Viagem e Aventuras

Descubra Três Lugares Incríveis Dedicados à Arte Rupestre na Europa

Vá pela arte e fique pela beleza destas regiões. Quarta-feira, 18 Abril

Por Kitson Jazynka

A paleoantropóloga e exploradora da National Geographic, Genevieve von Petzinger, aventura-se nas profundezas de grutas antigas para estudar a arte da Idade do Gelo.  Diante de uma pintura feita há 20 000 anos, afirma que a arte rupestre “estabelece a ponte entre eras”. E se considerássemos os locais de arte rupestre como destinos? Genevieve von Petzinger, autora deThe First Signs: Unlocking the Mysteries of the World’s Oldest Symbols, recomenda uma visita a três locais, que elege como representativos da Idade do Gelo, todos eles situados na Europa.

Dordonha, França

Esta zona no sudoeste de França acolhe várias grutas com gravuras rupestres da Idade do Gelo, em notável estado de conservação, incluindo as famosas Lascaux Cave. As duas escolhas de von Petzinger recaem sobre duas grutas situadas perto da aldeia de Les Eyzies-de-Tayac, mais concretamente a Gruta de Les Combarelles, com gravuras de animais e figuras humanas, e a Gruta de Font-de-Gaume, com pinturas rupestres animadas pelo uso da cor. Não perca as representações de mamutes na Gruta de Rouffignac.

Cantábria, Espanha

A Gruta de El Castillo encerra alguma da arte rupestre mais antiga da Europa, incluindo dezenas de impressões palmares, tingidas a vermelho, com mais de 30 000 anos, feitas em parte por crianças e mulheres da Idade do Gelo. Um conselho de quem sabe: a gruta pode ser escorregadia, pelo que se recomenda o uso de calçado com uma boa aderência. Visite, depois, dois notáveis museus cantábricos dedicados à arte rupestre: o Museu de Altamira e o Museu da Pré-História e Arqueologia.

Vale do Côa, Portugal

Situado a este da cidade do Porto, o vale do rio Côa é um dos melhores lugares na Europa para observar arte rupestre do Paleolítico ao ar livre. Faça a reserva de uma visita guiada num todo-o-terreno para explorar um planalto que se manteve praticamente inalterado desde a Idade do Gelo. Contemple as centenas de imagens esculpidas na superfície rochosa. “É quase como visitar o Parque Jurássico,” afirma von Petzinger. Não perca ainda a oportunidade de visitar o Museu do Côa, que traça a história do vale.

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