Viagem Ecológica do Mês: Guarda

A viagem ecológica de novembro leva-nos até à Guarda. Um concelho onde o património histórico, cultural e natural se fundem entre si.quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Por National Geographic

A Guarda é um concelho localizado no Interior Centro de Portugal, entre o Planalto Guarda-Sabugal e a Serra da Estrela. Caracterizada pelo seu clima frio e montanhoso, a Guarda possui vários locais interessantes para visitar, assim como experiências culturais para vivenciar. Reunimos algumas sugestões para visitar na sua próxima viagem à Guarda.

Guarda: a cidade dos 5 F’s
A Guarda é um dos maiores concelhos do país devido à sua área, número de habitantes e freguesias que possui. A sua área ronda os 712.11 km2 e são mais de 45.541 os habitantes do concelho, espalhados pelas suas 43 freguesias.

Apresenta-se como “a cidade dos 5 F’s”: Forte, Farta, Fria, Fiel e Formosa. É considerada Forte pela dureza do granito que a caracteriza e pelo sistema defensivo que ergueu em tempos. Farta pelos vales férteis e cursos de água que garantem a sustentabilidade do concelho e da sua gastronomia típica e Fria pelo clima que possui.

O atributo Fiel teve origem na sua História e nas características da sua população. É, ainda, identificada como uma cidade Formosa por ser herdeira de um património único que retrata os seus mais de 800 anos de história.

O que visitar na Guarda

Sé Catedral da Guarda
A Sé Catedral da Guarda é uma edificação de estilo gótico construída entre 1390 e inícios do século XVI. É um dos maiores monumentos da história arquitetónica portuguesa. Foi mandada construir após a transferência da sede de Bispado de Idanha-a-Velha para a cidade, em 1203, por influência de D. Sancho I.
O seu interior e exterior refletem o estilo gótico presente na época. O pórtico da fachada norte e o retábulo monumental do altar da cabeceira, esculpido em pedra de Ançã, capta a atenção de quem visita a Catedral. Também o estilo manuelino pode ser observado nas suas janelas e colunas e o estilo renascentista na sua ornamentação.

Igreja da Misericórdia
A Igreja da Misericórdia é um dos edifícios mais icónicos da Guarda. Situa-se junto à Porta dos Ferreiros e foi construída no século XVIII. Não pode deixar de visitá-la.
Possui uma planta longitudinal, de escala monumental e de apenas uma nave. No centro da sua fachada principal encontra-se o portal de acesso, em arco abatido, enquadrado por ornatos do estilo Barroco e sobreposto pelas armas de D. João V. Pode observar a imagem de Nossa Senhora da Misericórdia no topo da mesma fachada.

Museu da Guarda
Reúne toda a História da cidade e tem como missão o estudo, a conservação e a divulgação do seu património cultural. Das suas coleções, destacam-se as espadas da Idade do Bronze, as moedas romanas, as esculturas renascentistas e as pinturas portuguesas dos séculos XIX e XX.
A própria edificação em que o museu se encontra instalado não deixa nenhum visitante indiferente. O Museu da Guarda situa-se no centro da cidade, no edifício do antigo Seminário Episcopal do século XVII.
De outubro a abril, o museu encontra-se aberto de terça-feira a domingo, das 9h00 às 17h30. No horário de verão, nos restantes meses, pode visitar as instalações entre as 9h30 e as 18h. O bilhete ronda os 2€, aplicando-se um desconto de 50% em bilhetes para idosos, jovens/estudantes e famílias. Crianças até aos 12 anos de idade e no primeiro domingo de cada mês a entrada é gratuita. Aproveite!

Bairro Judaico
Perto da Porta D’El Rei, dentro das muralhas da cidade, encontra o antigo Bairro Judaico da Guarda. Em tempos, encontrava-se aqui uma das mais importantes comunidades judaicas de Portugal.
Este bairro tinha início na Porta D’El Rei e estendia-se até à Rua Direita e era a continuação de um bairro judaico anterior, mencionado na Carta de 1199. Há registos que confirmam que D. Dinis deu o foro às comunidades judaicas da Paróquia de São Vicente, no século XIII.

Portas da cidade
Em determinados momentos, as muralhas da cidade eram abertas com portas monumentais, tais como a Porta da Erva, também conhecida como Porta da Estrela, a Porta D’El Rei e a Porta dos Ferreiros.
Estas aberturas faziam parte do sistema defensivo da Guarda e ficavam estrategicamente localizadas, tendo em conta o arranque das grandes vias de circulação que tornavam possível o contacto com o exterior.

Continuar a Ler