Viagem e Aventuras

6 Destinos a Visitar Para Um Detox Digital

Refugie-se no isolamento de um destes seis lugares do mundo, afastando-se da omnipresença do universo digital, por vezes desgastante.Monday, June 18, 2018

Por Lindsay N. Smith
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Desde os intrusivos avisos de correio eletrónico à partilha constante de posts nas redes sociais, a tecnologia é uma convidada omnipresente à mesa de jantar, no escritório e nas deslocações diárias, esgueirando-se inclusive em momentos que se supõem de descontração e revitalizantes, como as férias. E, se os aparelhos eletrónicos são excelentes ferramentas para resolver, em tempo útil, algumas questões relacionadas com as férias, também sabe bem passar uns dias longe do telemóvel ou do computador.

Quer libertar-se por uns dias das amarras digitais? Refugie-se num destes lugares sem sinal de rede móvel.

PARQUE NATURAL DE RAWAH, CORDILHEIRA DE MEDICINE BOW, COLORADO

Gerido pelo Serviço Nacional de Florestas, o Parque Natural de Rawah está integrado na Floresta Nacional de Roosevelt e cobre uma área de 31 565 hectares de montanhas, lagos glaciares e vastas pradarias. Se se aventurar pelos caminhos entre estas maravilhas da natureza, não se lembrará sequer do telemóvel. Vai ter de acampar no interior desta floresta protegida, pelo que leve tudo aquilo de que precisa, com exceção do tablet ou do portátil, e descubra a região pelo seu próprio pé, porque até mesmo o uso de bicicletas está proibido.

Durante o período em que permanecer na floresta, assegure-se de que respeita todas as recomendações do Serviço Nacional de Florestas para a preservação desta paisagem frágil. Os pontos mais altos destas áreas atingem quase cerca de 4000 metros de altitude, sendo proibido fazer fogueiras a 3200 metros, uma vez que consomem a parca vegetação. Os campistas também têm de assegurar uma distância de 400 metros do Blue Lake e do Hanging Lake, áreas que o Serviço Nacional de Florestas tem vindo a repovoar com vegetação.

VALE DE HALAWA, MOLOKAI, HAVAI

Uma estrada atravessa a ilha de Molokai, no Havai, em direção ao vale de Halawa, onde os visitantes podem fazer uma caminhada até às cascatas de Moa’ula, a 76 metros de altitude. O serviço telefónico é praticamente inexistente nos extremos da ilha, com vistas deslumbrantes.

Não existem voos diretos do continente dos Estados Unidos para este destino remoto no Havai, por isso tem de apanhar um voo em Honolulu ou em Mauí. Este esforço adicional para chegar a Molokai é um indicador do seu isolamento tecnológico, por isso prepare-se para desligar do mundo, durante o período que permanecer neste lugar. O sinal de rede móvel é inconstante e praticamente inexistente nos extremos.

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Desligue do resto do mundo e deixe-se prender pela beleza natural e riqueza histórica da ilha. Rume em direção ao extremo nordeste e caminhe pelo vale de Halawa. A rota levá-lo-á a passar por um antigo templo havaiano, oculto na paisagem, lugares sagrados de tempos ancestrais ou espaços de culto e, eventualmente, pelas cascatas de Moa’ula, com 76 metros de altitude, ladeadas por formações rochosas cobertas por musgo.

MOSTEIRO DE KOPAN, CATMANDU, NEPAL

Luzes iluminam a estupa budista no mosteiro de Kopan, no Nepal. À chegada ao mosteiro para uma estadia ou refeição, os visitantes são convidados a deixar todos os aparelhos eletrónicos na receção.

Embora não haja qualquer problema em usar um telemóvel no Nepal, para pernoitar no Mosteiro de Kopan não será necessário dispor de um cartão SIM internacional. O foco da comunidade em Catmandu assenta na espiritualidade e na vivência de cada momento. Os viajantes podem visitar o mosteiro durante o dia, reservar uma dormida ou inscreverem-se num curso de vários dias, dedicado ao budismo.

O mosteiro convida os seus visitantes a desligarem-se do mundo digital. Os hóspedes que pernoitem no mosteiro podem usar a internet de um café, situado nas instalações, para verificar a caixa de correio eletrónico e fazer fotocópias, mas não existe internet no recinto. Os funcionários pedem aos hóspedes, à chegada, que deixem os respetivos telemóveis na receção e que se privem de usar dispositivos eletrónicos nos espaços públicos. Mas há muito com que se ocupar sem recurso à tecnologia. Reserve tempo para se juntar às orações dos monges, que ocorrem no período da manhã, visite a fábrica de incenso situada num convento de freiras nas proximidades ou medite nos jardins.

RESERVA NATURAL DE HORNSTRANDIR, ISLÂNDIA

Caminhantes atravessam uma elevação montanhosa, coberta por musgo, na Reserva Natural de Hornstrandir, na Islândia. A região, já por si remota, é somente acessível por barco e não dispõe de sinal de rede móvel.

No extremo noroeste da Islândia, a Reserva Natural de Hornstrandir oferece paisagens naturais intocadas, tanto aos visitantes, que afluem ao espaço diariamente, como aos caminhantes vindo do interior. Não é uma região fácil de explorar. A reserva é somente acessível por ferry  e, uma vez em terra firme, não há outra forma de se deslocar no espaço que não seja a pé, mas será recompensado com orlas costeiras desertas, vales luxuriantes e falésias de grande altitude.

Uma vez que a região se situa numa zona remota, é impossível apanhar sinal de rede móvel ou internet. Mas não se preocupe, estará demasiado ocupado a caminhar pelas colinas cobertas de musgo e a contemplar as vistas deslumbrantes do Estreito da Dinamarca. Em vez de verificar as mensagens, observe as várias espécies de aves que habitam nas falésias do litoral e exemplares da espécie protegida da raposa do Ártico, que vagueiam pelos campos.

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PARQUE NACIONAL DE KAKADU, AUSTRÁLIA

Uma visitante contempla a paisagem em Jarrangbarnmi, ou o Koolpin Gorge, no Parque Nacional de Kakadu, na Austrália. Embora as áreas das estâncias turísticas disponham, normalmente, de wi-fi, os viajantes podem fazer uma pausa tecnológica, ao optar por uma das diversas zonas de acampamento.

Este parque nacional australiano, declarado Património Mundial Protegido pela UNESCO em 1981, é uma maravilha natural e cultural, que acolhe arte rupestre, uma grande extensão de ecossistemas e algumas das paisagens mais bem preservadas da região norte do país. Os visitantes que procuram a verdadeira experiência australiana podem caminhar por baixo de quedas de água, avistar crocodilos de água salgada ou fazer um passeio cultural com um guia aborígene local.

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Não há praticamente cobertura de rede no Parque Nacional de Kadaku, por isso é fácil fugir às mensagens e aos telefonemas em tempo de férias. Embora algumas unidades hoteleiras na região disponham de Wi-Fi, pode evitar a tentação digital, levando uma tenda e dormindo numa das muitas zonas de acampamento, cuja reserva é feita por ordem de chegada.

ILHAS FALKLAND

Um bando de albatrozes-de-sobrancelha pousam na orla da ilha de Steeple Jason, nas ilhas Falkland. Neste arquipélago remoto, a atenção centra-se na fauna e na flora, e não na tecnologia.

Deixe a tecnologia em casa e explore as Ilhas Falkland na América do Sul, habitadas por pinguins. O arquipélago situa-se a 644 quilómetros a este do continente sul-americano e acolhe mais de 200 espécies de aves, centenas de milhares de pinguins e uma população humana inferior a 3000 indivíduos. Enquanto os habitantes locais tentam manter-se ligados ao mundo com recurso à tecnologia, é pouco provável que tenha a mesma sorte se estiver de visita.

No entanto, estará tão entretido com a beleza das paisagens e da vida selvagem, que nem se lembrará da ausência de avisos de correio eletrónico. Desde os leões marinhos, que preguiçam estendidos nas praias do sul, às colónias de albatrozes-de-sobrancelha, que habitam as falésias situadas a noroeste, as ilhas oferecem aos visitantes uma oportunidade única para observar e conhecer a flora de perto. E o único dispositivo eletrónico de que vai precisar é a máquina fotográfica.

Se viajar com a National Geographic, terá a oportunidade de observar o pinguim-rei ao longo das praias de Georgia Sul na mesma viagem.

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