20 Tendências Turísticas em Ascensão Para 2020

Descubra dicas, passeios e segredos de especialistas em viagens.sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Para onde é que os profissionais dizem que devemos viajar este ano? Consultámos mais de uma dezena de pessoas do setor à procura de inspiração sobre os locais a visitar e o que fazer em 2020. Eis algumas das suas principais sugestões, desde destinos desconhecidos a clássicos com abordagens diferentes. Existe um tema predominante? Sim, sustentabilidade – e várias formas como os viajantes podem ajudar.

Ilhas Andamão
Razões para ir agora:
“As Ilhas Andamão ganharam um novo fôlego”, diz Carole Cambata, presidente da Greaves Tours, sobre este destino de mergulho na Baía de Bengala, que fica entre a Índia e Mianmar. “Devido às regulamentações locais, os barcos de mergulho não se podiam afastar mais de 3 km da costa. Mas agora existe um barco certificado de mergulho que pode alcançar locais mais distantes. Isto resulta numa conservação com locais de mergulho que não são visitados há mais de dois anos.”

O que fazer: Passe duas noites em Chennai, na Baía de Bengala, no leste da Índia, antes de partir para uma estadia de cinco noites na estância Taj Exotica Resort & Spa, na ilha de Swaraj (anteriormente Ilha de Havelock), diz Carole Cambata. No regresso, pode fazer uma noite de escala em Port Blair e visitar a antiga prisão onde os britânicos encarceravam os prisioneiros políticos – durante o movimento de independência da Índia – e visitar a ilha Netaji Subhash Chandra Bose, lar de um assentamento britânico abandonado, agora invadido por figueiras-benjamim.

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Egito
Razões para ir agora:
“Em 2020, vamos levar os viajantes ao Egito, o que é realmente emocionante”, diz a diretora de sustentabilidade da National Geographic Expeditions, O'Shannon Burns. “O turismo está a regressar ao Egito – o país vibra de energia e a população local está animada por receber visitantes.”
O que fazer: Durante a viagem de 11 dias da National Geographic Expeditions –  Egito: Maravilhas Antigas do Lendário Nilo – os viajantes podem conhecer especialistas como a arqueóloga egípcia Nora Shawki, que está trabalhar em escavações ao longo do delta do Nilo para compreender melhor como é que os egípcios que não eram da elite viviam. Existem outras experiências que incluem visitas a um sítio de investigação financiado pela National Geographic, e visitas fora do horário de expediente ao Museu Egípcio.

Eritreia
Razões para ir agora:
“A Eritreia teve pouco turismo nas últimas três décadas, mas é o lar de um extraordinário legado arquitetónico modernista, e o arquipélago de Dahlak é uma maravilha”, diz Will Jones, fundador da Journeys by Design e da Wild Philanthropy. “A Eritreia faz a ligação perfeita com a Etiópia, que fica a duas horas de distância de avião.”
O que fazer: Will Jones sugere uma viagem de duas semanas: fique num acampamento particular, no arquipélago de Dahlak, seguido de algumas noites com a comunidade Rashaida, uma comunidade de comerciantes do Mar Vermelho que fica a norte da cidade portuária de Massawa. Comece e termine a sua viagem em Asmara, capital da Eritreia, para descobrir a história e arquitetura Arte Déco da cidade.

Gronelândia
Razões para ir agora:
“A Gronelândia tem paisagens sensacionais e novos alojamentos experimentais no campo de acesso remoto de Kiattua”, diz o fundador e CEO da Red Savannah, George Morgan-Grenville. “Onde é que se pode apanhar bagas silvestres e cogumelos, ou apanhar salmão com as próprias mãos e andar de caiaque entre icebergues gigantes com o sol da meia-noite?”
O que fazer: Uma semana com a Red Savannah inclui quatro noites no campo de Kiattua (acessível apenas de barco ou helicóptero) para fazer glamping à beira-mar; e duas noites na Ilimanaq Lodge, com vista para a Baía de Disko, onde as baleias navegam entre icebergues.

Guiana
Razões para ir agora:
“Com um novo voo direto a partir de Nova Iorque e fortes credenciais ecológicas, este país da América do Sul encarna a tendência global do turismo de sustentabilidade”, diz Philippe Brown, fundador da Brown + Hudson, que também destaca que a Guiana é uma alternativa para os destinos mais movimentados do continente.
O que fazer: Uma viagem a Guiana com a Brown + Hudson inclui visitas às aldeias onde os povos indígenas vivem, e também contribui para os projetos locais que apoiam a saúde, educação e restauram o património cultural. A empresa trabalhou com organizações como a World Wildlife Fund para criar experiências de viagem ligadas ao desenvolvimento sustentável.

Índia
Razões para ir agora:
“A cidade de Rishikesh é uma parte essencial da Índia hindu há milénios”, diz Carole Cambata, da Greaves Tours. “O grupo hoteleiro Taj tem uma estância nova em Rishikesh, afastando assim os seus visitantes da agitação do centro da cidade para descansarem num ambiente único e apropriadamente tranquilo.”
O que fazer: Carole Cambata sugere duas noites em Nova Deli, uma noite em Agra e outras duas em Jaipur, antes de uma estadia de três noites em Rishikesh. Nesta cidade, não perca as orações noturnas e o ioga. As outras atividades incluem rafting pelo rio Ganges e visitas a eremitérios hindu para aprender mais sobre a religião.

Indonésia
Razões para ir agora:
“Raja Ampat, na Indonésia, é um dos principais destinos de mergulho do mundo, mas antigamente os visitantes tinham de alugar os seus próprios barcos”, diz a vice-presidente da Travel Beyond, Jenny Mikkelson. “Agora, existe uma variedade de embarcações mais pequenas, como a Aqua Blu, que facilitam a vida aos visitantes que querem visitar as centenas de ilhas e milhares de espécies marinhas tropicais.”
O que fazer: A Travel Beyond pode fornecer recomendações sobre as melhores embarcações, sejam fretadas ou cruzeiros partilhados. Uma estadia de sete noites oferece tempo suficiente para as atividades aquáticas – como mergulho, caiaque e paddleboarding – para além de visitas a aldeias e caminhadas pelas paisagens exuberantes. Para uma viagem mais prolongada, combine Raja Ampat com a Indonésia continental, ou outros destinos do Sudeste Asiático, como o Camboja, Laos, Mianmar, Tailândia ou Vietname.

Japão
Razões para ir agora:
“Em 2020 , o Japão vai ficar mais agitado do que nunca devido aos Jogos Olímpicos”, diz Catherine Heald, cofundadora e CEO da Remote Lands. Para além dos eventos desportivos em Tóquio, Catherine Heald incentiva os viajantes a visitarem destinos menos conhecidos: “O coração e a alma do Japão residem na natureza e nas pequenas aldeias do país.”
O que fazer: Catherine Heald recomenda uma estadia de 12 dias no Japão. Para quem visita o país pela primeira vez, não deve perder Tóquio e Kyoto, mas todos os visitantes devem aventurar-se pelos destinos menos conhecidos, como as florestas antigas na ilha Yakushima, na província de Kagoshima, o vulcão ativo do Monte Aso, na província de Kumamoto, e a incrível paisagem do Vale de Iya, na província de Tokushima.

Marrocos
Razões para ir agora:
“Apesar de Marrocos ser um destino popular há vários anos, algumas das suas regiões costeiras atraem novos turistas, sobretudo com as novas estâncias Al Houara, perto de Tânger, e as propriedades de St. Regis e a Reserva Ritz-Carlton, perto de Tétouan”, diz Melissa Biggs Bradley, fundadora e CEO da Indagare.

O que fazer: Para uma viagem de 10 dias, Melissa Bradley recomenda a enorme variedade de Marrocos: cultura e história nas cidades de Fez e Marraquexe, bem como aventuras ao ar livre no deserto, nas montanhas do Atlas e ao longo da costa. Para uma viagem de seis dias, combine uma das cidades com algum tempo de inatividade para relaxar na praia.

Mianmar
Razões para ir agora:
“Mianmar parece estar a ressurgir em 2020, mas cada vez mais os seus visitantes querem garantir que visitam o país de forma responsável”, diz o fundador e CEO da Wild Frontiers Travel, Jonny Bealby. “A Wild Frontiers projetou uma visita especificamente para garantir que o dinheiro dos turistas tem como destino as pessoas que sofreram com a crise do conflito Rohingya.”
O que fazer: Uma viagem de 15 dias inclui atividades que apoiam as iniciativas baseadas na comunidade, como aulas de culinária dadas pelos habitantes locais, ajuda a um refúgio de elefantes, visitas a um centro de conservação de tartarugas e estadias em pousadas ou pequenas casas de hóspedes.

Namíbia
Razões para ir agora:
“A Namíbia não tem grandes multidões, mas tem paisagens do outro mundo e uma vida selvagem incrível”, diz Cari Gray, CEO da Gray & Co. “Os alojamentos maravilhosos incluem a pousada Omaanda, perto de Windhoek, e a nova Sonop, na região de Karas, ambas da cadeia Zannier Hotels.”
O que fazer: Cari Gray diz que, para uma viagem de duas semanas, os viajantes devem procurar lugares focados na conservação, como o Santuário de Vida Selvagem Naankuse, afiliado da pousada Omaanda. Aqui, os visitantes podem descobrir como é que Rudie e Marlice van Vuuren resgatam e reabilitam animais como rinocerontes, chitas, hienas e elefantes.

Nepal
Razões para ir agora:
“O Nepal sofreu com os efeitos do enorme sismo de 2015, para além de alguma imprensa negativa sobre o turismo em excesso na região do Evereste”, diz Anne Sobman, diretora da MT Sobek. “Mas independentemente disso, os aventureiros a sério devem apoiar sempre o Nepal.”
O que fazer: A jornada de 19 dias da MT Sobek ao Campo Base do Evereste oferece a possibilidade de conhecer o Evereste e outros picos icónicos dos Himalaias sem os riscos da escalada técnica. A empresa também tem outras viagens ao país, inclusivamente na primavera, que não é a principal época do ano para escaladas no Evereste.

Paquistão
Razões para ir agora:
“O Paquistão é provavelmente o melhor destino para uma viagem de aventura”, diz Jonny Bealby, da Wild Frontiers. “O país tem cenários de civilizações antigas e cidades emocionantes como Lahore, com os seus fortes, mesquitas e palácios. Mas, acima de tudo, tem paisagens incríveis, particularmente no norte, onde as maiores cadeias montanhosas do mundo – Indocuche, Karakoram e Himalaias – colidem.”
O que fazer: O Paquistão é ótimo para caminhadas, bicicleta de montanha, rafting e turismo cultural, diz Bealby. A Wild Frontiers organiza uma excursão de 15 dias na província de Khyber Pakhtunkhwa e arredores, onde os viajantes partem da capital, Islamabad, passam pelo antigo estado principesco de Chitral e acabam no impressionante Vale de Hunza.

Peru
Razões para ir agora:
“O sul do Peru – especificamente o Vale do Colca, Arequipa e Paracas – estão muito na berra, diz Jenny Mikkelson, da Travel Beyond. “O comboio Belmond Andean Explorer contribuiu para a acessibilidade de Colca e Arequipa, e também há um voo sem escalas entre Cusco e Paracas que também facilita esta ligação. Para além disso, as novas Linhas de Nasca foram aqui descobertas recentemente.”
O que fazer: Jenny Mikkelson diz que quem nunca visitou o país deve passar pelo menos duas semanas no Peru, seguindo para sul depois de conhecer Cusco, o Vale Sagrado e Machu Picchu. Para os visitantes repetentes, Jenny recomenda 10 dias no sul. A Travel Beyond organiza sessões de sandboarding, incluindo um voo sobre as Linhas de Nasca, ou um dia num iate particular para explorar a baía e a vida selvagem das Ilhas Ballestas.

República do Congo
Razões para ir agora:
“Os gorilas-ocidentais-das-terras-baixas do Parque Nacional Odzala-Kokoua, na República do Congo, estão cada vez mais nos radares de toda a gente”, diz Jones, da Journeys by Design e da Wild Philanthropy. “A recente introdução de um voo programado ajuda a fazer a ligação com a reserva Dzanga-Sangha através da fronteira na República Centro-Africana.”

O que fazer: Uma viagem de 15 noites com a Journeys by Design inclui caminhadas pelas florestas tropicais, para vislumbrar o gorila-ocidental-das-terras-baixas, e para visitar os caçadores locais de Dzango-Sangha e passear pelas praias da ilha de São Tomé e Príncipe.

Ruanda
Razões para ir agora:
Ver os gorilas-das-montanhas costumava ser o atrativo principal para muitos dos visitantes do Ruanda. “Mas a região tem agora uma variedade de ofertas de viagens que ajudam a absorver melhor o país, incluindo novas propriedades de luxo, como a Kwitonda Lodge e as novas vilas da The Retreat, em Kigali”, diz Cari Gray, da Gray & Co.
O que fazer: Voe até Kigali e siga para noroeste, para o Parque Nacional dos Vulcões, para desfrutar de aventuras – como caminhadas com gorilas – que são a especialidade da referida Gray & Co. Existem complementos para viajantes com mais tempo que incluem avistamentos de macacos; o novo cruzeiro Mantis Kivu Queen no lago Kivu; o Memorial do Genocídio; e o Museu da Campanha Contra o Genocídio em Kigali.

Turquia
Razões para ir agora:
“Istambul tem um novo aeroporto enorme e locais incríveis que foram restaurados, como a Mesquita Azul, o Palácio Topkapi e a Cisterna da Basílica, bem como o novo Museu de Arte Moderna de Istambul”, diz Melissa Bradley, da Indagare. “E o novo hotel que abriu em Antioquia também está a dar muito que falar – o Hotel Museu Antakya, que apresenta um mosaico com 836 metros quadrados.”
O que fazer: Duas semanas na Turquia através da Indagare oferecem três dias em Istambul, para visitar locais históricos sagrados, museus de arte, a vida noturna e para fazer compras, com paragens em Capadócia e Antioquia, e visitas à antiga cidade grega de Éfeso ou aos clubes de praia de Bodrum.

Reino Unido
Razões para ir agora:
“O Brexit trouxe consigo uma libra mais fraca e um aumento nas viagens para o Reino Unido”, diz Philippe Brown, da Brown + Hudson. “A série The Crown da Netflix inspirou um interesse renovado na monarquia e na aristocracia britânica. Para além disso, este ano, as novas rotas da England Coast Path vão ficar concluídas – um caminho com quase 5.000 km – dando pela primeira vez acesso a toda a costa de Inglaterra.”
O que fazer: A Brown + Hudson consegue oferecer um acesso raro à realeza, com estadias em castelos e palácios, e vislumbres sobre a etiqueta britânica, juntamente com a aventura de caminhar pelo trilho costeiro mais antigo do mundo.

Utah, EUA
Razões para ir agora:
“Em um ano de eleições, assistimos sempre a um aumento nas viagens para os EUA”, diz Wood, da MT Sobek. “Acredito que vamos ver um interesse enorme em Utah, sobretudo nas nossas viagens pelo rio Colorado no Desfiladeiro Cataract. Para além disso, a United Airlines começou a fazer voos diretos de Denver para Moab, tornando este paraíso de aventura muito mais acessível.”
O que fazer: As aventuras da MT Sobek concentram-se na prática de rafting no Desfiladeiro Cataract. Os viajantes que voam para Moab estão no rio em menos de nada, e depois passam entre 3 a 7 dias a descer rápidos, a fazer caminhadas e a acampar.

Vietname
Razões para ir agora:
“O impressionante Bai San Hô, da cadeia hoteleira Zannier, vai abrir a norte de Nha Trang, e o lançamento do maravilhoso barco de cruzeiro Ylang vai ajudar os viajantes a descobrir a Baía de Lan Ha – uma alternativa mais tranquila à Baía de Halong”, diz Morgan-Grenville, da Red Savannah. “O novo hotel Mandarin Oriental também vai fazer a sua estreia em Saigão.”
O que fazer: Oito dias no norte do Vietname possibilitam a passagem de duas noites em Hanói, seguidas de uma noite num barco, na Baía de Lan Ha, onde os viajantes podem explorar a ilha de Cat Ba de bicicleta e conhecer vida local na vila de Viet Hai. Morgan-Grenville sugere uma visita às Montanhas Yen Tu, um local de peregrinação para os budistas vietnamitas.

 

Este artigo foi publicado originalmente em inglês no site nationalgeographic.com.

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