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Porque é Esta a Melhor Altura do Ano para Visitar as Grandes Pirâmides?

Descubra o planalto de Gizé no solstício de verão para uma visão única.segunda-feira, 11 de junho de 2018

Por Kitson Jazynka
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O arqueólogo e explorador da National Geographic, Yukinori Kawae, fez carreira na análise de todos os cantos e fendas da Grande Pirâmide que se ergue sobre o planalto de Gizé, à saída da cidade do Cairo, no Egito. Os investigadores descobriram, recentemente, uma câmara situada acima da Grande Galeria da pirâmide, que Kawae descreve como sendo, provavelmente, “a maior descoberta do século”. Segundo Kawae, a melhor altura para visitar a pirâmide situa-se no período de maio a junho, preferencialmente no solstício de verão, que ocorre a 21 de junho, quando o sol se põe entre as pirâmides, reproduzindo o hieróglifo akhet, que significa horizonte.

A GRANDE PIRÂMIDE

Concluída por volta de 2500 a.C. para acolher o túmulo do faraó Quéops, esta pirâmide integra “a primeira câmara sepulcral de granito da história do antigo Egito”, afirma Kawae, realçando que os especialistas acreditam que a construção deste sarcófago ter-se-á prolongado por 27 anos, aproximadamente a duração do reinado de Quéops. No exterior da pirâmide, atente no número de pessoas em seu redor. “Dá para perceber que era um local de multidões”, afirma, “onde se movimentavam os antigos construtores”.

A Grande Esfinge de Gizé, uma das estátuas mais antigas do mundo, é um monumento esculpido em pedra calcária, cujo significado permanece ainda hoje pouco claro, representando o corpo de um leão e a cabeça de um faraó.

A GRANDE ESFINGE DE GIZÉ

A Grande Esfinge de Gizé, uma das estátuas mais antigas do mundo, situa-se a curta distância da Grande Pirâmide, uma breve travessia ao longo de um planalto de areia. Kawae sugere uma caminhada entre as enormes patas desta estrutura com 4500 anos para descobrir o monólito vertical. Os hieróglifos inscritos na Estela do Sonho narram a história de um príncipe, que fez um acordo com o Deus do Sol para se tornar no faraó Tutmés IV.

O túmulo da rainha Meresankh III foi descoberto em 1927, em excelente estado de conservação.

MASTABAS

Para além das grandes pirâmides, o planalto de Gizé acolhe ainda vários túmulos de telhado plano ou mastabas. A escolha de Kawae? O mastaba duplo da neta de Quéops, a rainha Meresankh III. Situado na zona oriental do cemitério, este túmulo integra uma capela escavada na rocha, tendo sido descoberto em 1927, muito bem preservado no tempo. “Ainda se pode observar as cores”, afirma Kawae, “e sentir a imponência de um lugar onde repousa a família de Quéops.”

Um camelo boceja em frente das Grandes Pirâmides de Gizé.
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