Este Túmulo Colossal é um Monumento Duradouro ao Amor

Segundo a lenda, a esposa favorita de Shah Jahan, já no seu leito de morte, fê-lo prometer que lhe iria construir o mais belo mausoléu que o mundo jamais havia visto.

Published 6/03/2018, 15:44 WET, Updated 5/11/2020, 06:02 WET

O Taj Mahal é considerado um dos mais belos edifícios jamais construídos. A requintada estrutura em mármore, situada em Agra, na Índia, é um mausoléu, um monumento duradouro ao amor de um marido pela sua esposa favorita. É também testemunho eterno dos feitos artísticos e científicos de um império riquíssimo.

Shah Jahan, “o Rei do Mundo”, ascendeu ao trono do Império Mogol em 1628, perdido de amores pela rainha a quem chamava Mumtaz Mahal, ou “Escolhida do Palácio”. Os poetas da corte mogol de Agra diziam que a sua beleza era tal, que a lua escondia o seu rosto em vergonha perante ela.

Os mogóis encontravam-se no auge do seu poderio e riqueza durante o reinado de Shah Jahan, e o riquíssimo filão de pedras preciosas da Índia concedeu-lhe muito desse poder e riqueza. Todavia, o monarca foi impotente para impedir a morte de Mumtaz Mahal durante o parto, em 1631. Reza a lenda que ela, no seu leito de morte, fê-lo prometer que lhe construiria o mais belo túmulo jamais visto.

 

Imagens do Sítio Património Mundial: Taj Mahal

Com ou sem promessa, Shah Jahan verteu paixão e riqueza na construção de tal monumento. Diz-se que cerca de 20 000 escultores, pedreiros e artistas da Índia, Turquia e Iraque foram contratados para trabalhar sob a ordens de uma equipa de arquitetos na edificação do Taj Mahal, nos jardins luxuriantes das margens do rio Yamuna, em Agra. A tarefa hercúlea foi levada a cabo entre 1631 e 1648.

Ainda que o perfil de arco e cúpula em resplandecente mármore branco se tenha tornado emblemático, há muitas outras maravilhas nos pormenores intrincados do Taj Mahal: pedras semipreciosas embutidas, entalhes e versos do Corão caligrafados criam um espaço interior encantatório, onde Shah Jahan visitava os restos mortais da sua esposa, até ao dia em que foi sepultado a seu lado.

As célebres cúpulas em mármore do Taj Mahal encontram-se enquadradas por quatro minaretes, dos quais os muçulmanos são chamados para as orações. Cada um deles foi projetado com uma ligeira inclinação para o exterior, possivelmente, como forma de proteger o mausoléu principal, no caso de um deles ruir.

Dois edifícios em grés vermelho ladeiam o mausoléu principal, em lados opostos. Um, a oeste, é uma mesquita. O outro é uma antiga pousada.

Estes edifícios situam-se entre jardins luxuriantes, com um enorme espelho de água, que faz aquilo que nenhum outro ser humano conseguiu — replicar a beleza do Taj Mahal.

O próprio Shah Jahan maravilhou-se com a beleza daquela imagem até ao fim dos seus dias — mas como prisioneiro, não como governante. O seu filho, Aurangzeb, tomou o trono mogol e encarcerou o seu pai no Forte Vermelho de Agra (ele próprio Património Mundial e uma popular atração turística). Fosse como forma de consolo ou de tortura, Shah Jahan tinha uma vista para o Taj Mahal da janela do seu cárcere.

Como chegar

Agra é uma das principais cidades do estado indiano de Utar Pradexe e está bem preparada para receber um grande número de visitantes — cerca de três milhões de pessoas visitam o Taj Mahal todos os anos. Pode chegar-se à cidade de autocarro, comboio ou através de um serviço aéreo (limitado). Adicionalmente, a cidade dispõe também de um vasto leque de equipamentos e instalações para turistas. O acesso ao complexo do Taj Mahal é feito a pé.

Quando visitar

O Taj Mahal encontra-se aberto durante todo o ano e o número de visitantes é sempre elevado, apesar de os novos sistemas de bilhética terem reduzido os tempos de espera nas horas de ponta. Aqueles que procuram os períodos de maior paz e contemplação, poderão tentar chegar ao início ou ao final do dia. A única altura em que o Taj Mahal não pode ser visitado é às sextas-feiras, que é quando se encontra fechado.

O que visitar

O interior do mausoléu é um espaço deslumbrante, ainda que pequeno, que merece ser explorado com tempo. Contudo, boa parte de qualquer visita ao Taj Mahal será passada a admirar o monumento do exterior. A brancura do mármore do mausoléu varia de cor e de tom consoante a atmosfera do mundo exterior — uma transformação tão fascinante que, só por si, justifica a observação do edifício em diferentes períodos do dia, seja sob o brilho róseo do amanhecer, ou a luz mágica de uma lua cheia.

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