do Parque Nacional de Serengeti, e veja milhares de gnus e zebras nas suas deambulações migratórias. Avestruzes e rolieiros-de-peito-lilás são apenas duas das mais de 1000 espécies de aves que existem na região — o inverno é a altura ideal para observar aves na região, pois engloba o período migratório e é a altura em que as aves apresentam a plumagem mais vistosa. Destinos como a Cratera de Ngorongoro e a Garganta de Olduvai, ideais para safaris, são oportunidades imperdíveis para os que pretendem observar hipopótamos, leões, girafas, flamingos, rinocerontes, chitas, chimpanzés, e cudos, e ao mesmo tempo aprender a respeito de paleontologia e da cultura Maasai.

VIENA

Os acolhedores mercados de Natal de Viena são uma atração típica da cidade há já vários séculos. Junto ao edifício da câmara municipal, visite o Christkindlmarkt durante a semana para evitar as multidões e as longas filas para saborear um copo de glühwein (uma bebida à base vinho tinto quente, especiarias e fruta) ou disfrutar de uma tarde de patinagem no gelo. Pode ainda visitar as dezenas de mercados mais pequenos espalhados pela cidade. Com um pequeno zoo, bancas de artesanato elaboradas a pensar nas crianças, e lanchinhos orgânicos, o Karlsplatz Art Advent é um local de passagem obrigatória para famílias.  No mercado de Spittelberg, poderá encontrar cerâmica, várias peças de artesanato e ornamentos, e velas de cera de abelha a iluminar as calçadas. No mercado de Freyung, encontrará produtos rurais como vinho orgânico e queijo das montanhas austríacas. Não pode viajar durante as festas? Deixe as cafetarias e os schnitzel (prato típico da cozinha austríaca) para depois da passagem de ano, altura, essa, em que poderá assistir a um espetáculo na célebre Ópera de Viena (tradição austríaca que remonta a inícios do século XIX).

CARAÍBAS

Indubitavelmente um dos destinos mais populares durante inverno, muitas das ilhas das Caraíbas ainda estão a recuperar da devastação causada pelos furacões que assolaram o arquipélago em 2017. Os furacões Maria e Irma deixaram um rasto de destruição nas ilhas Barbuda, Porto Rico, nas Ilhas Virgens inglesas e norte-americanas, nas Ilhas de São Martinho e Domínica, causando também estragos nas Ilhas Turcas e Caicos, República Dominicana, Guadalupe, nas Florida Keys, Ilha de S. Bartolomeu, Anguilla, Cuba, Bahamas e no Haiti, onde no ano anterior o furacão Mathew já havia causado danos imensos.

Enquanto algumas ilhas poderão demorar vários anos a recuperar totalmente, outras já abriam as suas portas ao turismo. Destas últimas contam-se Anguilla, São Cristóvão e Nevis, São Bartolomeu, Ilhas Turcas e Caicos, Guadalupe, as Bahamas, Domínica, a República Dominicana, São Martinho, Île à Vache, no Haiti e Cuba (que ainda se encontra sob alerta por parte do governo dos Estados Unidos, devido aos recentes ataques de que alguns diplomatas foram alvo.)

Sinais positivos? A Dive BVI esta a organizar viagens para os que querem fazer mergulho em Spanish Town, nas Ilhas Virgens Britânicas. O aeroporto de São Martinho reabriu em outubro. Em Anguilla, o sistema de distribuição de água já se encontra em pleno funcionamento.

Da Conch Shack, uma praia popular nas Ilhas Turcas, reabriu em novembro, incluindo os espetáculos de música ao vivo. E o Hibiscus Valley Inn, em Marigot, Dominica, abriu novamente as portas e já está a acomodar viajantes, enquanto os habitantes da ilha continuam a arranjar as estradas e os trilhos a uma velocidade impressionante.

VIETNAM E CAMBOJA

Enquanto no Canadá os rios se transformam em pistas de patinagem no gelo, no sudoeste asiático o rio Mekong, o mais longo da Ásia, flui alegremente debaixo do sol brilhante e entre palmeiras arqueadas e casas flutuantes. O rio Mekong atravessa seis países, da China ao Vietnam, e só perde em biodiversidade para o Amazonas. É o habitat dos raros golfinhos-do-irrawaddy e de raias de água doce, que podem pesar até 590 quilogramas. Não deixe passar a oportunidade de visitar o Wat Hanchey, um pequeno templo em tons de rosa, de telhado ornamentado e inscrições em sânscrito antigo, e o mercado flutuante de Cai Be, onde os locais vendem fruta fresca em pequenas embarcações cheias de citrinos e bananas. Tan Chau é uma região do Vietnam conhecida pelo comércio de sedas tingidas de acordo com o método tradicional, que consiste na utilização de frutos (como o dióspiro) esmagados para fabricar as tintas. Por fim, visite os arrozais e o mosteiro budista de Kampong Tralach, no Camboja.

BELIZE

Com o inglês como língua oficial, o Belize é o paraíso dos praticantes de mergulho. É aqui que podemos encontrar o maior recife de coral do hemisfério norte e o Grande Buraco Azul, com cerca de 300 metros de largura, e uma enorme concentração de araras-canga — facilmente observáveis no inverno, enquanto migram em direção a Este, para a região de Red Bank. Natural do Belize, Amanda Acosta recomenda uma visita à ilha Half Moon Caye, onde não há telemóveis, computadores ou Internet, proporcionando uma oportunidade para um reencontro com a natureza, para relaxar e apreciar os belíssimos pores-do-sol. Apesar de os parques de campismo estarem abertos todo o ano, por vezes não é fácil explorar aquela região. Acosta sugere que visitemos Belize entre dezembro e abril, quando os agentes de viagens providenciam transportes e alojamentos. No território continental, fique hospedado no Belcampo Lodge, uma quinta orgânica perdida na selva perto da Cotton Tree Chocolate Factory e das ruínas maias de Lubaantun.

ANTÁRTICA

Um pinguim-gentoo pode chegar a fazer 450 mergulhos por dia em busca de alimento, e só precisamos de fazer uma viagem à Antártica para o comprovar. A Antártica é o lar de albatrozes, focas-leopardo, pardelas, orcas, o pequeno mas carismático krill e muitas espécies de pinguins. Diz-se que no auge da época de acasalamento, na Ilha Geórgia do Sul, junto à península Antártica, há mais vida selvagem por metro quadrado do que em qualquer outro lugar no mundo. Combata a depressão sazonal com uma visita à Antártica em finais de dezembro, onde as 24 horas de luz significam mais tempo para explorar os icebergs de um azul néon, deslizar de caiaque pela “poeira de diamantes” e tirar fotografias aos milhares de pinguins bebés que abandonam os seus ovos no final do ano.

BAIXA CALIFÓRNIA DO SUL

Todos os invernos, milhares de baleias-cinzentas viajam cerca de 9650 quilómetros para sul, até chegarem à Baixa Califórnia do Sul para se reproduzirem. Quem visita a região pode aproveitar um dos passeios de barco insuflável pela Magdalena Bay para cumprimentar estes amistosos gigantes, que podem chegar a pesar 40 toneladas. Apelidado de “aquário do mundo” pelo famoso marinheiro Jacques Cousteau, o Golfo da Califórnia (também conhecido como Mar de Cortés) compreende mais de 650 espécies de peixes, golfinhos-nariz-de-garrafa, baleias-corcunda, baleias-azuis, baleias-comuns, raias, tubarões e leões-marinhos. Pequenas ilhas repletas de vegetação, como Isla Espíritu Santo, são perfeitas para a prática de mergulho ou para dar passeios de caiaque. De volta a La Paz, peça uma margarita, um prato de ceviche e uns tacos de peixe da Baja acabadinhos de preparar, e brinde com os seus parceiros observadores de baleias.

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