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As Melhores Viagens para o Inverno de 2018

Nesta lista, encontrará um destino de inverno para cada tipo de viajante.

Publicado 28/12/2017, 17:48 WET, Atualizado 5/11/2020, 06:02 WET

Para alguns viajantes, um maravilhoso retiro de inverno onde cai neve é o melhor que esta estação nos reserva. Para outros, fugir das temperaturas abaixo de zero é absolutamente imperativo. Seja qual for a sua preferência, com base nas expedições e nos alojamentos da National Geographic, selecionámos alguns destinos que poderão ser exatamente aquilo de que anda à procura.

JAPÃO

Pontes vermelhas e portões tradicionais Torii destacam-se da neve branca durante o inverno.
Fotografia de vichie81, Getty Images

Imagine os portões tradicionais Torii — de um vermelho reluzente — cobertos de neve, macacos-japoneses a relaxarem nas águas termais de Nagano, e copos fumegantes de chá de Uji — Ujicha. No inverno, o Japão parece o cenário de um sonho, e os festivais e as tradições sazonais só contribuem para o torná-lo ainda mais maravilhoso. O Festival de Neve de Sapporo dura uma semana e reserva-nos escorregas de gelo e mais de 200 esculturas iluminadas. Perca-se nas iluminações coloridas das grutas do Festival Sounkyo Hyobaku (Cascata de Gelo). Aqueça-se nas impressionantes fogueiras do Festival do Fogo de Nozawa Onsen, antes de seguir para o Museu Shiraoi Ainu, onde poderá ver danças indígenas Ainu, que imitam os rituais de acasalamento dos grous-da-Manchúria, uma espécie ameaçada comum na ilha Hokkaido. Reserve o Otaru Snow Light Path para o último dia, as margens do canal cobertas de neve são ideais para um passeio romântico de despedida. Aproveite as festividades de inverno e os macacos cobertos de neve do Japão.

PATAGÓNIA

Com cerca de 260 quilómetros quadrados de área, quem visitar o glaciar conhecido como Perito Moreno, em Los Glaciares National Park, estará completamente rodeado por gelo.
Fotografia de Ju Fumero, Getty Images

As paisagens montanhosas em tons de azul e branco da Patagónia, compensam qualquer prova de resistência que um voo de longo curso possa representar. Com muitos dos serviços e algumas atrações encerradas durante o verão do hemisfério norte, o período ideal para visitar a Patagónia é entre novembro e abril. Nesta altura do ano, os dias são mais longos e quentes, o que significa que terá mais tempo para fazer caminhadas. Comece a viagem na Argentina, onde os túneis cavados no gelo o levarão até à terceira maior calota glaciar do mundo, em Los Glaciares National Park, onde poderá passar uma noite confortável num yurt junto à água. No Chile, visite o Parque Nacional de Torres del Paine, famoso pelos seus picos de granito, onde poderá observar pumas, emas, guanacos e armadilhos. Por fim, disfrute do charmoso e sustentável Tierra Patagonia Hotel & Spa, onde poderá aproveitar para dar passeios a cavalo, praticar pesca com mosca, e degustar um merecido copo de Chilean Pinot Noir.

TANZÂNIA

Uma chita desfila no Parque Nacional do Serengeti.
Fotografia de National Geographic Creative

Um clima ameno e uma geografia variada — desde praias de areia branca, ao Monte Kilimanjaro, o Serengeti e o segundo lago mais fundo do mundo — fazem da Tanzânia uma das fugas inverno preferidas dos amantes da vida selvagem. Dê um passeio de balão de ar quente sobre as planícies do Parque Nacional de Serengeti, e veja milhares de gnus e zebras nas suas deambulações migratórias. Avestruzes e rolieiros-de-peito-lilás são apenas duas das mais de 1000 espécies de aves que existem na região — o inverno é a altura ideal para observar aves na região, pois engloba o período migratório e é a altura em que as aves apresentam a plumagem mais vistosa. Destinos como a Cratera de Ngorongoro e a Garganta de Olduvai, ideais para safaris, são oportunidades imperdíveis para os que pretendem observar hipopótamos, leões, girafas, flamingos, rinocerontes, chitas, chimpanzés, e cudos, e ao mesmo tempo aprender a respeito de paleontologia e da cultura Maasai.

VIENA

Nem as tempestades de neve são capazes de sabotar o encanto dos mercados de natal, mundialmente famosos, de Viena.
Fotografia de Peter Rigaud, Redux

Os acolhedores mercados de Natal de Viena são uma atração típica da cidade há já vários séculos. Junto ao edifício da câmara municipal, visite o Christkindlmarkt durante a semana para evitar as multidões e as longas filas para saborear um copo de glühwein (uma bebida à base vinho tinto quente, especiarias e fruta) ou disfrutar de uma tarde de patinagem no gelo. Pode ainda visitar as dezenas de mercados mais pequenos espalhados pela cidade. Com um pequeno zoo, bancas de artesanato elaboradas a pensar nas crianças, e lanchinhos orgânicos, o Karlsplatz Art Advent é um local de passagem obrigatória para famílias.  No mercado de Spittelberg, poderá encontrar cerâmica, várias peças de artesanato e ornamentos, e velas de cera de abelha a iluminar as calçadas. No mercado de Freyung, encontrará produtos rurais como vinho orgânico e queijo das montanhas austríacas. Não pode viajar durante as festas? Deixe as cafetarias e os schnitzel (prato típico da cozinha austríaca) para depois da passagem de ano, altura, essa, em que poderá assistir a um espetáculo na célebre Ópera de Viena (tradição austríaca que remonta a inícios do século XIX).

CARAÍBAS

Nas Caraíbas, incluindo as ilhas Turcas e Caicos, as cabanas coloridas junto à praia reabriam, finalmente.
Fotografia de National Geographic Creative

Indubitavelmente um dos destinos mais populares durante inverno, muitas das ilhas das Caraíbas ainda estão a recuperar da devastação causada pelos furacões que assolaram o arquipélago em 2017. Os furacões Maria e Irma deixaram um rasto de destruição nas ilhas Barbuda, Porto Rico, nas Ilhas Virgens inglesas e norte-americanas, nas Ilhas de São Martinho e Domínica, causando também estragos nas Ilhas Turcas e Caicos, República Dominicana, Guadalupe, nas Florida Keys, Ilha de S. Bartolomeu, Anguilla, Cuba, Bahamas e no Haiti, onde no ano anterior o furacão Mathew já havia causado danos imensos.

Enquanto algumas ilhas poderão demorar vários anos a recuperar totalmente, outras já abriam as suas portas ao turismo. Destas últimas contam-se Anguilla, São Cristóvão e Nevis, São Bartolomeu, Ilhas Turcas e Caicos, Guadalupe, as Bahamas, Domínica, a República Dominicana, São Martinho, Île à Vache, no Haiti e Cuba (que ainda se encontra sob alerta por parte do governo dos Estados Unidos, devido aos recentes ataques de que alguns diplomatas foram alvo.)

Sinais positivos? A Dive BVI esta a organizar viagens para os que querem fazer mergulho em Spanish Town, nas Ilhas Virgens Britânicas. O aeroporto de São Martinho reabriu em outubro. Em Anguilla, o sistema de distribuição de água já se encontra em pleno funcionamento.

Da Conch Shack, uma praia popular nas Ilhas Turcas, reabriu em novembro, incluindo os espetáculos de música ao vivo. E o Hibiscus Valley Inn, em Marigot, Dominica, abriu novamente as portas e já está a acomodar viajantes, enquanto os habitantes da ilha continuam a arranjar as estradas e os trilhos a uma velocidade impressionante.

VIETNAM E CAMBOJA

Há inúmeras maneiras de apreciar as palmeiras arqueadas, os mercados flutuantes e a biodiversidade do rio Mekong, que atravessa seis países.
Fotografia de Nigel Killeen, Getty Images

Enquanto no Canadá os rios se transformam em pistas de patinagem no gelo, no sudoeste asiático o rio Mekong, o mais longo da Ásia, flui alegremente debaixo do sol brilhante e entre palmeiras arqueadas e casas flutuantes. O rio Mekong atravessa seis países, da China ao Vietnam, e só perde em biodiversidade para o Amazonas. É o habitat dos raros golfinhos-do-irrawaddy e de raias de água doce, que podem pesar até 590 quilogramas. Não deixe passar a oportunidade de visitar o Wat Hanchey, um pequeno templo em tons de rosa, de telhado ornamentado e inscrições em sânscrito antigo, e o mercado flutuante de Cai Be, onde os locais vendem fruta fresca em pequenas embarcações cheias de citrinos e bananas. Tan Chau é uma região do Vietnam conhecida pelo comércio de sedas tingidas de acordo com o método tradicional, que consiste na utilização de frutos (como o dióspiro) esmagados para fabricar as tintas. Por fim, visite os arrozais e o mosteiro budista de Kampong Tralach, no Camboja.

BELIZE

Belize é conhecida, essencialmente, pelas suas águas cristalinas e recifes de coral, mas o interior é igualmente fascinante. Esta selva situa-se perto do Belcampo Lodge.
Fotografia de Intersection Photos/Alamy Stock Photo

Com o inglês como língua oficial, o Belize é o paraíso dos praticantes de mergulho. É aqui que podemos encontrar o maior recife de coral do hemisfério norte e o Grande Buraco Azul, com cerca de 300 metros de largura, e uma enorme concentração de araras-canga — facilmente observáveis no inverno, enquanto migram em direção a Este, para a região de Red Bank. Natural do Belize, Amanda Acosta recomenda uma visita à ilha Half Moon Caye, onde não há telemóveis, computadores ou Internet, proporcionando uma oportunidade para um reencontro com a natureza, para relaxar e apreciar os belíssimos pores-do-sol. Apesar de os parques de campismo estarem abertos todo o ano, por vezes não é fácil explorar aquela região. Acosta sugere que visitemos Belize entre dezembro e abril, quando os agentes de viagens providenciam transportes e alojamentos. No território continental, fique hospedado no Belcampo Lodge, uma quinta orgânica perdida na selva perto da Cotton Tree Chocolate Factory e das ruínas maias de Lubaantun.

ANTÁRTICA

Diz-se que no auge da época de acasalamento, na Ilha Geórgia do Sul, junto à península Antártica, há mais vida selvagem por metro quadrado do que em qualquer outro lugar no mundo.
Fotografia de Robert Bush, Alamy Stock Photo

Um pinguim-gentoo pode chegar a fazer 450 mergulhos por dia em busca de alimento, e só precisamos de fazer uma viagem à Antártica para o comprovar. A Antártica é o lar de albatrozes, focas-leopardo, pardelas, orcas, o pequeno mas carismático krill e muitas espécies de pinguins. Diz-se que no auge da época de acasalamento, na Ilha Geórgia do Sul, junto à península Antártica, há mais vida selvagem por metro quadrado do que em qualquer outro lugar no mundo. Combata a depressão sazonal com uma visita à Antártica em finais de dezembro, onde as 24 horas de luz significam mais tempo para explorar os icebergs de um azul néon, deslizar de caiaque pela “poeira de diamantes” e tirar fotografias aos milhares de pinguins bebés que abandonam os seus ovos no final do ano.

BAIXA CALIFÓRNIA DO SUL

Todos os invernos, milhares de baleias-cinzentas viajam cerca de 9650 quilómetros para sul, até chegarem à Baixa Califórnia do Sul para se reproduzirem.
Fotografia de Ann Johansson, Getty Images

Todos os invernos, milhares de baleias-cinzentas viajam cerca de 9650 quilómetros para sul, até chegarem à Baixa Califórnia do Sul para se reproduzirem. Quem visita a região pode aproveitar um dos passeios de barco insuflável pela Magdalena Bay para cumprimentar estes amistosos gigantes, que podem chegar a pesar 40 toneladas. Apelidado de “aquário do mundo” pelo famoso marinheiro Jacques Cousteau, o Golfo da Califórnia (também conhecido como Mar de Cortés) compreende mais de 650 espécies de peixes, golfinhos-nariz-de-garrafa, baleias-corcunda, baleias-azuis, baleias-comuns, raias, tubarões e leões-marinhos. Pequenas ilhas repletas de vegetação, como Isla Espíritu Santo, são perfeitas para a prática de mergulho ou para dar passeios de caiaque. De volta a La Paz, peça uma margarita, um prato de ceviche e uns tacos de peixe da Baja acabadinhos de preparar, e brinde com os seus parceiros observadores de baleias.

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